Harry vai ao funeral do avô, Meghan fica em casa

Harry viajará da Califórnia para assistir no sábado à cerimónia privada, mas a mulher, Meghan, não se desloca a conselho médico.

O funeral do príncipe Filipe, que morreu na sexta-feira aos 99 anos, acontecerá no próximo sábado, na capela de São Jorge, no castelo de Windsor. A cerimónia, de caráter privado, terá a presença do neto Harry. O filho do príncipe Carlos e da falecida princesa Diana radicou-se na Califórnia e deixou de pertencer à família real desde janeiro do ano passado. Já a sua mulher, a atriz Meghan Markle, que está grávida, não viaja para Londres a conselho médico, disse um porta-voz do palácio.

O casal lançou uma série de críticas contra a família real numa entrevista a Oprah Winfrey, incluindo racismo, e de não cuidar da saúde mental de Meghan. Na entrevista, a norte-americana revelou que um membro da família real tinha tido "várias conversas" com Harry sobre a cor da pele do seu filho e "o que isso significaria ou pareceria", o que levou o palácio de Buckingham a reagir com uma declaração em que se afirmou que o assunto era "preocupante" e que iria "ser abordado em privado".

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson também não comparecerá na cerimónia fúnebre por causa das restrições relacionadas com a pandemia, informou Downing Street. "O primeiro-ministro sempre quis agir de acordo com o que é melhor para a família real, e assim permitir que o maior número possível de membros da família possa comparecer ao funeral de sábado", disse um porta-voz.

A cerimónia vai respeitar as restrições originadas pela pandemia, que limita a 30 o número de pessoas presentes em funerais. Também para evitar ajuntamentos, o palácio de Buckingham pediu aos britânicos para não se deslocarem até Windsor, e sugeriu que vejam a cerimónia pela televisão.

No sábado, dia 17, em todo o Reino Unido será guardado um minuto de silêncio, no início do funeral, que terá honras reais e não de Estado, cumprindo um pedido em vida do marido da rainha Isabel II. O príncipe Filipe, também conhecido por duque de Edimburgo, participou ativamente na preparação do seu funeral, incluindo no projeto de modificação do veículo, um jipe, que transportará o seu caixão, que será seguido pela família real.

O anúncio dos preparativos do funeral foi feito depois de unidades militares em todo o Reino Unido terem disparado salvas de 41 tiros, para marcar a morte de Filipe, homenageando o ex-oficial da Marinha que combateu na II Guerra Mundial.

O príncipe de Gales, Carlos, também prestou homenagem pública ao pai, ao evocar "uma figura muito amada e apreciada" que teria ficado "profundamente comovido com o número de pessoas" que partilham a perda. Numa declaração feita em frente à sua residência no condado inglês de Gloucestershire, Carlos sublinhou que Filipe, marido de Isabel II durante 73 anos, era "uma pessoa muito especial".

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