Cinzas do vulcão Etna mantêm encerrado aeroporto italiano de Catânia
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Cinzas do vulcão Etna mantêm encerrado aeroporto italiano de Catânia

Embora a atividade do Etna interrompa frequentemente os voos no aeroporto, situado 30 quilómetros a sul do vulcão, esta é a emergência mais prolongada desde 2002.
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As cinzas expelidas pelo vulcão do Monte Etna, na Sicília, obrigaram esta sexta-feira, 14 de agosto, a manter encerrado, pelo quinto dia consecutivo, o aeroporto italiano da Catânia, deixando centenas de turistas retidos na semana mais movimentada do ano.

O aeroporto da Catânia permanecerá encerrado até sábado à tarde, dia em que se celebra o feriado de Ferragosto, que marca o auge da época de férias de verão em Itália, altura em que milhões de pessoas se dirigem para o mar e para as montanhas, esvaziando as cidades.

Embora a atividade do Etna interrompa frequentemente os voos no aeroporto, situado 30 quilómetros a sul do vulcão, esta é a emergência mais prolongada desde 2002.

"As cinzas vulcânicas podem representar um grande risco para as aeronaves", afirmou Boris Behncke, investigador do Observatório do Etna, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia.

O investigador explicou que as cinzas podem ser aspiradas para o interior dos motores dos aviões e "fazer com que estes parem", justificando assim a postura "tão cautelosa" do transporte aéreo quando há uma emissão de cinzas vulcânicas.

O Etna é o maior vulcão ativo da Europa. A atividade mais recente tem-se revelado invulgar devido à sua persistência e às emissões contínuas de cinzas.

Os ventos de norte espalharam pequenas quantidades de cinzas por Malta e pelo norte de África.

"Houve muitas pequenas interrupções - e erupções mais intensas - nas últimas décadas, mas este fenómeno é diferente porque a emissão de cinzas do cume do Etna tem sido muito mais persistente", afirmou Boris Behncke.

O encerramento obrigou os aviões a serem redirecionados para outros aeroportos da ilha, o que fez subir as tarifas de táxi e os preços do aluguer de automóveis, segundo o jornal italiano Corriere della Sera.

A associação de consumidores Codacons anunciou que irá apresentar uma queixa junto da autoridade italiana da concorrência, na sequência de queixas relativas à prática de preços abusivos.

Já a SAC, operadora do aeroporto da Catânia, informou que 36% dos cerca de 2.000 voos programados para aterrar nesta infraestrutura de aviação entre 06 e 12 de agosto foram cancelados, enquanto mais de 600 foram desviados para Palermo, Trapani e Comiso, na Sicília, e para Lamezia Terme, na Calábria.

Durante o fim de semana, os voos puderam partir de Catânia, mas o aeroporto foi oficialmente encerrado para voos de chegada e de partida na segunda-feira.

Diário de Notícias
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