O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Cho Hyun este em Washington.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Cho Hyun este em Washington.Foto: YONHAP/EPA

Estados Unidos e Coreia do Sul defendem liberdade de navegação no Estreito de Ormuz

De visita a Washington, ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul manifestou a disponibilidade de Seul para “contribuir de forma substancial” para a navegação no Estreito de Ormuz.
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Os Estados Unidos e a Coreia do Sul concordaram na sexta-feira, 18 de setembro, sobre a necessidade de garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, apesar da recusa de Seul em enviar tropas para a proteção do tráfego marítimo na região.

Após um encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Cho Hyun, manifestou a disponibilidade de Seul para “contribuir de forma substancial” para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

No entanto, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, reafirmou na sexta-feira que não autorizará o envio de tropas que possam envolver o país em conflitos externos.

“Que fique claro. Não haverá qualquer envio de tropas que implique envolvimento num conflito estrangeiro. Não haverá participação numa guerra”, declarou Lee durante uma conferência de imprensa em Seul.

As duas partes reafirmaram também o compromisso com a “desnuclearização completa” da península coreana, no âmbito dos esforços de diálogo promovidos por Washington entre Pyongyang e Seul.

Rubio insistiu na importância de avançar com os esforços diplomáticos destinados a promover o diálogo com a Coreia do Norte e alcançar a desnuclearização da península coreana, com as autoridades sul-coreanas a disponibilizar-se para facilitar uma eventual retoma do diálogo entre a Casa Branca e o Governo de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte rejeitou este sábado, 19 de setembro, uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tommy Pigott, os dois responsáveis reiteraram a importância da cooperação trilateral entre os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão para a segurança regional.

“Destacaram igualmente a importância crucial da cooperação trilateral entre os Estados Unidos, o Japão e a República da Coreia para salvaguardar a segurança regional e manter um Indo-Pacífico livre e aberto”, refere um comunicado do Departamento de Estado.

O Departamento de Estado sublinhou ainda a necessidade de acelerar a concretização dos investimentos acordados e de garantir um ambiente comercial “justo, transparente e equitativo” para as empresas norte-americanas que operam na Coreia do Sul.

Washington destacou também a importância de reforçar as cadeias de abastecimento para setores estratégicos, incluindo a indústria dos semicondutores.

“O secretário Rubio e o ministro Cho comprometeram-se a manter uma colaboração contínua em setores estratégicos fundamentais, incluindo o dos semicondutores”, acrescentou o comunicado.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos têm vindo a negociar a aplicação de um acordo comercial bilateral alcançado no ano passado, ao abrigo do qual Seul se comprometeu a investir 350 mil milhões de dólares (300 mil milhões de euros) em território norte-americano.

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