Ida atinge o Louisiana com ventos de 240 km/h no aniversário do Katrina

Furacão chegou a terra às 12.55 locais (17.55 em Lisboa) em Port Fourchon, no sudeste do Louisiana.

O olho do furacão Ida chegou às 12.55 locais (17.55 em Lisboa) a Port Fourchon, no sudeste do Louisiana, com ventos de 240 km/h, no 16.º aniversário da chegada do Katrina. É uma tempestade "extremamente perigosa" de categoria 4, a segunda mais elevada da escala Saffir-Simpson.

A força do vento equipara-o ao furacão Laura, que atingiu o estado no ano passado, e a um furacão em 1856, que foi o mais forte desde que há registo. Este domingo, a força da tempestade foi tal que, segundo a CNN e durante quatro horas, o rio Mississippi terá revertido o seu curso junto à foz.

"É doloroso pensar noutra tempestade poderosa como o furacão Ida chegar a terra neste aniversário, mas cada tempestade é diferente, todas têm os seus próprios desafios, mas também quero que saibam que não somos o mesmo estado que éramos há 16 anos", disse o governador do Louisiana, John Bel Edwards, antes de a tempestade chegar.

No Katrina, os diques que protegiam Nova Orleães cederam, deixando 80% da cidade alagada, prejuízos de cem mil milhões de dólares e 1800 mortos. A proteção foi reforçada desde então, mas Bel Edwards disse que o Ida, que poderia ser o pior furacão desde 1856, era "um sério teste ao sistema".

Mas as diferenças entre as duas tempestades são importantes. O Katrina atingiu terra como um furacão de categoria 3, mas chegou a ser de categoria 5 (a máxima), tendo causado em alguns locais a subida do nível das águas em mais de seis metros. No caso do Ida, de categoria 4, as previsões eram que ficasse abaixo dos cinco metros.

Mas os ventos deviam ser muito mais fortes: no Katrina foram registadas rajadas de 200 km/h, enquanto no Ida eram de 240 km/h. No ano passado, os ventos do Laura (também de categoria 4), que causou 42 mortos, foram os responsáveis pelos mais de 19 mil milhões de dólares de prejuízos.

Em relação à chuva, o Ida também é pior do que o Katrina, com possibilidade de 60 cm de precipitação em alguns locais - o dobro do registado em 2005.

O presidente norte-americano, Joe Biden, prometeu este domingo colocar "o peso inteiro do país" atrás dos esforços de salvamento e lembrou que decretou o estado de emergência para o Louisiana e o Mississippi antecipadamente, para que a ajuda possa chegar rapidamente.

As previsões eram para que o furacão cause "tempestades com risco de vida, ventos com danos potencialmente catastróficos e inundações por chuvas", segundo o Centro Nacional de Furacões.

Os estabelecimentos comerciais reforçaram a proteção em portas e janelas. Os aeroportos registaram filas de passageiros à espera de voos para deixar o estado, enquanto grandes engarrafamentos dominaram as autoestradas de saída da cidade.

Mas muitas pessoas decidiram ficar. Quando o furacão chegou, o governador pediu para os cidadãos do estado encontrarem um local seguro dentro de casa e ficarem lá até a tempestade passar.

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