Os EUA estão a preparar-se para enviar sistemas avançados de rockets de longo alcance para a Ucrânia após um pedido urgente por parte de autoridades ucranianas, adiantaram funcionários da Casa Branca à CNN..O governo Biden está inclinado a enviar os sistemas como parte de um pacote maior de assistência militar e de segurança à Ucrânia, que pode ser anunciado já na próxima semana..Nas últimas semanas, tanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, têm pedido aos países ocidentais mais armas..No início desta semana, Kuleba referiu mesmo que a necessidade mais urgente da Ucrânia é de sistemas de rockets de lançamento múltiplo (MLRS) para combater a superioridade russa em armamento pesado..Ainda esta quinta-feira, o diplomata reconheceu que a Rússia tem vantagem em termos de armas e que a Ucrânia necessita de "mais armas pesadas". "Sem isso, não seremos capazes de empurrá-los para fora do nosso país", afirmou no Twitter..Os sistemas de armas fabricados nos EUA podem disparar uma enxurrada de rockets a centenas de quilómetros, muito mais longe do que qualquer um dos sistemas que a Ucrânia já possui..Nas últimas semanas, a Rússia atacou o leste da Ucrânia, onde as forças ucranianas estão desarmadas e em desvantagem numérica..A guerra na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)..Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia..A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto..A ONU confirmou na quinta-feira que 3.974 civis morreram e 4.654 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.