Morreu o homem que recebeu o transplante de coração de porco

Ainda não é conhecida a causa da morte de David Bennet.

Morreu esta terça-feira o homem que recebeu um transplante de coração de porco geneticamente modificado, dois meses depois da cirurgia inovadora realizada nos Estados Unidos.

David Bennet, de 57 anos, tinha uma doença cardíaca grave e concordou em fazer esta cirurgia experimental, depois de ser considerado inelegível para receber o coração de outro ser humano.

Ainda não se sabe se o seu corpo rejeitou o coração. Um porta-voz do hospital disse apenas que "não havia nenhuma causa óbvia identificada no momento da sua morte".

O hospital, entretanto, informou que não pode fazer mais comentários sobre a causa da morte porque ainda terá de ser feito um exame minucioso. Os resultados estão previstos serem publicados numa revista de medicina.

A cirurgia foi na altura considerada inovadora por poder vir a resolver a crise de falta de órgãos nos Estados Unidos.

O porco que doou o coração passou por um procedimento de alteração genética para eliminar um gene que produz um açúcar específico, que de outra forma teria desencadeado uma forte resposta imune e levado à rejeição do órgão.

A alteração genética foi realizada pela empresa de biotecnologia Revivicor, que também forneceu o porco usado num transplante de rim inovador num paciente em morte cerebral em Nova Iorque, em outubro.

O órgão foi mantido numa máquina de preservação antes da cirurgia. Paralelamente, a equipa também utilizou medicamentos convencionais antirrejeição para evitar que o sistema imunitário rejeite o órgão.

Cerca de 110 mil norte-americanos estão à espera de um transplante de órgão e mais de 6 mil morrem a cada ano à espera de um, de acordo com dados oficiais.

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