Jacinda Ardern cancela casamento devido a novas restrições contra a covid-19

Nove casos da variante Ómicron levaram a primeira-ministra a decretar novas medidas para conter a pandemia, incluindo limitar os eventos a um máximo de cem pessoas totalmente vacinadas.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, foi obrigada a cancelar o próprio casamento por causa da covid-19, depois de ter apertado as restrições para lutar contra um surto da variante Ómicron.

"O meu casamento não vai avançar", confirmou, depois de anuncias as novas restrições, incluindo um limite de cem pessoas totalmente vacinadas nos eventos.

"Acabo de juntar-me a muitos outros neozelandeses que tiveram uma experiência semelhante por causa da pandemia e a todos os que foram apanhados neste cenário, peço desculpa", acrescentou.

Ardern, de 41 anos, e o parceiro Clarke Gayford, de 44 anos, que têm uma filha nascida em 2018, nunca anunciaram a data do casamento, mas acreditava-se que este estaria marcado para as próximas semanas.

A deteção de nove casos de Ómicron numa família que viajou entre duas cidades para assistir a um casamento e a infeção de uma assistente de bordo num dos aviões em que voaram, forçou a Nova Zelândia a impor as restrições mais apertadas a partir da meia-noite deste domingo.

A variante Ómicron é mais transmissível que a Delta, mas é menos provável que cause doença grave.

Além de limitar as multidões, as máscaras são agora obrigatórias nos transportes públicos e nas lojas.

As novas restrições devem manter-se pelo menos até ao final do próximo mês.

"É a vida", disse Ardern, quando questionada como se sentia sobre o facto de ter que aprovar restrições que afetam o seu próprio casamento. "Não sou diferente de milhares de outros neozelandes que sofreram um impacto muito mais devastador por causa da pandemia, o pior deles a incapacidade de estar com um ente querido, às vezes quando ele está gravemente doente. Isso supera em muito a tristeza que sinto", acrescentou.

A Nova Zelândia detetou 15 104 casos de covi-19 e 52 mortes desde o início da pandemia. Fortes restrições nas fronteiras e confinamentos têm sido a norma ao longo dos últimos dois anos.

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