Metade dos angolanos ainda não tem energia elétrica, diz ministro
D.R.

Metade dos angolanos ainda não tem energia elétrica, diz ministro

Ministro da Energia e Águas de Angola assegurou existir investimento público para atender a esta necessidade.
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O ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges, indicou esta quinta-feira, 10 de setembro, que cerca de metade da população angolana continua sem eletricidade e assegurou existir investimento público para atender a esta necessidade.

“A prioridade é a eletrificação do território exatamente porque temos metade dos angolanos sem acesso, com a expectativa de ter”, afirmou o governante, em entrevista à TPA, a televisão pública de Angola.

O ministro garantiu que “todo o investimento público é dirigido para cobrir essas necessidades”.

“O nosso esforço, a nossa atividade e o investimento público são dirigidos para a eletrificação do nosso país, [para] atender às necessidades das nossas populações”, disse.

João Baptista Borges ressalvou que o país não pode, contudo, desperdiçar “uma vantagem” na atual produção energética.

“O país tem de poder transformar o superávite de capacidade de produção que tem e pode atender outras necessidades não só do setor elétrico como de outros setores da vida social”, indicou.

A exportação dessa energia, considerou, “pode trazer essa vantagem ao país, assegurada totalmente por investimento privado, ou seja a construção das linhas, a operação dessas linhas pelo setor privado”.

“Amanhã (no futuro) essas interligações que nós projetamos para a Namíbia, para a Zâmbia e para a República Democrática do Congo [RDCongo], podem ser uma estrada, também em sentido contrário. Hoje nós temos superávite, amanhã podemos ter défice e um desses países ao qual estamos ligados, poderá ter, também, a possibilidade de vender, de exportar energia para o nosso país”, concretizou.

O ministro enfatizou que é desta forma que será criado o mercado energético regional.

“Nós estamos na África central e na África Austral, essas pool energéticas vão então funcionar com base nessa exportação e importação de energia”, acrescentou.

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