Exclusivo Bruxelas vs. Lukashenko. Um braço de ferro com mais de 20 anos mediado pelas sanções

O desvio de um avião que fazia a ligação entre duas capitais europeias e a detenção de um opositor do presidente bielorrusso que seguia a bordo estão por detrás da última onda de críticas ao "último ditador da Europa".

Muitas vezes apelidado de "o último ditador da Europa", o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko tem sido uma pedra no sapato da União Europeia (UE) praticamente desde que foi eleito pela primeira vez, em 1994. Trinta anos depois da independência que adveio da queda da União Soviética, as relações com Bruxelas parecem agora ter batido no fundo, com as autoridades bielorrussas a serem acusadas de desviar um avião para Minsk de forma a prender um opositor que seguia a bordo. Uma nova ronda de sanções está em cima da mesa, com a Rússia à espera de colher os frutos.

A UE reconheceu a independência da Bielorrússia em 1991 e chegou a assinar um acordo de parceria e cooperação em 1995, mas nunca chegou a ratificá-lo. Entretanto Lukashenko, que tinha sido o gestor de uma quinta estatal durante a época soviética foi eleito presidente em 1994, com 80% dos votos na segunda volta, abrindo as portas a uma relação cada vez mais estreita com a Rússia.

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