Condenados a prisão perpétua proibidos de ter novos relacionamentos amorosos

O governo dinamarquês quer travar o aparecimento de "groupies" de criminosos com este projeto de lei, que surge depois de uma jovem se ter apaixonado por um assassino a cumprir pena

O governo dinamarquês apresentou um projeto de lei para proibir os reclusos a cumprir prisão perpétua de terem novos relacionamentos amorosos. A medida surge depois de uma jovem de 17 anos se ter apaixonado por Peter Madsen, condenado pelo assassinato brutal de uma jornalista.

Segundo esta iniciativa governamental, nos primeiros dez anos de pena, os condenados a prisão perpétua só podem ter contacto com pessoas que já lhes eram próximas antes da detenção.

"Temos tido exemplos repugnantes de reclusos que cometem crimes abomináveis e que contactam com pessoas jovens para captar a s sua simpatia e atenção", afirmou o ministro Nick Haekkerup, num comunicado citado pela agência AFP. "Isto tem obviamente de parar", acrescentou o membro do governo, cujo objetivo é impedir a expansão do fenómenos de "groupies" em torno de criminosos.

A iniciativa surge depois da divulgação do caso de uma jovem de 17 anos que se apaixonou por uma famoso criminoso dinamarquês depois de dois anos a trocar correspondência e a vitá-lo na prisão. Cammilla Kürstein sentiu ciúmes quando Peter Madsen - que matou e desmembrou a jornalista Kim Wall a bordo do seu submarino artesanal - se casou com uma mulher russa de 39 anos, em 2020, quando estava preso.

"Os condenados a prisão perpétua não devem poder usar as nossas prisões como ponto de encontros românticos ou plataformas mediáticas para se gabarem dos seus crimes", disse o ministro.

O projeto de lei deverá ser aprovado nas próximas semanas e entrará em vigor a 1 de janeiro de 2022.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG