Exclusivo Indonésia liberta mais cedo o cérebro dos atentados de Bali

O clérigo Abu Bakar Bashir, um dos fundadores do grupo terrorista Jemaah Islamiyah, foi condenado em 2011 a 15 anos de prisão. Austrália mostra preocupação em nome das vítimas.

Há dois anos, os planos do presidente Joko Widodo de libertar o clérigo Abu Bakar Bashir por razões humanitárias foram abandonados por causa das críticas tanto na Indonésia como na Austrália. Eram deste país 88 das 202 vítimas dos atentados de Bali de 2002, que o fundador do grupo terrorista Jemaah Islamiyah terá planeado (ele sempre negou ser o cérebro por detrás dos ataques). Agora, aos 82 anos, vai sair em liberdade, tendo visto ser reduzida a sua pena de 15 anos de prisão. Mas nem por isso deixam de existir críticas.

"Ele será libertado a 8 de janeiro, porque o seu tempo na prisão acabou", disse a porta-voz do serviço prisional indonésio, Rika Aprianti, num comunicado. Os advogados de Bashir tinham apelado à sua libertação, usando o argumento da idade avançada (nos últimos anos foi várias vezes hospitalizado), mas também o risco de contrair covid-19 na prisão. Há dois anos, os planos para o libertar tinham sido rasgados, alegadamente por ele recusar jurar lealdade à ideologia do Estado da Indonésia (nunca participou em programas de desradicalização), desconhecendo-se se o terá feito agora.

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