O número de vítimas mortais devido ao forte sismo que esta segunda-feira atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China, subiu de 21 para 46, segundo um novo balanço avançado pela televisão pública chinesa CCTV..Segundo a televisão estatal, as autoridades da cidade de Ya'an, próxima do epicentro, contabilizaram 17 mortes, enquanto na província vizinha de Garze o total de vítimas mortais é, para já, de 29, havendo ainda a indicação de 16 desaparecidos e de 50 feridos..O terramoto de 6,8 graus de magnitude na escala de Richter, segundo as autoridades chinesas, e de 6,6 graus segundo o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS), sacudiu a vila de Luding às 12:52 (hora local, 05:52 em Lisboa), informou a agência noticiosa oficial Xinhua..A província de Sichuan, que faz fronteira com o planalto tibetano, onde as placas tectónicas se encontram, é regularmente atingida por terramotos..Dois sismos registados em junho passado causaram pelo menos quatro mortos..Em relação ao abalo registado esta segunda-feira, além da confirmação do número de mortes, as autoridades locais relataram deslizamentos de terra, danos a residências e interrupções no fornecimento energético..Um deslizamento de terra bloqueou uma estrada rural, deixando-a repleta de pedras, informou o Ministério de Gestão de Emergências..O sismo foi sentido a 200 quilómetros de distância na capital da província, Chengdu, onde a maioria dos seus 21 milhões de habitantes está confinada em casa, visando travar um surto de covid-19..O terramoto mais mortífero da China nos últimos anos, de magnitude 7,9, ocorreu em 2008, e matou quase 90.000 pessoas, em Sichuan..O abalo sísmico devastou cidades, escolas e comunidades rurais fora da capital provincial de Chengdu, levando a um esforço de reconstrução com materiais mais resistentes..O epicentro do terramoto mais recente está numa área montanhosa a cerca de 200 quilómetros a sudoeste de Chengdu.