Uma empresa de recolha de resíduos da província italiana de Bari informou esta quarta-feira, 5 de agosto, que recuperou do lixo um bilhete de lotaria premiado com um milhão de euros, depois de o proprietário o ter deitado fora por engano.O diretor da empresa Sanb, Roberto Nicola Toscano, classificou o episódio como uma "história milagrosa", depois de uma operação que obrigou os funcionários a reconstruir todo o percurso feito pelos resíduos desde o momento da recolha.O proprietário do bilhete tinha jogado com os números que utilizava habitualmente e, ao verificar o resultado num ponto de venda, recebeu da máquina a indicação de que o prémio era "não pagável".A mensagem significava apenas que, devido ao elevado valor, o prémio não poderia ser levantado diretamente naquele estabelecimento, mas o apostador interpretou-a como indicando que não tinha sido premiado e deixou o bilhete no local.Já em casa, familiares alertaram-no de que os números com que habitualmente jogava tinham sido sorteados.O apostador regressou imediatamente ao estabelecimento, mas o bilhete já tinha sido colocado no lixo e os resíduos tinham sido entretanto recolhidos pela Sanb."E assim começou a operação de recuperação", relatou Toscano.A empresa reconstruiu o percurso dos resíduos, desde a recolha até à identificação do veículo utilizado para os transportar."Assim que localizámos o veículo, surgiu outro problema: não podia ser descarregado nas nossas instalações devido ao risco de contaminação dos resíduos", explicou o diretor da empresa.A Sanb contactou então outra empresa da região de Bari com instalações adequadas para separar a carga e iniciou uma busca entre os resíduos transportados pelo camião.O bilhete premiado acabou por ser encontrado na madrugada de terça-feira, ainda intacto, no interior de um saco onde estavam vários outros bilhetes já danificados.Depois de confirmado o achado, a empresa devolveu o bilhete, no valor de um milhão de euros, ao respetivo proprietário.Toscano contou que ainda tocou no bilhete antes de o entregar, na esperança de que alguma da sorte fosse contagiosa, e decidiu depois comprar uma raspadinha enquanto bebia café com alguns elementos da equipa que participou na operação."No final, levámos para casa 50 euros", contou Toscano.