G7 decide não libertar reservas estratégicas de petróleo
Os ministros das Finanças do G7 concordaram esta segunda-feira, 9 de março, em não avançar - pelo menos para já - com a libertação de reservas estratégicas de petróleo, apesar da subida recente dos preços após a escalada militar envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão. A informação foi avançada por um responsável do grupo, citado pela Reuters.
A decisão surgiu após uma conferência realizada durante a manhã, na qual os responsáveis das principais economias industrializadas discutiram possíveis respostas ao aumento repentino dos preços do petróleo registado durante a noite.
Num comunicado conjunto, os ministros afirmaram que continuam preparados para agir caso a situação se agrave. O grupo declarou estar disposto a tomar “as medidas necessárias” para apoiar o abastecimento global de energia.
Entre essas medidas poderá incluir-se a utilização de reservas estratégicas de petróleo, embora essa possibilidade tenha sido, para já, apenas considerada e não concretizada.
Segundo o responsável do G7 citado pela Reuters, houve um “amplo acordo” entre os ministros para não recorrer imediatamente às reservas, mantendo a opção em aberto caso as condições do mercado energético se deteriorem.
A subida dos preços do petróleo ocorre num contexto de crescente tensão geopolítica no Médio Oriente, depois de uma escalada do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, que levantou preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia.

