Exército do Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo. Rangel em Beirute para se reunir com MNE libanês

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Exército do Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo. Rangel em Beirute para se reunir com MNE libanês
EPA/WAEL HAMZEH

Rangel em Beirute para se reunir com MNE libanês

O ministro dos Negócios Estrangeiros português reúne-se hoje de manhã com o homólogo libanês, Youssef Raggi, em Beirute, para expressar solidariedade com o Líbano e anunciar apoio financeiro para a educação de crianças deslocadas, disse fonte oficial.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) adiantou à Lusa que a visita de Paulo Rangel estava a ser preparada há vários dias e coincide com o início do cessar-fogo entre o Líbano e Israel.

Durante o encontro com o chefe da diplomacia libanesa, o governante português irá anunciar um apoio financeiro de 150 mil euros, no âmbito da UNESCO, destinado a apoiar a educação de dezenas de milhares de crianças afetadas pelo conflito, que já fez mais de um milhão de deslocados no Líbano.

Lusa

Exército do Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo

O Exército do Líbano denunciou hoje ataques israelitas, poucas horas após o início do cessar-fogo acordado entre Beirute e Telavive, que entrou em vigor à meia-noite (22:00 de quinta-feira em Lisboa).

As forças armadas libanesas afirmaram, em comunicado, ter registado "vários ataques israelitas, além de bombardeamentos intermitentes que afetaram uma série de aldeias", classificando-os como "violações do acordo".

Na sequência destes ataques, o Exército pediu à população para não regressar às localidades do sul do país.

Um acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite local, após negociações mediadas pelos Estados Unidos.

A trégua foi anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após conversas telefónicas com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente libanês, Joseph Aoun, em discussões que não incluíram o grupo xiita Hezbollah, responsável pelos ataques ao norte de Israel a partir do Líbano.

A tensão entre Israel e o Líbano ameaçava abalar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, que terminará no dia 22, enquanto se espera que as conversações de paz sejam retomadas no Paquistão.

O serviço de alertas de Israel registou um possível ataque no norte do país, muito perto da fronteira com o Líbano, uma hora após a entrada em vigor da trégua temporária, apesar de o Hezbollah não ter reivindicado qualquer bombardeamento e de o exército israelita não se ter pronunciado sobre o assunto.

Lusa

Secretário Geral da ONU apela a "todos os atores" que respeitem cessar-fogo entre Israel e Líbano

secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou quinta-feira o cessar-fogo entre o Líbano e Israel e apelou a "todos os atores" para o respeitarem "plenamente", indicou o seu porta-voz num comunicado.

"O secretário-geral saúda o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano" assim como o papel dos Estados Unidos para o alcançar, e "espera que este cessar-fogo abra caminho a negociações", declarou Stéphane Dujarric num comunicado.

O responsável da ONU "apela a todos os atores para respeitarem plenamente o cessar-fogo e para cumprirem as suas obrigações nos termos do direito internacional", acrescentou, uma formulação que pode visar Israel e o Líbano, mas também o Hezbollah.

Lusa

EUA impedem navios com destino ao Irão mas rejeitam bloqueio do estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) assegurou hoje que as forças norte-americanas não estão a bloquear o estreito de Ormuz, mas apenas navios com origem ou destino a portos iranianos, no âmbito de uma operação militar em curso.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Centcom explicou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln se encontra no mar Arábico, integrado num dispositivo que visa impedir a circulação de embarcações ligadas ao comércio iraniano.

Segundo a mesma fonte, estão empenhados nesta operação 10.000 militares, apoiados por 12 navios e cerca de 100 aeronaves, com intuito de garantir o cumprimento de uma ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O comando militar adiantou que, nas últimas 72 horas, pelo menos 14 navios inverteram o rumo para cumprir o bloqueio imposto pelas forças norte-americanas.

Horas antes, o representante permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou na Assembleia Geral que o estreito de Ormuz é demasiado "valioso" para ser encerrado, apesar das tensões com o Irão.

Lusa

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