Merkel critica Portugal por permitir viagens de e para o Reino Unido

"Agora temos esta situação em Portugal. Talvez tivéssemos podido evitá-la. É por isso que devemos trabalhar ainda mais", frisou, preocupada com a disseminação da variante Delta da covid-19 na Europa

A chanceler alemã, Angela Merkel, lamentou a ausência de regras comuns na União Europeia para as deslocações de pessoas e deu o exemplo de Portugal, que permitiu viagens de e para o Reino Unido.

"Agora temos esta situação em Portugal. Talvez tivéssemos podido evitá-la. É por isso que devemos trabalhar ainda mais", frisou, preocupada com a disseminação da variante Delta da covid-19 na Europa.

"Avançámos nos últimos meses, mas não até onde eu gostaria que a União Europeia estivesse", acrescentou.

Na mesma conferência de imprensa em Berlim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou que é apenas uma "questão de tempo" até que a variante Delta se torne dominante no continente europeu. "É importante continuar a vacinar o mais rápido possível", acrescentou.

Os países da União Europeia chegaram a um acordo para coordenar as suas regras e facilitar as viagens dentro do bloco comunitário no verão, com a adoção de um certificado verde, e também preveem a possibilidade de voltar a impor restrições em caso de emergência.

A partir de 1 de junho, qualquer pessoa que possuir um certificado sanitário europeu, atestando que foi vacinada, que está imunizada após ter sido contaminada ou que testou negativo à covid-19, poderá viajar dentro da UE sem necessitar de fazer mais testes ou de cumprir quarentena.

Em Portugal, a variante Delta já é dominante na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde aumentaram as infeções.

A variante Delta do novo coronavírus SARS-CoV-2, mais transmissível, circula em 92 países, indicou esta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), salvaguardando que as vacinas continuam eficazes contra esta estirpe, ao prevenirem doença grave e morte.

Segundo a líder técnica de resposta à covid-19 na OMS, Maria Van Kerkhove, a variante Delta, pela primeira vez identificada na Índia, "está a disseminar-se rapidamente" e "tem maior transmissibilidade do que a variante Alpha", inicialmente diagnosticada no Reino Unido.

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