Número de mortos no sismo na Venezuela sobe para 4118, entre eles 107 portugueses
MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Número de mortos no sismo na Venezuela sobe para 4118, entre eles 107 portugueses

O balanço traduz um aumento de 219 mortos em relação ao anterior, divulgado na véspera, enquanto o número de feridos se mantém face ao balanço de domingo.
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O número de mortos pelos sismos ocorridos há duas semanas na Venezuela superou ontem os quatro mil, ao fixar-se em 4.118, enquanto o de feridos é de 16.740, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelo Governo venezuelano.

O balanço traduz um aumento de 219 mortos em relação ao anterior, divulgado na véspera, enquanto o número de feridos se mantém face ao balanço de domingo.

O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, informou, através da plataforma Telegram, que se mantêm as 17.907 pessoas desalojadas e as 86.794 famílias que recebem assistência, enquanto o número de pessoas concentradas nos 89 acampamentos transitórios subiu para 17.266.

O relatório indica também que 190 edifícios desabaram e 856 apresentam danos.

Já o número de portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo de 24 de junho aumentou de 104 para 107, enquanto o número de desaparecidos é de 57, segundo a informação hoje divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Entre os 107 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, em que 91 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 19 crianças e 88 adultos, acrescentou o MNE.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias ao país e anunciou que a companhia aérea TAP vai retomar, em 13 de julho, os voos de e para a Venezuela, utilizando o Aeroporto Arturo Michelena de Valência, a 170 quilómetros a oeste de Caracas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. 

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