Pelo menos 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no descarrilamento de dois comboios de alta velocidade em Adamus, Córdoba, segundo fontes da Guardia Civil citadas pela agência EFE. Um comboio circulava entre Málaga e a estação madrilena de Atocha quando descarrilou, causando o descarrilamento do segundo comboios, que fazia a ligação entre Atocha e Huelva. A informação do acidente foi avançada pela Adif (Administrador de Infraestruturas Ferroviárias) no X, indicando que os serviços de emergência foram destacados para o local..O jornalista Salvador Jiménez, da Rádio Nacional, que viajava no comboio vindo de Málaga, contou que os dois últimos vagões descarrilaram e que um deles "capotou completamente", com os vidros partidos."Saímos de Málaga a horas, às 18h40, com destino a Madrid. Eu estava no primeiro vagão. Houve um momento em que pareceu um terramoto e, de facto, o comboio descarrilou. Chamaram imediatamente a equipa médica, que usou martelos para partir os vidros e, por fim, evacuaram-nos", explicou Jiménez, que indicou que pode haver feridos, embora não haja confirmação oficial.. O acidente obrigou à suspensão da circulação de comboios de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia, confirmou Adif..O ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, que foi para o centro de controlo da Adif em Madrid, explicou que os últimos vagões do comboio Iryo (que tinha saído de Málaga) descarrilaram em Adamuz, invadindo a via contrária, na qual circulava um alta velocidade da Renfe. Depois de um impacto "terrível", dois vagões deste último comboio foram atirados para fora da linha, o que causou um número de vítimas que "não se pode confirmar".O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, informou que o governo está a trabalhar com as autoridades competentes e serviços de emergência para prestar assistência aos passageiros dos dois comboios."O governo está a trabalhar com as restantes autoridades competentes e serviços de emergência para prestar assistência aos passageiros", afirmou Sánchez em comunicado, acrescentando que está a "acompanhar de perto" a situação..O líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, que tinha previsto reunir esta segunda-feira (19 de janeiro) com o primeiro-ministro no Palácio da Moncloa, pediu para adiar essa reunião."As notícias vindas de Córdoba são muito graves e devastadoras, e nada é mais urgente agora do que prestar assistência às vítimas e aos seus familiares. Por isso, acabei de escrever a Pedro Sánchez para propor o adiamento da reunião que tínhamos agendado para amanhã. Toda a atenção deve estar focada na emergência e na investigação das causas desta tragédia. As nossas equipas poderão encontrar outra data. Mas hoje, a compaixão exige que a reunião seja adiada", indicou no X..O líder do Vox, Santiago Abascal, também já reagiu ao acidente nas redes sociais. "Como toda a Espanha, estou a seguir as notícias do acidente ferroviário em Córdoba com preocupação e profunda tristeza. Oremos pelas vítimas e espero que todos os recursos do Estado estejam a ser utilizados para cuidar dos feridos", indicou no X."Infelizmente, e lamento dizê-lo, como em tantas outras catástrofes que nos atingiram nos últimos anos, não posso confiar nas ações deste governo. Nada funciona sob corrupção e mentiras. Espero que o profissionalismo e a dedicação dos serviços de urgência e de saúde compensem a evidente incompetência dos poderes políticos", acrescentou..A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já deixou uma mensagem de pêsames nas redes sociais. "Recebi a terrível notícia de Córdoba. Os meus mais profundos sentimentos às famílias e entes queridos das vítimas do acidente ferroviário e ao povo de Espanha. Desejo uma rápida e completa recuperação aos feridos. Vocês estão nos meus pensamentos esta noite", escreveu no X, numa mensagem em espanhol.. (Em atualização)