Mulher que levou tio morto ao banco acusada de homicídio por negligência

Mulher que levou tio morto ao banco acusada de homicídio por negligência

A mulher, que continua detida, está igualmente a ser investigada por profanação de cadáver e tentativa de furto mediante fraude.
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Érika Souza, a mulher que levou o tio morto numa cadeira de rodas a um banco no Rio de Janeiro, Brasil, para tentar fazer um empréstimo de 3000 euros, está a ser investigada também pelo crime de homicídio por negligência, noticiou a imprensa brasileira. O pedido foi feito pelo delegado Fabio Luiz Souza, que suspeita que existiu omissão de socorro por parte de Érika.

No despacho em que inclui a investigação do homicídio por negligência, o delegado acredita que houve uma "gritante omissão de socorro" por parte de Érika.

A mulher, que continua detida, está igualmente a ser investigada por profanação de cadáver e tentativa de furto mediante fraude. Numa recente entrevista à TV Globo, familiares de Érika disseram que ela sofre de problemas psiquiátricos, e pediram o seu internamento por "alucinações auditivas" e "dependência de medicamentos".

A advogada de defesa, Ana Carla de Souza Corrêa, reafirma que Érika não era cuidadora do tio: "As testemunhas que relatam em sede policial dizem do cuidado que ela tinha pelo Sr. Paulo ao acompanhá-lo, não que era sua cuidadora. E tais testemunhas são pessoas completamente afastadas do vínculo familiar, estranhas à relação familiar."

No dia 16 de abril, Érika levou o cadáver do tio numa cadeira de rodas a um banco em Bangu, no Rio de Janeiro, na tentativa de conseguir um empréstimo de cerca de três mil euros, uma burla que correu mal e acabou com a mulher detida.  A suspeita é que Erika tentou simular uma assinatura para receber os valores. A cena foi toda filmada por uma funcionária do banco e rapidamente se tornou viral no Brasil e não só.

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