Estocolmo não exclui cenário de ataque russo à Suécia

Relatório parlamentar sueco sublinha "apetência pelo risco político e militar" russo numa altura em que o país escandinavo aguarda adesão à NATO.
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Um relatório elaborado pela comissão parlamentar de Defesa da Suécia avalia que um ataque militar russo contra aquele país não pode ser excluído. O resumo do conteúdo do relatório, que vai ser hoje publicado, foi noticiado pelo canal público de televisão SVT.

O relatório parlamentar afirma que, apesar de as forças terrestres russas estarem ocupadas na Ucrânia, não se pode excluir a possibilidade de outros tipos de ataques militares contra a Suécia. "A Rússia também baixou ainda mais o seu limiar para o uso da força militar e demonstra uma elevada apetência pelo risco político e militar. A capacidade da Rússia para levar a cabo operações com forças aéreas, forças navais, armas de longo alcance ou armas nucleares contra a Suécia mantém-se intacta", afirmou a SVT, segundo a Reuters.

Em resultado da invasão do regime de Vladimir Putin à Ucrânia, a Suécia abandonou a sua política de neutralidade para aderir à NATO. No entanto, ao contrário da vizinha Finlândia, que é desde abril o 31.º país membro da aliança militar, Estocolmo mantém-se num limbo no que respeita à sua defesa, refém de exigências de segurança da Turquia de Recep Tayyip Erdogan e de uma vingança política da Hungria, que se queixa de uma atitude hostil para com o governo autoritário de Viktor Orbán.

A Suécia tem sido um dos países na linha da frente da assistência financeira e militar à Ucrânia. Na sexta-feira, ao anunciar o mais recente pacote de ajuda a Kiev, o Ministério da Defesa da Suécia confirmou que irá proporcionar formação a pilotos ucranianos nos caças JAS 39 Gripen, de fabrico sueco, além do envio para a Polónia, Roménia e Eslováquia de dezenas de técnicos para a manutenção e suporte operacional do material de guerra enviado.

Segundo a SVT, o relatório delineia uma nova doutrina de defesa para a Suécia, baseada na adesão à NATO, em vez da anterior doutrina que se baseava na cooperação com os outros Estados nórdicos e com a União Europeia.

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