Cuba cancela famoso festival internacional de charutos em plena crise energética
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Cuba cancela famoso festival internacional de charutos em plena crise energética

País enfrenta escassez severa de combustível, após os Estados Unidos terem interrompido o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela
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Cuba anunciou o cancelamento da edição de 2026 do Festival del Habano, um dos eventos mais emblemáticos do país, num contexto de profunda crise energética e económica que Havana atribui, em grande parte, ao endurecimento da política dos Estados Unidos. A decisão foi comunicada aos participantes pela organização do evento, a empresa estatal Habanos SA, numa mensagem a que a agência France Presse (AFP) teve acesso.

O festival, previsto para decorrer entre 24 e 27 de fevereiro, foi adiado sem nova data. Segundo a organização, citada pela AFP, a decisão foi tomada “com o objetivo de preservar os mais altos padrões de qualidade, excelência e experiência que caracterizam este evento internacional”.

O Festival del Habano reúne anualmente aficionados, comerciantes e jornalistas especializados de todo o mundo e culmina num leilão de charutos e humidificadores de luxo que rende vários milhões de dólares. Em 2025, esse leilão gerou cerca de 19,5 milhões de dólares (16,5 milhões de euros) verbas canalizadas para o sistema de saúde cubano.

O cancelamento surge num momento em que a ilha enfrenta escassez severa de combustível, após os Estados Unidos terem interrompido o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela, na sequência da captura do presidente Nicolás Maduro. O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou ainda uma ordem executiva que permite a Washington aplicar tarifas a países que vendam petróleo a Havana.

A falta de combustível já levou companhias aéreas internacionais, como a Air Canada, a suspender voos para Cuba, enquanto vários governos aconselharam os seus cidadãos a reconsiderar viagens para a ilha.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou Washington de querersufocar a economia cubana”, lembrando que o país continua sujeito ao embargo norte-americano em vigor desde 1962.

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