China e Estados Unidos aumentam força militar nos mares do Leste e do Sul

Na última semana, a China e as Filipinas, país tradicionalmente aliado dos EUA, enfrentaram renovadas tensões, provocadas pela presença de navios chineses no Recife Whitsun, no Mar do Sul da China.

China e Estados Unidos enviaram, nos últimos dias, porta-aviões para águas disputadas nos mares do Leste e do Sul da China, numa altura de renovadas tensões entre os países da região e Pequim.

No domingo, um grupo ofensivo de porta-aviões dos EUA, liderado pelo USS Theodore Roosevelt, entrou no Mar do Sul da China pelo Estreito de Malaca, segundo a unidade de análise Sondagem da Situação Estratégica do Mar do Sul da China, que tem base em Pequim.

A mesma fonte disse que o destruidor de mísseis teleguiados USS Mustin também está a operar no Mar do Leste da China e se aproximou do rio Yangtsé, no leste chinês, no sábado.

A China esta terça-feira está também a realizar exercícios navais com porta-aviões, perto de Taiwan, visando "salvaguardar a soberania chinesa", numa aparente alusão à reivindicação de Pequim sobre a ilha autónoma.

A Marinha chinesa disse que os exercícios que envolvem o Liaoning, um dos seus dois porta-aviões, são rotineiros e agendados anualmente.

No sábado, o Liaoning passou pelo Estreito de Miyako, no sudoeste do Japão, dias depois de o ministério da Defesa da China ter instado o Japão a "parar todos os movimentos provocativos" nas contestadas Ilhas Diaoyu (Senkakus para o Japão), no Mar do Leste da China.

Analistas consideram que a presença naval no Indo-Pacífico destaca o risco de conflito militar entre China e Estados Unidos, à medida que Pequim afirma as suas reivindicações marítimas na região de forma mais agressiva e Washington concentra a sua estratégia de Defesa na contenção da China.

Na última semana, a China e as Filipinas, país tradicionalmente aliado dos EUA, enfrentaram renovadas tensões, provocadas pela presença de navios chineses no Recife Whitsun, no Mar do Sul da China.

Na segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros das Filipinas disse que as alegações da China, de que os barcos estavam no recife para se protegerem do mau tempo, são "falsidades gritantes" e "claramente uma narrativa falsa das reivindicações expansivas e ilegítimas da China no Mar Ocidental das Filipinas".

Manila também rejeitou a afirmação de Pequim de que o recife nas disputadas Ilhas Spratly é uma área de pesca tradicional chinesa e novamente exigiu que os barcos deixassem a área da sua zona económica exclusiva.

Os EUA, o Japão e a Indonésia também aumentaram a pressão sobre a China, na semana passada.

O Japão expressou também preocupação com a nova lei para a guarda costeira da China, que permite que a sua força quase militar use armas contra navios estrangeiros, em águas reivindicadas pela China, e com o aumento da presença da guarda costeira da China em águas próximas às ilhas contestadas.

As tensões regionais também aumentaram em relação a Taiwan, onde o Governo democraticamente eleito se recusou a ceder às exigências de Pequim de reconhecer a ilha como parte do território chinês.

Dez caças do Exército de Libertação Popular entraram na zona de identificação de defesa aérea do sudoeste de Taiwan na segunda-feira, depois de um avião militar chinês Y-8 voar perto da ilha, no sábado e no domingo, disse o ministério da Defesa de Taiwan.

Os EUA também realizaram exercícios militares com os seus aliados na região, na semana passada, incluindo com o Japão, no Mar do Leste da China, com a Austrália no Pacífico oriental e com a Índia no Oceano Índico.

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