Um homem foi morto a tiro este domingo, 22 de fevereiro,, depois de ter entrado no perímetro de segurança da residência do presidente norte-americano Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Florida. De acordo com os serviços secretos dos Estados Unidos, o homem foi “visto a entrar pelo portão norte da propriedade de Mar-a-Lago, a carregar o que parecia ser uma espingarda e um bidão de combustível”.O incidente ocorreu às 1h30 (6h00 em Lisboa), tendo o homem sido abatido a tiro por agentes dos serviços secretos e por um delegado do xerife do condado de Palm Beach. Embora Donald Trump costume passar os fins de semana com a primeira-dama, Melania Trump, em Mar-a-Lago, desta vez, no momento em que decorreu este incidente, encontrava-se na Casa Branca, em Washington D. C., revelou a agência de notícias Associated Press (AP).O suspeito, que tinha cerca de 20 anos e era natural do estado da Carolina do Norte, foi dado como desaparecido há alguns dias pela família, adiantou a mesma agência. Os investigadores disseram acreditar que o homem deixou a Carolina do Norte e dirigiu-se para sudeste, adquirindo uma espingarda pelo caminho, disse o porta-voz dos serviços secretos, Anthony Guglielmi. A caixa da arma foi encontrada no veículo, adiantou o mesmo responsável. O homem, identificado com o nome de Austin Tucker Martin, conseguiu passar pelo portão norte da propriedade de Mar-a-Lago quando outro veículo estava a sair e foi confrontado por agentes dos serviços secretos, tendo sido morto a tiro, sublinhou Guglielmi. Numa publicação na rede social X, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou o ataque “enquanto a maioria dos americanos dormia”, enaltecendo que os Serviços Secretos dos Estados Unidos agiram com rapidez e decisão para neutralizar um indivíduo desequilibrado, armado com uma pistola e gás lacrimogéneo, que invadiu a residência do presidente Trump”, escreveu. Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, revelou também no X que esteve em contato com o presidente Trump na sequência do incidente, ao mesmo tempo que esteve em “coordenação com os parceiros federais durante toda a manhã em relação à invasão e ao tiroteio em Mar-a-Lago”. Nessa publicação mostrou-se “grata” pelo facto de Trump e os agentes da lei “estarem seguros”.Por sua vez, Kash Patel, diretor do FBI, garantiu que a sua agência iria dedicar “todos os recursos necessários” à investigação sobre este caso. E a verdade é na tarde deste domingo, vários veículos bloquearam a entrada de uma propriedade em Cameron, no estado da Carolina do Norte, que consta dos registos públicos como sendo o endereço do suspeito baleado em Mar-a-Lago.A propriedade, segundo a AP, fica no final de uma estrada particular acidentada e arenosa, rodeada por casas modestas e cercadas por pinheiros.