Guarda Revolucionária ataca Kuwait e Bahrein em retaliação contra EUA
ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

Guarda Revolucionária ataca Kuwait e Bahrein em retaliação contra EUA

Guarda Revolucionária diz que "destruiu oito importantes instalações militares norte-americanas na Base Aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, e na Base Naval da Quinta Frota, em Port Salman, no Bahrein"
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A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou este domingo, 28 de junho, a responsabilidade por ataques aéreos contra Kuwait e Bahrein, em retaliação pelos ataques dos EUA em território iraniano, e prometeu uma "resposta implacável" a qualquer agressão futura.

A Guarda "destruiu oito importantes instalações militares norte-americanas na Base Aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, e na Base Naval da Quinta Frota, em Port Salman, no Bahrein", afirmou, em comunicado.

Os ataques foram lançados entre as 2h00 e as 3h00 (entre as 23h30 de sábado e as 00h30 de hoje em Lisboa), "numa resposta decisiva à recente agressão norte-americana", disse a Guarda.

"Qualquer agressão inimiga, independentemente do pretexto, mesmo contra alvos insignificantes, será respondida com uma resposta implacável", acrescentou o exército ideológico da República Islâmica.

Horas antes, o exército do Kuwait tinha anunciado que o emirato estava sob ataque de "mísseis e drones hostis", enquanto no Bahrein soaram sirenes de alerta aéreo.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques realizados por mísseis e drones hostis", escreveu o exército num comunicado oficial.

No Bahrein, país que alberga uma importante base naval norte-americana, soaram sirenes de alerta aéreo, segundo o Ministério do Interior, que pediu aos residentes que "mantivessem a calma e se dirigissem para o local seguro mais próximo".

Os EUA atacaram “vários alvos” no Irão, no sábado, em resposta a um ataque a um navio próximo do estreito de Ormuz.

De acordo com o Comando Central do Exército dos EUA, responsável pelo Médio Oriente, as forças norte-americanas efetuaram ataques aéreos contra “infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, instalações de armazenamento de drones e meios de colocação de minas”.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram diversas explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.

De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, citando "uma fonte militar informada", vários projéteis que atingiram uma torre de comunicações na cidade de Taherui.

A IRIB reportou ainda vários impactos em Masan, uma ilha na costa iraniana muito próxima do estratégica porto de Bandar Abbas.

Os ataques ocorreram depois de o Irão ter atacado com um drone unidirecional o petroleiro Kiku, de bandeira panamiana, que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que o Irão "deixará de existir" se os EUA decidirem retomar a guerra contra o país, acusando Teerão de violar o cessar-fogo.

No sábado, o Governo do Bahrein indicou que foi atacado por “vários drones iranianos”, numa violação ao memorando de entendimento assinado entre o Irão e Estados Unidos, apesar de Teerão ter assegurado que o alvo eram “bases norte-americanas”.

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