NATO anuncia que descobriu oito espiões russos nas suas instalações e expulsa-os

Aliança Atlântica anuncia que oito membros da missão da Rússia faziam parte dos serviços de espionagem e não estavam declarados. Também reduziu o número de pessoal que este país pode ter acreditado naquela organização.

A NATO anunciou esta quarta-feira que retirou a acreditação a oito membros da missão russa por espionagem e disse ter reduzido para dez o número de pessoas que a Rússia pode acreditar junto da Aliança Atlântica.

"Retiramos a acreditação de oito membros da missão russa na NATO, que eram oficiais não declarados dos serviços de informações secretas russos", explicou uma autoridade da Aliança Atlântica. "Também podemos confirmar que reduzimos para 10 o número de pessoas que a Federação Russa pode acreditar na NATO", acrescentou.

A medida entrará em vigor a partir do final de outubro, informou ainda agência.

A decisão de expulsar os diplomatas russos acusados de espionagem deve ser executada pela Bélgica, já que a sede da Aliança Atlântica fica em Bruxelas.

"A política da NATO em relação à Rússia permanece consistente. Fortalecemos a nossa dissuasão e a nossa defesa em resposta às ações agressivas da Rússia, apesar de permanecermos abertos ao diálogo construtivo", sublinhou aquele responsável.

Alguns países membros da NATO já tinham denunciado, em abril, "ações desestabilizadoras" da Rússia, tendo anunciado que iriam avaliar medidas retaliatórias.

A aliança havia decidido, já em março de 2018, retirar os as acreditações de sete membros da missão russa e expulsá-los da Bélgica, além de rejeitar três pedidos de acreditação adicionais após o envenenamento de Serguei Skripal, um ex-agente russo, e sua filha no Reino Unido.

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