As forças armadas israelitas impedem o acesso ao palco do massacre perpetrado pelo movimento islamita Hamas numa festa de música eletrónica no deserto, onde o cheiro a fumo ainda é intenso mais de uma semana após o ataque.."O que aconteceu aqui foi uma barbaridade", disse esta terça-feira aos jornalistas um jovem oficial das Forças de Defesa de Israel que preferiu o anonimato..Os militares, afirmou, estão no local onde na madrugada de dia 7 se realizava o festival Nova "para prevenir, para garantir a segurança e para que nunca mais volte a acontecer" um ataque como o que fez pelo menos 260 mortos..A cerca de cinco quilómetros a leste da Faixa de Gaza, a zona a que a agência Lusa teve acesso está bloqueada por soldados, ao mesmo tempo que se posicionam peças de artilharia de campanha e veículos militares blindados..No sítio do massacre, são ainda visíveis muitos automóveis civis destruídos, roupa espalhada no chão e equipamento de campismo que pertencia aos espetadores do festival, na sua maioria jovens..Foram os alvos dos comandos do Hamas, que atravessaram a fronteira com Israel em motos, carros e até voando em ultraleves, e surpreenderam quem dançava no deserto..Perto do sítio do festival, a cerca de três quilómetros para norte, situa-se o 'kibbutz' (comunidade agrícola judaica) de Be'eri, que foi igualmente atacado e destruído pelo Hamas, que matou ali pelo menos 120 pessoas..À entrada, vêem-se vários veículos civis carbonizados e carrinhos de golfe elétricos abandonados..De acordo com o oficial israelita, desde o dia 7, o Hamas disparou pelo menos seis mil foguetes a partir de Gaza contra as cidades israelitas que circundam o enclave, sobretudo a norte e nordeste. O grupo islamita Hamas atacou Israel de surpresa no dia 7 de outubro, lançando milhares de foguetes e fazendo avançar milicianos armados por terra, mar e ar, causando mais de 1.400 mortos..Em resposta, Israel tem vindo a bombardear várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade..Os bombardeamentos de Israel na Faixa de Gaza já provocaram a morte a pelo menos 2.800 palestinianos.