Martin Wronna. "Quando digo que sou austríaco dizem logo Sissi e Música no Coração"
Foto: Leonardo Negrão

Martin Wronna. "Quando digo que sou austríaco dizem logo Sissi e Música no Coração"

Neste episódio do podcast Gente que Veio de Fora recebemos o austríaco Martin Wronna, doutorado em Geofísica e funcionário da secção comercial da Embaixada da Áustria em Portugal.
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A primeira vez que veio a Portugal foi em 2004. Vinha com uns amigos que tinham um amigo português e foram tão bem recebidos durante as duas semanas em que percorreram o nosso país de carro que, na viagem de regresso à Áustria, Martin Wronna disse aos amigos: "Um dia vou viver aqui".

Das palavras passou aos atos e inscreveu-se em aulas de português. E em 2011 voltou para fazer Erasmus na Universidade Nova de Lisboa. E foi então que decidiu ficar por cá de vez. Pelo meio, interessou-se pelo tsunami do sismo de 1755 e fez a tese de licenciatura sobre o seu impacto em Cascais. Mais tarde doutorou-se em Geofísica.

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O austríaco que quer saber tudo sobre tsunami do sismo de 1755

Convencer a namorada, Maria, a vir viver para Lisboa não foi difícil e hoje, aos 42 anos, vive com a família em Almada. Pai de Eva e Gabi, já nascidas em Portugal, Martin tem agora a carreira científica em stand-by, trabalhando atualmente na secção comercial da embaixada da Áustria. Mas entre o trabalho e a família ainda arranja tempo para a música, fazendo parte de uma banda chamada Cães do Sodré.

Antes de se mudar para cá admite que de Portugal pouco sabia, além de mar, futebol e Vasco da Gama. E quando diz que é austríaco, o que dizem os portugueses: "Muito frio, neve", mas também "Sissi e Música no Coração"!

Saudades da Áustria? Da família, claro, mas também das montanhas e da neve.

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