Negociações sobre o Estreito de Ormuz adiadas e preços do petróleo disparam
Foram adiadas as negociações previstas para esta segunda-feira, 14 de setembro, entre o Irão e outras potências do Golfo para discutir a navegação pelo estreito de Ormuz, importante via marítima estratégica bloqueada por Washington e Teerão.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, publicou ao final da noite de domingo que uma reunião regional agendada para segunda-feira havia sido adiada "em prol do consenso".
Já a agência de notícias iraniana Fars citou um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão a dizer que o encontro com Omã foi adiado a pedido de alguns países da região, numa decisão conjunta de Teerão e Mascate, e que iria ser decidida uma data adequada para a realização da reunião.
Entretanto, os preços do petróleo subiram mais de 3% esta segunda-feira, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita, por ataques dos houthis em território saudita e por novos ataques no Estreito de Ormuz.
Ainda no domingo, um navio mercante foi alvo de um ataque que causou uma vítima mortal, segundo as autoridades iranianas.
Na sexta-feira, as autoridades sauditas anunciaram o encerramento temporário do oleoduto Este-Oeste, via de exportação de crude crucial para contornar o bloqueio do estreito de Ormuz, na sequência de ataques atribuídos a drones provenientes do Iraque.
Paralelamente, os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, lançaram uma ofensiva a 03 de setembro no estreito de Bab el Mandeb, conquistando a cidade de Moca e outros pontos na costa do mar Vermelho, capturando uma ilha estratégica e ameaçando uma rota alternativa ao Golfo, num duro revés para as autoridades reconhecidas internacionalmente.
Estes avanços aumentam a capacidade dos rebeldes de afetar o tráfego marítimo em Bab el Mandeb, cuja importância cresceu após as perturbações no estreito de Ormuz na sequência da ofensiva de 28 de fevereiro dos EUA e Israel contra o Irão.

