Forças Armadas israelitas estão a preparar-se para próximas etapas da guerra

O porta-voz do Exército israelita, o tenente-coronel Richard Hecht, afirmou que o ataque poderá ser por via aérea, ou poderá ser mais global, a partir do mar e do ar. "Estamos à espera para ver o que os nossos líderes políticos decidem, [mas] ainda não está decidido".
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O Exército israelita está a preparar-se para novas etapas da guerra na Faixa de Gaza, disse esta quinta-feira um porta-voz militar, no sexto dia do conflito desencadeado pelos ataques realizados no sábado pelo Hamas em Israel.

"Estamos a preparar-nos para os próximos passos da guerra", disse o tenente-coronel Richard Hecht durante uma conferência de imprensa, através da internet.

"Poderá ser por via aérea, poderá ser mais global, a partir do mar e do ar. Estamos à espera para ver o que os nossos líderes políticos decidem, [mas] ainda não está decidido", acrescentou.

O grupo islamita Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007, lançou a 7 de outubro um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de 'rockets' e a incursão de rebeldes armados por terra, mar e ar.

Em resposta, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas naquele território palestiniano, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está "em guerra" com o Hamas, que foi internacionalmente classificado como movimento terrorista não só por Israel, como pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), além de outros Estados.

Israel, que impôs um cerco total à Faixa de Gaza e cortou o abastecimento de água, combustível e eletricidade, confirmou mais de 1.200 mortos e 3.700 feridos desde o início da ofensiva do Hamas, apoiada pelo Hezbollah libanês e pelo ramo palestiniano da Jihad Islâmica.

O número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 1.200, informou hoje o Ministério da Saúde palestiniano, na sequência de um aumento dos bombardeamentos israelitas sobre o enclave palestiniano controlado pelo movimento islamita Hamas. Foram ainda contabilizados 5.600 feridos, segundo o Ministério palestiniano.

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