Incêndio em Igreja Cristã Copta no Cairo mata pelo menos 41 pessoas

As razões do incêndio ainda não são conhecidas.

Um incêndio que começou no domingo numa igreja cristã copta no Cairo, capital do Egito, matou 41 pessoas, disseram autoridades da igreja.

O incêndio começou por razões desconhecidas na igreja de Abu Sifine, no distrito operário de Imbaba, no noroeste da capital, disseram as autoridades.

O presidente Abdel Fattah al-Sissi declarou na sua página no Facebook que "mobilizei todos os serviços estatais para garantir que todas as medidas sejam tomadas".

Mais tarde, os bombeiros informaram que as chamas foram controladas.

Al-Sissi também avançou ter apresentado "as suas condolências por telefone" ao papa copta Tawadros II, chefe da comunidade cristã no Egito desde 2012.

Desde então, a Igreja Ortodoxa Copta tem-se mostrado mais no cenário político, sob a liderança de Tawadros II, defensor declarado de Sisi, o primeiro presidente do Egito a participar da missa de Natal copta, enquanto os seus antecessores enviavam representantes.

Os coptas são a maior comunidade cristã do Médio Oriente, representando pelo menos 10 milhões dos 103 milhões de habitantes do Egito.

A minoria sofreu ataques e reclamou de discriminação no país de maioria muçulmana do norte da África, o mais populoso do mundo árabe. Os coptas sofreram represálias dos islâmicos, principalmente depois de Sissi derrubar o ex-presidente islâmico Mohamed Morsi em 2013, com igrejas, escolas e casas incendiadas.

Sissi recentemente nomeou um juiz copta para chefiar o Tribunal Constitucional pela primeira vez na história.

O Egito sofreu vários incêndios mortais nos últimos anos. Em março de 2021, pelo menos 20 pessoas morreram num incêndio numa fábrica têxtil nos subúrbios do leste do Cairo. Em 2020, dois incêndios em hospitais tiraram a vida de 14 pacientes com Covid-19.

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