Guterres pede reuniões com Putin e Zelensky

Com as cartas entregues às missões diplomáticas russa e ucraniana na ONU, o secretário-geral tenta retomar a iniciativa e relançar o diálogo para uma solução pacífica para a guerra que se intensifica na Ucrânia.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enviou na terça-feira (19) cartas aos líderes russo e ucraniano, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, pedindo para ser recebido em Moscovo e Kiev, anunciou o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, nesta quarta-feira (20).

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro, a ONU tem estado marginalizada do conflito, entre outras coisas por causa da rotura entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, do qual Moscovo é membro com Washington, Paris, Londres e Pequim.

"Neste momento de grande perigo em termos de consequências, o secretário-geral deseja discutir medidas urgentes para trazer paz à Ucrânia e o futuro do multilateralismo com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional", disse o porta-voz.

Guterres observa "que a Ucrânia e a Federação da Rússia são membros fundadores da ONU e sempre foram fortes apoiantes da organização", acrescentou.

Com as cartas entregues às missões diplomáticas russa e ucraniana na ONU, o secretário-geral tenta retomar a iniciativa e relançar o diálogo para uma solução pacífica para a guerra que se intensifica na Ucrânia.

Até agora, António Guterres teve muito pouco contacto com o presidente ucraniano, com quem só manteve uma conversa telefónica em 26 de fevereiro.

O presidente russo, por sua vez, recusa qualquer contacto com o português, depois de Guterres o ter acusado de violar a Carta da ONU ao invadir a Ucrânia.

Na terça-feira, Guterres denunciou a nova ofensiva russa no leste da Ucrânia e pediu a ambos os lados que parem os combates em uma "pausa humanitária" de quatro dias por ocasião da Páscoa ortodoxa.

Nesse dia foi também divulgado que 200 ex-funcionários das Nações Unidas escreveram a Guterres a pedir-lhe uma ação mais interventiva na mediação do conflito, sob pena de o futuro da própria ONU ficar em risco.

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