Cinco mortos e 100 feridos em Israel após ataque. Irão tem capacidade "para atingir Londres, Paris ou Berlim"

Acompanhe aqui as notícias deste sábado relacionadas com a guerra no Médio Oriente, atualizadas pela equipa de jornalistas do DN.
Cinco mortos e 100 feridos em Israel após ataque. Irão tem capacidade "para atingir Londres, Paris ou Berlim"
EPA / STR

Mais caças americanos na Base das Lajes

Seis caças F18 supersónicos da Marinha, cinco aviões de guerra eletrónica, 18 reabastecedores Boeing KC46 e dois aviões C130 de transporte aéreo. Este é o novo contigente militar que aterrou na sexta-feira na Base das Lajes, nos Açores. A informação é avançada pela SIC Notícias.

Cidade de Dimona atingida. Número de feridos sobe para uma centena

Também a cidade de Dimona, igualmente a sul do país, foi atingida pelos mísseis balísticos iranianos, fazendo subir para pelo menos 100 o número de feridos contabilizados neste ataque.

Entre as vítimas contam-se dois rapazes de 5 e 12 anos.

Os ataques causaram danos extensos em múltiplos edifícios, com a força da explosão a sugerir o uso de ogivas convencionais carregadas com centenas de quilos de explosivos, escreve o The Guardian.

Cinco mortos e 70 feridos em Israel após ataque do Irão

Pelo menos cinco pessoas terão morrido e mais de 70 ficaram feridas na cidade de Arad, sul de Israel, esta noite de sábado após um ataque de mísseis balísticos oriundos do Irão.

Relatos citados pelos media internacionais dão conta que um edifício desabou com pessoas no seu interior e um outro ficou em chamas.

Em Arad, os paramédicos informaram que uma menina de 5 anos permanece em estado grave após o impacto de um míssil balístico

Segundo o The Guardian, pelo menos nove edifícios ficaram danificados neste ataque, podendo o número de vítimas ser maior uma vez que haverá pessoas sob os escombros.

Irão tem capacidade "para atingir Londres, Paris ou Berlim"

O Exército israelita (IDF) afirmou este sábado que o Irão "tem capacidade para atingir capitais europeias". Tal ficou demonstrado pelo lançamento de dois mísseis balísticos contra a base naval de Diago Garcia, a cerca de 4000 quilómetros de distância de território iraniano.

"O regime terrorista iraniano lançou um míssil de longo alcance pela primeira vez desde o início da Operação 'Roaring Lion'", lê-se numa publicação no X das IDF, "capaz de atingir uma distância de cerca de 4.000 km."

As Forças Armadas israelitas lembram que as IDF revelaram que "o regime iraniano [tinha] intenções de desenvolver mísseis com um alcance de 4000 km, os quais representam um perigo para dezenas de países na Europa, Ásia e África. O regime iraniano negou-o."

"Temos vindo a dizê-lo: o regime terrorista iraniano representa uma ameaça global. Agora, com mísseis que podem atingir Londres, Paris ou Berlim."

Bruxelas apela a redução das metas de abastecimento de gás para o inverno

A Comissão Europeia apelou este sábado aos Estados-membros para reduzir as suas metas de abastecimento de gás para o próximo inverno, de forma a atenuar a pressão sobre os preços, que estão a disparar devido à guerra no Médio Oriente.

Numa mensagem dirigida aos Estados-membros da União Europeia, consultada pela AFP, o comissário europeu para a Energia, Dan Jørgensen, destacou “o impacto considerável” do atual conflito no Médio Oriente nos mercados mundiais de petróleo e gás e sugere o recurso às "flexibilidades" autorizadas pela legislação europeia.

Em concreto, apelou a uma redução dos habituais 90% para 80%.

“Os recentes desenvolvimentos indicam que poderá demorar mais tempo até que a produção de gás natural liquefeito do Qatar regresse aos níveis conhecidos antes da crise", previu o comissário.

Nesta fase, realçou, o abastecimento da União Europeia (UE) está “relativamente protegido”, devido à “dependência limitada das importações provenientes” do Médio Oriente e à carga de gás natural liquefeito que atravessou o Estreito de Ormuz antes do conflito.

Porém, o confronto está a causar “elevados e voláteis preços”, que “podem igualmente afetar as injeções de gás nos ‘stocks’ da UE", estimou.

Os ataques ao maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, em Ras Laffan, no Qatar, fizeram ressurgir o espetro de uma crise de gás como a que teve lugar no início da ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em 2022.

Lusa

Duas dezenas de países querem ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz

Cerca de 20 países declararam hoje estar "prontos para contribuir com os esforços" necessários para a reabertura do Estreito de Ormuz, que foi bloqueado pelo Irão desde o início da guerra. Numa declaração conjunta, estes países, principalmente europeus, condenaram também os recentes ataques iranianos contra navios e infraestruturas de petróleo e gás na região do Golfo Pérsico, apelando a uma "moratória imediata e global contra os ataques às infraestruturas civis”.

Entre os países que demonstraram vontade em ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz estão os Emirados Árabes Unidos, o Reino Unido, a França, o Canadá e o Japão.  A Alemanha, a Itália, os Países Baixos, a Dinamarca, a Letónia, a Eslovénia, a Estónia, a Noruega, a Suécia, a Finlândia, a República Checa, a Roménia, a Lituânia, a Coreia do Sul, a Nova Zelândia, a Austrália e o Barém são os outros signatários da declaração.

Lusa

Veja fotos da movimentação na Base das Lajes

Imagens são do fotojornalista António Araújo, da agência Lusa.

Explosões e mísseis intercetados na capital do Bahrain

Várias explosões foram ouvidas hoje na capital do Bahrain, Manama, segundo um jornalista da agência France-Presse (AFP) no local, numa altura em que o Irão intensifica a sua campanha de retaliação contra os países do Golfo Pérsico.

Segundo o jornalista da AFP no local, dois mísseis foram vistos a ser intercetados no céu e várias explosões abalaram a cidade depois de terem sido acionadas sirenes de alerta.

As autoridades iranianas estão a atingir o Bahrain e outros países vizinhos do Golfo Pérsico com vários golpes de retaliação após ataques dos Estados Unidos e Israel lançados contra o Irão em 28 de fevereiro.

Lusa

Forças iranianas falham ataque a base naval Diego Garcia

O Irão tentou atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico, na sexta-feira, mas o ataque não foi bem-sucedido, confirmou hoje um responsável britânico à agência de notícias AFP. De acordo com esta fonte, a tentativa falhada ocorreu antes de o Governo britânico ter anunciado, na sexta-feira, que iria permitir aos Estados Unidos utilizarem algumas das suas bases para atacar alvos iranianos utilizados para atingir navios no Estreito de Ormuz.

O Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano. 

Quando contactado pela AFP, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) recusou comentar. O Ministério da Defesa britânico, através de um porta-voz, condenou hoje os "ataques irresponsáveis do Irão", que "constituem uma ameaça aos interesses britânicos e aos aliados do Reino Unido". 

Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".

Lusa

ONU pede contenção militar após ataque a complexo nuclear iraniano

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) reiterou hoje o seu apelo à “contenção militar” após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao complexo nuclear iraniano de Natanz. "A AIEA foi informada pelo Irão que o complexo nuclear de Natanz foi atacado hoje. Não foi relatado qualquer aumento dos níveis de radiação fora do complexo. A AIEA está a investigar o caso", declarou a AIEA na rede social X.

A agência nuclear da ONU referiu ainda que "o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou o seu apelo à contenção militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear".

Lusa

Israel alerta que intensidade dos ataques ao Irão vai aumentar

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou hoje que a intensidade dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão "vai aumentar significativamente" nos próximos dias.

A partir de domingo, "a intensidade dos ataques que serão realizados pelas forças israelitas e pelos militares norte-americanos contra o regime terrorista iraniano e as infraestruturas sobre as quais se apoiam vão aumentar significativamente", afirmou Katz durante uma reunião, citado num comunicado.

"A campanha, liderada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro [de Israel] Benjamin Netanyahu, vai continuar (…). Não pararemos até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados", acrescentou Katz. 

"Estamos determinados a continuar a liderar o ataque contra o regime terrorista iraniano, a decapitar os seus comandantes e a frustrar as suas capacidades estratégicas, até que todas as ameaças à segurança do Estado de Israel e aos interesses dos EUA na região sejam eliminadas", referiu ainda o ministro israelita.

Lusa

Duração do conflito ditará preço do gás mas contexto está longe do choque de 2022

A evolução dos preços do gás nos próximos meses dependerá sobretudo da duração da atual crise geopolítica, podendo o impacto nas famílias e empresas tornar-se mais significativo caso o cenário se prolongue, alertou o presidente executivo da Floene.

“A exposição da economia a estes efeitos geopolíticos é muito grande e, portanto, é incontornável […] acaba por impactar mais nas famílias e nas empresas”, disse em entrevista à Lusa Gabriel Sousa.

Leia abaixo a notícia completa:

Cinco mortos e 100 feridos em Israel após ataque. Irão tem capacidade "para atingir Londres, Paris ou Berlim"
Irão: Duração do conflito ditará preço do gás mas contexto está longe do choque de 2022

"Há um grande movimentação esta manhã" na Base das Lajes

O movimento de chegadas e partidas de aviões americanos é constante esta manhã na Base das Lajes. Segundo o repórter da SIC Notícias no local, Rui Caria, "é difícil", diante do alto número de movimentações na base.

Esta mudança também está relacionada com as condições climáticas, já que esteve a chover constantemente nos últimos dias. Este sábado, apesar do céu encorberto, não está a chover.

No total, seis caças F18 supersónicos da Marinha, cinco aviões de guerra eletrónica, 18 reabastecedores Boeing KC46 e dois aviões C130 de transporte aéreo chegaram na noite de sexta-feira, 20 de março.

EUA e Israel atacam complexo nuclear iraniano de Natanz

Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão. "Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques esta manhã", afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim.

A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" na área. Natanz, o principal local de enriquecimento de urânio do Irão, foi atingido na primeira semana da guerra e vários edifícios pareciam ter ficado danificados, de acordo com imagens de satélite. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tinha dito que “nenhuma consequência radiológica” decorreu deste ataque. 

A instalação nuclear, localizada a quase 220 quilómetros a sudeste de Teerão, já tinha sido alvo de ataques aéreos israelitas e norte-americanos na guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025.

Lusa

Um morto e dois feridos num ataque israelita no sul do Líbano

Uma pessoa foi morta e outras duas ficaram feridas hoje num "forte ataque" israelita a uma casa no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, anunciou a Agência Nacional de Informação Libanesa (ANI, oficial). 

No Telegram, as forças armadas israelitas ordenaram ainda aos habitantes de vários bairros da periferia sul de Beirute que se retirassem daquela zona, afirmando que "continuam as suas operações e ataques contra infraestruturas militares pertencentes ao grupo terrorista Hezbollah em várias partes da periferia, com intensidade crescente".

Lusa

United Airlines teme sobrecusto de 11 mil milhões de dólares em 2026 e reduz voos

A United Airlines estima que, se o preço do querosene se mantiver ao nível atual, inflacionado pela guerra no Médio Oriente, acarretará um custo adicional de 11 mil milhões de dólares, e anunciou uma redução "tática" da capacidade.

Numa mensagem dirigida aos funcionários do grupo, Scott Kirby, presidente executivo da companhia aérea norte-americana, indicou que o preço do querosene mais do que duplicou desde o início da ofensiva militar israelo-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro. "Se o preço se mantiver a este nível, isso significará 11 mil milhões de dólares (9,5 mil milhões de euros) de despesas anuais adicionais apenas com o querosene", explicou.

Durante uma conferência financeira na terça-feira, o gestor estimou o custo adicional do querosene em 400 milhões de dólares (345 milhões de euros) desde o início do conflito. Kirby procurou tranquilizar os funcionários, afirmando que o grupo dispõe dos meios financeiros para fazer face à situação. "Temos tempo e o luxo de poder atravessar a tempestade e manter-nos concentrados no futuro", disse Kirby, que deve apresentar na terça-feira, em Los Angeles, a próxima fase do desenvolvimento da frota.

Lusa

Bloqueio do Estreito de Ormuz limita trânsito de navios a 5% face aos períodos de paz

Desde o início do ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, apenas um pequeno número de cargueiros e petroleiros, na maioria iranianos, atravessou o Estreito de Ormuz, segundo o observatório para o comércio global, Kpler.

Um total de apenas 116 navios de carga e petroleiros atravessaram o estreito entre 01 e 19 de março, número que representa uma queda de 95% em comparação com os períodos de paz, avança o grupo, com sede em Paris.

Destas travessias, 71 foram realizadas por petroleiros, dos quais mais de metade estavam carregados, e maioria destes navios navegou para leste. "O tráfego é assegurado principalmente por graneleiros, petroleiros e porta-contentores", afirmou, por outro lado, segundo a APF, Richard Meade, editor-chefe da Lloyd's List, revista especializada em informação marítima, durante uma conferência de imprensa na quinta-feira.

"No entanto, constatámos um ligeiro aumento do número de metaneiros em circulação na semana passada", acrescentou.

Lusa

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