Exclusivo O presidente campesino que renuncia ao palácio presidencial

Metade do país e mercados apreensivos com o novo chefe de Estado. Mas o marxista Pedro Castillo garante que não quer importar modelos estrangeiros nem contornar a legalidade

Quando um político esquerdista alcança o poder na América Latina todos vemos como começa, mas ninguém sabe como acaba. O insucesso tanto se pode dever às tendências autoritárias do líder, à tomada do aparelho do Estado pelo partido e corrupção associada, à sabotagem da oposição, ou todas as anteriores. Os exemplos são inúmeros. Por isso não é de estranhar que na quarta-feira, dia da tomada de posse de Pedro Castillo, Lima tenha sido também palco de manifestações de repúdio ao novo presidente, um homem que representa as classes mais pobres, os indígenas, as gentes rurais e o sindicalismo.

Por outro lado, a classe política está desacreditada, bastando recordar que só em novembro o país teve três presidentes. Aos comentadores da vida política peruana, o que causa estranheza é ainda não haver um governo, sinal de provável desacordo entre Castillo e o seu partido marxista Peru Livre.

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