Os Emirados Árabes Unidos vão retirar-se da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) liderada por Riade e da aliança OPEP+, que também inclui a Rússia, a partir de 1 de maio, anunciou a agência de notícias dos Emirados.Segundo a agência de notícias dos Emirados WAM, a saída dos Emirados da organização deve-se às "perturbações no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz".A decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de se retirar da OPEP a partir de 1 de maio "reflete uma evolução política alinhada com os fundamentos do mercado a longo prazo", afirmou esta terça-feira, 28 de abril, o ministro de Energia e Infraestrutura do país, Suhail bin Mohamed Al Mazrouei.Numa publicação na sua conta no X, o ministro agradeceu à OPEP e aos países membros pelas "décadas de cooperação construtiva" desde que Abu Dhabi se juntou à organização em 1967 e, posteriormente, todo os EAU após sua fundação em 1971."Mantemos o nosso compromisso com a segurança energética, garantindo um fornecimento fiável, responsável e com baixas emissões de carbono, ao mesmo tempo que apoiamos a estabilidade dos mercados globais", acrescentou.A OPEP é composta atualmente por 12 países membros, focados na coordenação da produção e preços. Além dos Emirados Árabes Unidos, os membros são: Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Venezuela, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria e República do Congo.A Casa Branca (presidência norte-americana) anunciou na segunda-feira que estava a analisar uma nova proposta iraniana para desbloquear o estreito de Ormuz, quase paralisado desde o início da guerra no Médio Oriente. As negociações entre os Estados Unidos e o Irão para terminar o conflito e reabrir totalmente o estreito estratégico não avançaram desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 08 de abril.O Irão atacou com mísseis e drones os vizinhos do golfo, incluindo o Qatar, em resposta aos ataques norte-americanos e israelitas contra a República Islâmica lançados a 28 de fevereiro.Teerão visou interesses norte-americanos, mas também diversas infraestruturas, como refinarias de petróleo, complexos de gás e fábricas petroquímicas.A guerra e o consequente bloqueio do estreito de Ormuz têm causado o receio de uma crise económica global devido ao aumento dos preços do petróleo e do gás natural, bem como do transporte de mercadorias..OPEP+ aumenta produção de petróleo em 206 mil barris por dia a partir de maio.Petróleo dispara 3% e atinge valor mais alto das últimas três semanas, face a impasse na guerra