EUA acusam Irão de tentar "tomar o mundo como refém". NATO diz estar pronta para defender todos os aliados

Acompanhe aqui as principais incidências desta segunda-feira, 9 de março, sobre a guerra no Médio Oriente.
EUA acusam Irão de tentar "tomar o mundo como refém". NATO diz estar pronta para defender todos os aliados
FOTO: EPA/STRINGER

Crise causa cerca de 735 mil novos deslocados na região

A crise no Médio Oriente causou até agora cerca de 735 mil novos deslocados na região, estimou hoje o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Num relatório hoje divulgado, o ACNUR indica que pelo menos 734.700 pessoas se viram obrigadas a abandonar as suas casas devido à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel no Irão, à retaliação do regime iraniano contra países terceiros do Golfo Pérsico e à guerra entre o Paquistão e o Afeganistão governado pelos talibãs.

A agência especializada da ONU alerta que o aumento das hostilidades provocou uma degradação da situação humanitária no Médio Oriente, uma região que já contava 24,6 milhões de pessoas deslocadas antes dos mais recentes conflitos.

Cerca de 517 mil destes novos deslocados concentram-se no Líbano, onde Israel lançou uma intensa ofensiva em retaliação ao disparo de projéteis pelo movimento xiita libanês Hezbollah como vingança pelo assassínio do líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, na primeira vaga de ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.

Além disso, cerca de 7.000 cidadãos libaneses fugiram para a Síria e aproximadamente 70.700 sírios residentes em território vizinho atravessaram a fronteira para regressar ao seu país, perante a escalada do conflito no Líbano.

O ACNUR refere ainda que, nos dois primeiros dias dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, cerca de 100 mil pessoas abandonaram Teerão, segundo fontes oficiais do país, embora o número atual de deslocados possa já ser superior, ao passo que outros 6.500 iranianos fugiram para a Turquia.

Quanto à situação no Afeganistão e no Paquistão, os combates entre os talibãs e o Governo de Islamabad resultaram em cerca de 115.000 deslocados no primeiro e 2.900 no segundo.

E pelo menos 27.400 afegãos que se encontravam no estrangeiro regressaram ao país desde o início da crise - 24.000 encontravam-se no Irão e 3.400 no Paquistão.

No documento, o ACNUR sublinha que muitos destes países enfrentam as necessidades da população deslocada com recursos financeiros limitados, o que reduz a sua capacidade de resposta a estas situações, e adverte para o risco de novas deslocações internas e saída para países vizinhos.

Lusa

Trump nada satisfeito com eleição do novo líder supremo iraniano

O presidente norte-americano Donald Trump manifestou hoje o desagrado com a eleição de Mojtaba Khamenei como líder supremo iraniano, para suceder ao pai, Ali Khamenei, morto no início da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

“Não estou contente”, afirmou Trump ao jornal New York Post, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), sobre o substituto do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, que estava no poder desde 1989.

Trump, que está em Miami (sudeste) para assistir a uma conferência dos republicanos, disse anteriormente que a ofensiva conjunta com Israel visava derrubar o regime no Irão e que queria participar na escolha do novo poder em Teerão.

A nomeação de Mojtaba Khamenei, considerado da linha dura do regime, foi vista como um novo sinal de desafio da liderança iraniana, após mais de uma semana de intensos bombardeamentos norte-americanos e israelitas.

Lusa

Mais de 10 crianças são mortas todos os dias no Líbano

Edouard Beigbeder, diretor do UNICEF para o Médio Oriente, revelou que, de acordo com os últimos relatórios, pelo menos 83 crianças foram mortas e 254 ficaram feridas desde 2 de março, o que equivale a mais de 10 crianças mortas por dia.

Beigbeder acrescentou que os números "são um testemunho contundente do impacto que o conflito está a causar nas crianças". "Enquanto os ataques militares continuam por todo o país, as crianças estão a ser mortas e feridas a uma taxa assustadora, famílias estão a fugir das suas casas com medo e milhares de crianças dormem em abrigos frios e superlotados", revelou.

Centenas de pessoas deixam o Irão através do Turcomenistão

Os postos fronteiriços entre o Irão e o Turcomenistão passaram a estar abertos 24 horas por dia para facilitar o trânsito daqueles que pretendem deixar o Irão devido à guerra, anunciaram as autoridades daquela antiga república da União Soviética.

Até o momento, cerca de 250 pessoas de 16 países cruzaram as fronteira do Irão para aquele país da Ásia Central, sendo que estão a receber alimentos e assistência para entrarem em contato com as suas famílias ou as embaixadas.

Ministros do G7 ponderam uso de reservas de petróleo para estabilizar o mercado

Os ministros das Finanças do G7 discutiram hoje a possibilidade de utilizar as reservas estratégicas de petróleo para estabilizar o mercado cujos preços têm aumentado devido à guerra no Irão, mas ainda sem anunciarem uma decisão.

“Vamos acompanhar a situação de perto, estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias, incluindo recorrer às reservas estratégicas de petróleo para estabilizar o mercado”, mas “ainda não chegámos a esse ponto”, disse aos jornalistas o ministro francês Roland Lescure, que reuniu os seus colegas do G7 por videoconferência.

Esta é a principal mensagem no final da reunião realizada por videoconferência pelos ministros das Finanças dos sete países mais ricos do mundo, na qual, segundo o ministro francês Roland Lescure, cujo país exerce a presidência rotativa, foi reiterado que se vai examinar “de perto” como é possível “estabilizar o conjunto dos fluxos, o conjunto do mercado”.

Lusa

EUA acusam Irão de tentar "tomar o mundo como refém". NATO diz estar pronta para defender todos os aliados
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Macron afirma que “atacar Chipre é atacar a Europa” e envia mais oito fragatas

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou hoje que quando se ataca Chipre “ataca-se a Europa”, tendo anunciado o envio de “oito fragatas” adicionais para a região, envolvida na guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Macron, num discurso em Chipre, que neste semestre exerce a presidência do Conselho da União Europeia (UE), ao lado do Presidente cipriota e do primeiro-ministro grego, Nikos Christodoulides e Kyriakos Mitsotakis, respetivamente, frisou que a defesa da ilha mediterrânica é “uma questão essencial para o seu vizinho, parceiro e amigo, a Grécia, mas também para a França e, com ela, para a União Europeia”.

“O primeiro objetivo desta viagem ao vosso lado é demonstrar plena solidariedade com Chipre, que na semana passada foi alvo de vários ataques com drones e mísseis. Quando Chipre é atacado, é a Europa que é atacada”, declarou Macron.

Lusa

Lufthansa prolonga suspensão de voos para a região do Médio Oriente

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou hoje que irá prolongar a suspensão dos seus voos de e para vários aeroportos importantes do Médio Oriente, nomeadamente nos Emirados Árabes Unidos, Líbano, Israel e Irão, no décimo dia da guerra.

Assim, estão suspensos até 15 de março, inclusive, os voos de e para Dubai, Abu Dhabi, Dammam (Arábia Saudita), Amã (Jordânia) e Erbil (Iraque). Até 28 de março, inclusive, ficaram suspensos os voos de e para Beirute e até 02 de abril, inclusive, os voos de e para Telavive.

Por fim, Teerão, o destino mais afetado, não será servido pelo grupo aéreo até 30 de abril, inclusive, de acordo com a agência AFP.

Lusa

Estados Unidos acusam Teerão de tentar "tomar o mundo como refém"

O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, acusou esta segunda-feira o Irão de tentar “tomar o mundo como refém” com os ataques aos países do Golfo e o bloqueio do estreito de Ormuz.

“Penso que todos estamos a ver atualmente a ameaça que este regime clerical representa para a região e para o mundo. Estão a tentar tomar o mundo como refém”, declarou Rubio.

Ao discursar numa cerimónia no Departamento de Estado, em Washington, Rubio denunciou os ataques iranianos contra as infraestruturas energéticas e a população civil dos países vizinhos.

“O objetivo desta missão é destruir a sua capacidade de continuar a fazê-lo, e estamos no bom caminho para o conseguir”, disse o secretário de Estado, referindo-se à ofensiva israelo-americana contra Teerão.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro e mataram, logo no primeiro dia, o líder supremo da República Islâmica, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, que foi substituído no domingo pelo filho, Mojtaba Khanemei.

Desde então, o Irão lançou mísseis e drones sobre Israel e sobre as monarquias árabes do Golfo, que são bases fundamentais para as forças norte-americanas.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos discursava numa cerimónia de homenagem aos norte-americanos “ilegalmente detidos” no mundo.

UE disponível para “facilitar regresso à mesa das negociações” e reduzir tensões

A União Europeia manifestou-se hoje disponível para contribuir para “reduzir as tensões e facilitar o regresso à mesa de negociações”, salientando que a diplomacia é a única solução viável para pôr fim à guerra no Irão.

“A União Europeia (UE) é um parceiro de longa data e fiável para a região nestes momentos difíceis e está pronta para contribuir de todas as formas possíveis para ajudar a reduzir a tensão e facilitar o regresso à mesa das negociações”, lê-se numa declaração conjunta assinada pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após uma reunião por videoconferência com representantes de 13 países do Médio Oriente.

Costa e Von der Leyen dizem “acreditar firmemente” que “o diálogo e a diplomacia são a única via viável para avançar”, apesar de reconhecerem que a “ordem internacional baseada em regras está sob pressão”.

Numa declaração em que não se referem aos ataques dos Estados Unidos ou de Israel, mas em que condenam “nos termos mais fortes” os “ataques indiscriminados do Irão” no Médio Oriente, Costa e Von der Leyen pedem que se respeite o direito internacional.

“Os presidentes reafirmaram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao respeito total do direito internacional, da lei internacional humanitária e à obrigação de cumprir os princípios da Carta das Nações Unidas”, lê-se.

Os dois líderes recordam ainda que a UE pediu reiteradamente às autoridades iranianas para “porem fim ao seu programa nuclear e restringir o seu programa de mísseis balísticos” e condenou a “repressão inaceitável e a violência perpetrada pelo regime iraniano contra os seus próprios cidadãos”.

Costa e Von der Leyen manifestam particular preocupação com o alastrar da guerra para o Líbano, frisando que está a “provocar deslocações a larga escala” e pedindo respeito pela soberania e integridade territorial do país, numa alusão aos bombardeamentos e operações terrestres de Israel.

“Neste contexto, a presidente Von der Leyen anunciou a mobilização de reservas do [pacote de ajuda humanitária urgente] ReliefEU para apoiar cerca de 130.000 pessoas no Líbano, com um primeiro voo previsto já amanhã [terça-feira]”, lê-se.

Na declaração, os dois líderes agradecem ainda aos 13 países do Médio Oriente pela sua “assistência e apoio na repatriação de dezenas de milhares de cidadãos europeus que estavam retidos” na região quando começou a guerra no Irão.

“A UE trabalhará com os países da região para restabelecer a paz e a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo, reafirmando o seu compromisso duradouro com a parceria, a segurança e a prosperidade na região”, referem.

Lusa

Ucrânia recebeu 11 pedidos de ajuda de EUA, Europa e Golfo sobre drones

A Ucrânia recebeu 11 pedidos dos Estados Unidos, da Europa e de países vizinhos do Irão para partilhar a experiência e capacidades para abater drones Shahed iranianos, anunciou hoje o Presidente Volodymyr Zelensky.

O Irão forneceu drones à Rússia para utilizar na guerra contra a Ucrânia que Moscovo desencadeou em fevereiro de 2022 com a invasão do país vizinho.

Teerão tem estado a usar o mesmo armamento para atacar os países do Golfo Pérsico desde que foi alvo de uma ofensiva militar por parte de Estados Unidos (EUA) e Israel, lançada em 28 de fevereiro.

“Até agora, há 11 pedidos de países vizinhos do Irão, de Estados europeus e dos Estados Unidos”, disse o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Zelensky explicou que os países estão interessados tanto nos drones intercetores e sistemas de guerra eletrónica desenvolvidos pelos ucranianos para enfrentar os Shahed iranianos, como em receber treino de especialistas ucranianos.

Referiu, sem dar mais detalhes, que a Ucrânia está disposta a ajudar quem a ajudou a salvar vidas e a proteger a independência da invasão russa.

Zelensky acrescentou que o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia determinará, juntamente com as Forças Armadas, a quantos pedidos de ajuda “pode responder positivamente sem reduzir” as capacidades defensivas de que Kiev necessita.

Numa entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, Zelensky declarou que já enviou drones intercetores e peritos ucranianos para a Jordânia, onde os Estados Unidos têm uma base militar.

Na mensagem de hoje nas redes sociais, Zelensky recordou que a República Islâmica do Irão e a Rússia se apoiam mutuamente.

Defendeu uma maior cooperação entre os inimigos de ambos os países, tanto para enfrentar drones e mísseis iranianos como para destruir as infraestruturas iranianas de produção de armamento.

Lusa

Trump pede ao primeiro-ministro australiano para conceder asilo a jogadoras da seleção do Irão

Donald Trump pediu ao primeiro-ministro australiano para conceder asilo às jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão que abandonaram o centro de treinos para tentar encontrar refúgio na Austrália.

"A Austrália está a cometer um terrível erro humanitário ao permitir que a Seleção Nacional de Futebol Feminino do Irão seja forçada a regressar ao Irão, onde muito provavelmente serão mortas. Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro, conceda ASILO. Os EUA acolhê-las-ão se o senhor não o fizer", escreveu o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

NATO confirma que intercetou míssil destinado à Turquia

A NATO confirmou hoje a interceção de um míssil destinado à Turquia, sem especificar a sua origem, e afirmou que está preparada para “defender todos os aliados contra qualquer ameaça”.

“A NATO voltou a intercetar um míssil destinado à Turquia. A NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, indicou a porta-voz da Aliança Atlântica Allison Hart numa resposta por escrito enviada à agência Lusa.

A Turquia é membro da NATO, a sigla em inglês por que é mais conhecida a Organização do Tratado do Atlântico Norte, atualmente com 32 membros, incluindo Portugal.

O tratado de 1949 fundador da NATO inclui um artigo, o 5.º, que prevê uma resposta coletiva em caso de ataque contra um dos Estados-membros.

Uma fonte da NATO confirmou na quinta-feira à AFP que o primeiro míssil visava efetivamente a Turquia.

A fonte da organização não especificou os meios militares utilizados para a interceção do míssil.

Lusa

UE manifesta-se disponível para reforçar missões navais no Médio Oriente

A União Europeia manifestou-se hoje disponível para reforçar as missões navais no Médio Oriente, para proteger navios mercantes, após uma reunião dos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia com representantes de 13 países da região.

Numa declaração conjunta assinada após a reunião, António Costa e Ursula von der Leyen realçam a importância das missões navais europeias Aspides e Atalanta, ambas no Médio Oriente, que visam “proteger rotas marítimas críticas e prevenir qualquer disrupção a cadeias de abastecimento cruciais”.

“Ambos manifestaram abertura para ajustar e reforçar estas missões, com vista a responder melhor à situação”, lê-se na declaração.

A missão naval Aspides, lançada em fevereiro de 2024, visa proteger navios comerciais e mercantes no Mar Vermelho, Golfo e Oceano Índico Ocidental de ameaças crescentes, designadamente de ataques dos grupos Huthis do Iémen.

Já a missão naval Atalanta, em vigor desde 2008, atua no Golfo de Aden e no Oceano Índico Ocidental, com o intuito de proteger navios de pirataria.

Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu.

Lusa

Marco Rubio afirma que os EUA estão "no caminho certo" para destruir os mísseis iranianos

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu que está tudo "bem encaminhado" para os EUA destruírem a capacidade do Irão de ameaçar os seus vizinhos e o mundo com mísseis.

No seu discurso numa cerimônia do Departamento de Estado para homenagear americanos detidos no estrangeiro, Marco Rubio afirmou que o objetivo dos contínuos ataques aéreos dos EUA é eliminar o arsenal de mísseis balísticos do Irão, bem como a capacidade de produzi-los e lançá-los.

“Estamos bem encaminhados para atingir esse objetivo”, disse, acrescentando que esta operação está a ser feita “com força e precisão esmagadora”.

EUA designam o ramo sudanês da Irmandade Muçulmana como organização terrorista

A administração de Donald Trump designou a filial sudanesa da Irmandade Muçulmana como organização terrorista, acusando-a de receber treino e outros tipos de apoio por parte do Irão, revela a AP.

O Departamento de Estado afirmou esta segunda-feira que a filial sudanesa seria classificada, com efeitos imediatos, como um grupo “terrorista global especialmente designado” e seria rotulada como uma “organização terrorista estrangeira” assim que a revisão do Congresso sobre a medida for concluída em 16 de março.

Segundo este departamento, o grupo era responsável por “execuções em massa de civis”.

Croácia limita preço máximo de venda dos combustíveis a partir de terça-feira

A Croácia anunciou hoje que limitará o preço máximo de venda dos combustíveis a partir de terça-feira, durante as próximas duas semanas, para 1,50 euros por litro para a gasolina Eurosuper e 1,55 euros para o diesel.

A gasolina Eurosuper, cujo preço é atualmente 1,46 euros por litro, custará a partir de amanhã 1,50 euros, enquanto sem as medidas governamentais, custaria 1,55 euros, destacou o primeiro-ministro croata, Andrej Plenković.

O eurodiesel subirá do atual preço de 1,48 euros para 1,55 euros por litro, enquanto sem a medida anunciada hoje, custaria 1,72 euros por litro.

Devido à escalada da guerra no Médio Oriente, os preços do petróleo subiram até agora mais de 25%.

Ao apresentar esta limitação dos preços dos combustíveis, o primeiro-ministro croata disse que o seu objetivo é a segurança do fornecimento e preços mais acessíveis para os cidadãos e as empresas da Croácia.

Esta medida nas próximas duas semanas custará ao Estado croata cerca de dois milhões de euros.

Lusa

Cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão procuram refúgio na Austrália

Cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão abandonaram o centro de treinos e conseguiram refúgio na Austrália, de acordo com o príncipe herdeiro exilado do país.

O gabinete de Reza Pahlavi, dissidente iraniano exilado nos Estados Unidos, informou que as jogadoras Fatemeh Pasandideh, Zahra Ghanbari, Zahra Sarbali, Atefeh Ramazanzadeh e Mona Hamoudi estão agora num "local seguro".

O governo australiano estava sob pressão para proteger a seleção feminina iraniana após a eliminação na Taça da Ásia.

O silêncio da equipa antes do jogo com a Coreia do Sul, na passada segunda-feira, foi interpretado por alguns como um ato de resistência, tendo sido levantadas preocupações sobre o bem-estar das jogadoras após as críticas reportadas nos meios de comunicação iranianos.

Dezenas de pessoas foram vistas a gritar "deixem-nas ir" enquanto o autocarro da equipa era cercado durante a saída do estádio na Gold Coast, em Queensland, após o jogo de domingo, segundo a Australian Associated Press.

Equipas de segurança e polícias também foram vistas a abrir caminho para a saída do autocarro no meio dos gritos de "salvem as nossas meninas".

Os adeptos disseram ainda ter visto pelo menos três jogadoras no autocarro a fazer o sinal internacional de socorro, de acordo com a CNN.

Petróleo dispara mas impacto depende da duração do conflito

O conflito entre o Irão e os EUA e Israel está a ter impacto nos preços do petróleo, com o barril de Brent acima dos 100 dólares, mas os efeitos macroeconómicos vão depender da duração desta guerra, segundo analistas.

De acordo com uma análise do BNP Paribas, o conflito no Irão "já está a ter um impacto significativo nos preços da energia, particularmente petróleo e gás", pelo que a inflação deverá subir em março.

"Além disso, a perspetiva dependerá da evolução do conflito, mas a situação permanece altamente incerta", de acordo com a análise, sendo que na maioria dos cenários, haverá pelo menos um impacto adverso temporário.

O BNP Paribas desenhou três cenários face à incerteza atual, com o primeiro a apontar para um regresso à normalidade no mercado num espaço de semanas, o segundo a prever um período de incerteza prolongada no Irão, com subidas moderadas, mas sustentadas do preço do petróleo e o terceiro a envolver uma escalada com bloqueio do Estreito de Ormuz, atirando o barril de Brent para picos de 130 dólares no segundo trimestre, o que representaria um choque estagflacionista (menor crescimento e maior inflação).

Uma análise da Xtb notou também que os preços do petróleo "estão a subir fortemente na sequência dos ataques às infraestruturas petrolíferas iranianas e das medidas de retaliação que agravaram o conflito".

O WTI está a subir mais de 15% para 104,50 dólares por barril, atingindo os 117 dólares por barril, enquanto o Brent está a subir numa escala semelhante para 108 dólares por barril.

"A reação em alta nos preços reflete os receios de um grande choque de abastecimento após o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz", indicou a Xtb, acrescentando que passam por esta rota cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia.

Os analistas antecipam uma semana muito intensa, "não só por causa do calendário macroeconómico, mas também devido ao aumento das tensões no Médio Oriente", sendo que o aumento dos preços do petróleo desde o início do conflito aumentou a pressão inflacionista e o regresso dos problemas de inflação é "atualmente uma das maiores preocupações do mercado".

Vladimir Oleinikov, analista quantitativo sénior da Generali AM, também destacou, numa nota de análise, que os mercados iniciam mais uma semana condicionada pelos acontecimentos no Médio Oriente.

"Após a recente nomeação do novo 'ayatollah' iraniano, e contra as pretensões dos Estados Unidos, os mercados iniciam a semana descontando que a guerra no Médio Oriente se prolongará no tempo", o que "já se reflete nas principais classes de ativos, e muito especialmente no petróleo Brent, que já ultrapassa os 100 dólares/barril, uma cotação que não atingia há muito tempo".

O analista ressalvou, ainda assim, que o histórico mostra que os "choques relacionados à energia normalmente provocam apenas quedas de curta duração no mercado de ações".

Nos dois primeiros meses após tais eventos, as ações americanas e da África Oriental caíram em média 3,5% e 4,6%, com quedas máximas de 4,5% e 8,6%, mas após esse período inicial, o desempenho tende a recuperar e "em três meses, os retornos já eram positivos", concluiu.

Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, salientou, por sua vez, que o conflito entrou na sua segunda semana e não existe um caminho claro nem um calendário previsível para um cessar-fogo, pelo que "não é surpreendente que os 'traders' de petróleo estejam a incorporar nos preços um cenário futuro de redução da oferta, o que está a resultar em preços mais elevados".

"Esta dinâmica tenderá a intensificar-se quanto mais tempo o conflito se prolongar sem uma perspetiva realista de resolução, criando margem para novas subidas no preço do barril", alertou.

Já Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, destacou que os investidores estão também atentos à reunião do G7, sendo que, numa tentativa de conter a subida do petróleo, os ministros das Finanças do G7 anunciaram que vão reunir-se hoje para discutir uma possível libertação de reservas estratégicas.

Lusa

Míssil iraniano abatido no espaço aéreo turco

Um míssil balístico disparado do Irão foi abatido em espaço aéreo turco, segundo o Ministério da Defesa da Turquia.

O míssil foi destruído pelas defesas da NATO baseadas no Mediterrâneo Oriental, informou o ministério, acrescentando que fragmentos da munição caíram em campos vazios em Gaziantep, no sudeste da Turquia.

"Reiteramos que todas as medidas necessárias serão tomadas com firmeza e sem hesitações contra qualquer ameaça dirigida ao território e ao espaço aéreo do nosso país", declarou o Ministério da Defesa.

Este é o segundo incidente do género reportado numa semana, depois de Ancara ter anunciado que os sistemas de defesa da NATO abateram um míssil balístico que se dirigia para o espaço aéreo turco na quarta-feira. Teerão, por sua vez, negou ter disparado o míssil.

O incidente "grave" levou o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, a afirmar que o artigo 5.º não está em discussão.

O artigo 5º, recorde-se, estabelece que, se um membro da NATO sofrer um ataque armado, todos os outros membros considerarão esse um ataque contra a aliança e tomarão as medidas que considerem necessárias para auxiliar o país atacado.

UE diz que cabe ao povo escolher representantes apesar de “tomar nota” de novo líder do Irão

A Comissão Europeia disse hoje “tomar nota” da nomeação do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, mas defendeu que cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes, acusando o regime de ser “opressor e repressivo”.

“Não me quero demorar muito sobre o assunto, a não ser tomar nota do anúncio de um novo líder supremo do Irão. No entanto, gostaria de recordar que este regime cometeu ações que violam o direito internacional”, disse o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

O porta-voz afirmou que o regime iraniano não respeitou acordos internacionais como o tratado de não-proliferação de armas nucleares, além de ter uma “longa lista” de violações dos direitos humanos, recordando a repressão das manifestações de janeiro.

“Milhares de cidadãos, incluindo milhares de crianças, foram mortos e assassinados por um regime que é de opressão, de repressão e de supressão. Também posso falar da lista de ameaças contra a União Europeia (UE), seja atividades híbridas em solo europeu ou detenções arbitrárias de cidadãos europeus”, referiu.

Anouar El Anouni defendeu ainda que “cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes”, frisando que a UE apoia a sua “aspiração plena e legítima a um futuro em que as suas liberdades fundamentais e direitos universais são protegidos e respeitados”.

No que se refere à UE, o porta-voz afirmou que o bloco vai continuar a tentar proteger a sua segurança e os seus interesses, designadamente ao procurar “impedir que o Irão obtenha a arma nuclear”, “travar o seu programa de mísseis balísticos” e “pôr fim às suas atividades desestabilizadores na região e na Europa”.

“Vamos igualmente continuar a contribuir para todos os esforços diplomáticos que visem reduzir as tensões e procurar uma solução de longo prazo para este conflito”, indicou.

Questionada se o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, é alvo de sanções da UE, Anouar El Anouni disse que não e recordou que “as decisões relativas a novas medidas restritivas são tomadas pelo Conselho da UE por unanimidade dos 27 Estados-membros”.

Lusa

Irão acusa Europa de ter criado condições para a guerra

O Irão acusou hoje os países europeus de terem contribuído para criar as condições propícias aos ataques dos Estados Unidos e de Israel que desencadearam a guerra com a República Islâmica.

“Os países europeus ajudaram, infelizmente, a criar estas condições”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, durante uma conferência de imprensa semanal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Baghai criticou os países europeus por terem estado de acordo com os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU durante o debate sobre o restabelecimento das sanções em 2025, em vez de “insistirem no Estado de direito”.

Lamentou que os europeus não se tivessem oposto então ao que descreveu como “intimidação e excessos” dos Estados Unidos.

“Todas estas coisas juntas encorajaram as partes norte-americana e sionista [Israel] a continuarem a cometer os seus crimes”, acrescentou.

Os países europeus criticaram os ataques iranianos contra os países do Golfo Pérsico em reação à ofensiva israelo-americana que o Irão enfrenta desde 28 de fevereiro, mas sem uma posição conjunta contra a intervenção contra Teerão.

Lusa

Mísseis iranianos causam dois mortos em Israel

Uma salva de mísseis iranianos causou hoje dois mortos perto de Telavive, no centro de Israel, anunciaram as equipas de socorro israelitas, ao décimo dia de guerra no Médio Oriente.

Trata-se das primeiras vítimas mortais em Israel desde 01 de março, segundo a agência de notícias espanhola EFE, que somou 12 mortos em bombardeamentos no país desde que começou a guerra, em 28 de fevereiro.

“Imediatamente após a ativação das sirenes”, as equipas de emergência foram enviadas para “vários locais no centro de Israel”, nomeadamente para um estaleiro de obras, informou o Magen David Adom (MDA), o equivalente israelita da Cruz Vermelha.

Dois homens “com ferimentos graves causados por destroços” foram retirados dos escombros, tendo um deles morrido no local acrescentou o MDA num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O ferido grave acabou por morrer no hospital, segundo a EFE, que cita fontes da saúde.

Os bombeiros israelitas precisaram que “estilhaços de munições de fragmentação” caíram em Yehud (perto do aeroporto Ben Gurion), Bat Yam e Holon (em Telavive), numa referência aos mísseis de fragmentação que o Irão lança diariamente contra Israel.

Desconhece-se o local exato dos impactos, uma vez que a censura militar israelita impede a divulgação, especialmente se danificarem infraestruturas críticas ou militares, segundo a EFE.

A última vez que tinham sido reportadas vítimas mortais em Israel por mísseis do Irão fora em 01 de março, quando um projétil atingiu uma sinagoga na localidade de Beit Shemesh, perto de Jerusalém, causando nove mortos.

Um dia antes, em 28 de fevereiro, foi registada outra vítima em Telavive pelo impacto de um míssil num edifício residencial.

Os alarmes não pararam de soar durante todos os dias de guerra em Israel, com maior intensidade agora no norte, onde se somam os ataques do Hezbollah a partir do sul do Líbano, e em Telavive.

Lusa

Eleições legislativas adiadas por dois anos no Líbano

O parlamento libanês adiou hoje por dois anos as eleições legislativas que estavam previstas para maio devido à guerra em curso entre Israel e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, anunciou o presidente daquela câmara, Nabih Berri.

A sessão parlamentar foi realizada com a presença de membros do grupo islamista Hezbollah, enquanto aviões israelitas bombardeavam os subúrbios do sul de Beirute.

Israel, apesar do cessar-fogo em vigor, tem vindo a intensificar ofensivas militares no país vizinho e investiu mesmo em incursões militares para posições mais avançadas no território libanês.

Lusa

Israel diz que o Irão está a usar munições de fragmentação contra as suas cidades

Um porta-voz militar israelita denunciou hoje que o Irão está a usar "quase diariamente" munições de fragmentação contra Israel, acrescentando que os iranianos já tinham disparado este tipo de mísseis durante a guerra de 12 dias em junho passado.

O tenente-coronel Nadav Shoshani garante que essas munições atingiram as áreas civis mais densamente povoadas de Jerusalém e da região central do país.

Uma munição de fragmentação é uma bomba que se abre no ar e liberta pequenas bombas que são projetadas por uma área maior.

Kremlin felicita Khamenei por se tornar líder supremo do Irão

O presidente russo Vladimir Putin enviou um telegrama ao ayatollah Mojtaba Khamenei a dar-lhe os parabéns por se ter tornado o novo líder supremo do Irão.

Na mensagem, publicada no site do Kremlin esta segunda-feira, é reafirmado o “apoio inabalável de Moscovo a Teerão”, sendo ainda garantido que “a Rússia tem sido e continuará a ser uma parceira confiável da República Islâmica”.

“Num momento em que o Irão se opõe à agressão armada, a sua gestão neste alto cargo exigirá, sem dúvida, muita coragem e dedicação. Tenho certeza de que dará continuidade, com honra, ao trabalho do seu pai e unirá o povo iraniano”, pode ler-se na mensagem de Putin.

Trump assegura que preços do petróleo vão descer

Donald Trump assegurou este domingo que os preços do petróleo "cairão rapidamente quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada".

"Os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada, são um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. Só os tolos pensariam de forma diferente!", escreveu o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

MNE do Irão diz que "não faz sentido" falar de um cessar-fogo neste momento

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou em conferência de imprensa que não há espaço para negociações de cessar-fogo neste momento.

Enquanto os ataques continuarem, "não faz sentido falar de outra coisa que não seja defesa e retaliação contra os inimigos", disse Esmail Baghae quando questionado sobre a possibilidade de um cessar-fogo.

Recorde-se que, na semana passada, Trump revelou que os líderes iranianos estavam a "telefonar" e a perguntar "como chegar a um acordo", mas afirmou que lhes disse que era tarde demais e que a guerra só terminaria em caso de "rendição incondicional" do Irão.

Paralelamente, Baghaei negou que os ataques contra Azerbaijão, Turquia e Chipre tenham sido levados a cabo pelas forças armadas iranianas a partir de território do Irão.

Ataques no Bahrein fazem 32 feridos

Os ataques iranianos com drones no Bahrein causaram ferimentos em 32 civis.

Segundo a agência de notícias estatal do Bahrein o ataque foi na região de Sitra, perto da capital Manama.

Entre os feridos estão uma rapariga de 17 anos e crianças de sete e oito anos. A vítima mais jovem é um bebé de dois meses.

Dois feridos devido a queda de destroços em Abu Dhabi

Duas pessoas ficaram feridas devido a dois incidentes de queda de destroços em dois locais em Abu Dhabi, depois de as defesas aéreas terem intercetado mísseis.

O primeiro incidente resultou em ferimentos ligeiros num cidadão jordano. O segundo causou ferimentos moderados a um egípcio.

Refinaria de petróleo do Bahrein atingida por ataque de drones

Um ataque de drones por parte do Irão à refinaria de petróleo Bapco, no Bahrein, provocou vários feridos e danos na zona de Sitra.

A Bapco é a principal refinaria de petróleo do país.

Este incidente aconteceu já depois de o presidente do Irão ter prometido, no fim de semana, que os ataques contra as nações do Golfo iriam cessar.

Von der Leyen alerta para “conflito regional com consequências não intencionais”

A presidente da Comissão Europeia alertou hoje para o “conflito regional com consequências não intencionais” no Médio Oriente, com a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos ao Irão, vincando que “não deve haver lágrimas pelo regime iraniano”.

“Estamos agora a assistir a um conflito regional com consequências não intencionais e os efeitos colaterais já são uma realidade hoje - seja na energia e nas finanças, no comércio e nos transportes ou no deslocamento de pessoas”, disse Ursula von der Leyen, intervindo na Conferência Anual dos Embaixadores da União Europeia, em Bruxelas.

No dia em que se registam aumentos acentuados dos preços do gás natural (de 30% para os 69 euros por megawatt-hora) e do petróleo (com o Brent a ultrapassar os 100 euros por barril), a líder do executivo comunitário assinalou que “se podem ouvir diferentes opiniões sobre se o conflito no Irão é uma guerra de escolha ou uma guerra de necessidade”.

“Mas acredito que este debate perde parcialmente o essencial porque a Europa deve concentrar-se na realidade da situação, vendo o mundo tal como ele realmente é hoje. Quero ser clara: não deve haver lágrimas pelo regime iraniano que infligiu morte e impôs repressão ao seu próprio povo […] e que causou devastação e desestabilização em toda a região através dos seus representantes armados com mísseis e drones”, afirmou, sem nunca mencionar os ataques iniciais norte-americanos e israelitas.

Lusa

Países do G7 devem discutir hoje uso das reservas de petróleo

Os ministros das Finanças do G7 admitem discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo, no quadro da guerra no Médio Oriente, indicou hoje uma fonte do Governo francês à Agência France Presse.

A fonte governamental francesa disse que se trata de "uma opção em análise".

Os ministros das Finanças do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália) reúnem-se hoje às 13:30 (12:30 em Lisboa), sob a presidência francesa.

A reunião deve examinar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente, que provocou a subida dos preços do petróleo e do gás na última semana.

O encontro vai decorrer por vídeo conferência.

Lusa

Explosão junto a sinagoga em Liège, na Bélgica, sem feridos. Autarquia fala em ato extremamente violento de antissemitismo

FOTO: EPA/OLIVIER HOSLET

Uma explosão foi sentida hoje de madrugada em frente a uma sinagoga em Liège, na Bélgica, disse a polícia, acrescentando que não se registaram feridos.

A explosão ocorreu às 04:00 (03:00 em Lisboa, em frente à sinagoga da rua Léon Frédéricq, em Liège, provocando danos materiais.

As janelas dos edifícios situados em frente da sinagoga foram estilhaçadas, disse um porta-voz da polícia de Liège.

As autoridades estabeleceram um perímetro de segurança para permitir a investigação inicial em curso.

O autarca local e a Câmara Municipal expressaram uma veemente condenação a este "ato extremamente violento de antissemitismo, que contraria a tradição de Liège de respeito ao próximo". "Importar conflitos externos para nossa cidade é inaceitável", diz a autarquia liderada por Willy Demeyer.

China pede respeito pela soberania do Irão após nomeação do novo líder

China pediu hoje respeito pela soberania e pela integridade territorial do Irão após a nomeação do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, e reiterou a sua oposição a qualquer interferência externa nos assuntos internos de outros países.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun afirmou que Pequim se opõe a qualquer ingerência “sob qualquer pretexto” e apelou ainda a um cessar-fogo imediato e ao regresso ao diálogo para evitar uma nova escalada do conflito no Médio Oriente.

O porta-voz indicou que a designação do novo líder supremo é “uma decisão tomada pela parte iraniana de acordo com a sua própria Constituição”, quando questionado sobre os relatos da nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor do seu pai, o aiatola Ali Khamenei.

Lusa

Preço do gás natural dispara 30% para 69 euros

O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão de hoje, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:00 de hoje (07:00 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 30,02%, para 69 euros por megawatt-hora (MWh).

Na sexta-feira, os preços do gás natural tinham subido mais 5,23%, fechando a cotar nos 53,38 euros.

No que diz respeito aos preços do petróleo Brent, às 07:30 de hoje (06:30 hora em Lisboa), era negociado a 109,62 dólares, uma subida de 17,53%, segundo dados da Bloomberg.

No entanto, pouco depois das 03:00, o Brent já tinha subido mais de 28%, atingindo os 119,50 dólares.

O preço do crude subiu mais de 40% desde o início da guerra comercial entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Lusa

Enviado chinês condenou ataques contra civis em visita à Arábia Saudita

O enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, condenou hoje ataques contra civis e manifestou a profunda preocupação de Pequim com o aumento das tensões na região, durante uma visitou à Arábia Saudita.

Zhai, cuja viagem tinha sido anunciada pelo Governo chinês sem especificar as datas, disse ao ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, que “a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo são invioláveis”, segundo comunicado difundido pela diplomacia chinesa.

“Promover a paz e pôr fim ao conflito é a solução fundamental para a atual situação”, declarou o representante do país asiático.

Zhai apelou ainda “a todas as partes” para “porem fim imediatamente a todas as operações militares”, segundo o comunicado.

O diplomata transmitiu ao seu interlocutor que “a China continuará a desempenhar um papel construtivo e está disposta a trabalhar com a Arábia Saudita para colaborar ativamente com todas as partes e envidar esforços incansáveis para manter a paz e a estabilidade na região do Golfo”.

Pequim atuou também como mediador no processo de aproximação que culminou com o restabelecimento das relações diplomáticas entre Teerão e Riade em 2023.

Segundo o comunicado chinês, o ministro saudita afirmou que “o Médio Oriente atravessa uma crise sem precedentes, com as chamas da guerra a estenderem-se aos países do Golfo”.

Na sua opinião, esta conjuntura “ameaça gravemente a estabilidade regional e afeta o fornecimento energético mundial e a segurança marítima”.

“A Arábia Saudita está plenamente consciente dos perigos de uma escalada do conflito e tem atuado constantemente com a máxima moderação”, disse Bin Farhan, acrescentando que espera que “a China continue a desempenhar um papel positivo na promoção de um cessar-fogo”.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por “violarem a soberania” do país persa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou no domingo que a guerra no Irão “nunca deveria ter eclodido” e apelou ao “cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão do conflito”.

Wang declarou numa conferência de imprensa que “a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas”.

O chefe da diplomacia chinesa tem ainda defendido nos últimos dias a necessidade de “manter a segurança das rotas marítimas”, tendo em conta que 45% do petróleo que a China importa chega através do Estreito de Ormuz.

Lusa

Voo militar com 61 passageiros, incluindo 54 portugueses, chegou a Lisboa

O voo militar de repatrimanto, com 54 portugueses e sete cidadãos estrangeiros a bordo, que partiu de Riade, na Arábia Saudita, no domingo à tarde, chegou hoje cerca das 06:00 ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa.

De acordo com vários meios de comunicação, o avião militar chegou pouco depois da hora prevista, 05:30, em mais uma operação de retirada de portugueses do Médio Oriente, que envolveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Força Aérea.

Em declarações à agência Lusa no domingo à noite, o secretário de Estado das Comunidades adiantou que o voo, com 54 portugueses a bordo, três luso-canadianos, um cidadão britânico, dois brasileiros e um sul-coreano, saiu de Riade, capital da Arábia Saudita, às 15:40 de domingo, com escala em Creta, na Grécia, para reabastecer.

Segundo Emídio Sousa, estas pessoas estavam quase todas no Qatar, que tem o espaço aéreo fechado, havendo “mais cinco que estavam em Riade” e outras duas que se juntaram a partir do Barein.

“A maioria são situações de pessoas que estavam a viajar, ou de negócios ou de turismo. Neste caso também há alguns residentes, embora a maior parte dos residentes tenha optado por ficar. (…) Sentem que estão seguros, a defesa aérea é muito eficaz e eles sentem que estão seguros, estão a trabalhar, a maioria não pretende regressar”, adiantou o secretário de Estado.

Acrescentou que estas pessoas aguardavam “há uma semana, sensivelmente” pela possibilidade de regressar a Portugal depois de terem visto a viagem interrompida pela guerra no Médio Oriente.

Relativamente aos sete cidadãos estrangeiros que vêm no voo, Emídio Sousa explicou que os vários Estados-membros partilham informação sobre quem está em lista de espera para ser repatriado e que havia disponibilidade de vagas no voo português.

Sobre a possibilidade de vir a ser realizado outro voo de repatriamento, o secretário de Estado afirmou que “para já, não”.

“Julgo que não haverá necessidade nos próximos dias, iremos ver, mais três ou quatro dias, como é que as coisas decorrem, mas a sensação que tenho é que não iremos ter necessidade de fazer outro voo próprio”, disse.

Acrescentou que o Governo irá “acompanhar a situação em permanência”, tendo em conta que há voos comerciais que se vão realizando, “o que permite àqueles que ainda não vieram, se o quiserem fazer, vão ter aqui possibilidade nos próximos dias”.

Lusa

Preço do petróleo sobe mais de 27% e ultrapassa 118 dólares por barril

O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.

Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril.

O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril.

O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

Lusa

EUA ordenam saída de pessoal diplomático não essencial da Arábia Saudita

Os Estados Unidos (EUA) ordenaram no domingo a saída do pessoal diplomático não essencial da Arábia Saudita, país que está a ser alvo da retaliação iraniana aos ataques norte-americanos e israelitas.

Numa nota divulgada no domingo, o Departamento de Estado norte-americano indica que “ordenou aos funcionários não essenciais do governo dos Estados Unidos e aos seus familiares que abandonassem a Arábia Saudita devido aos riscos para a sua segurança”.

Lusa

Novo ataque contra Israel após escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo

O Irão lançou no domingo a primeira salva de mísseis contra Israel após o anúncio que o 'ayatollah' Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do país, revelou a rádio e televisão estatal iraniana.

“Os mísseis de defesa iranianos respondem ao terceiro líder da República Islâmica”, indicou a agência de notícias Irib na plataforma de mensagens Telegram, mostrando um projétil com a inscrição “sob o seu comando Seyyed Mojtaba”.

O sucessor do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

“O ‘ayatollah’ Mojtaba Hosseini Khamenei […] é nomeado e apresentado como terceiro líder do sistema sagrado da República Islâmica do Irão, com base numa votação decisiva dos respeitados membros da Assembleia de Peritos”, lê-se num comunicado daquele órgão clerical xiita, citado pela agência de notícias francesa France-Presse.

Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Lusa

Acompanhe aqui as incidências sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui as principais incidências do dia sobre a guerra no Médio Oriente.

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