Boris Johnson opõe-se à realização da final da 'Champions' em solo russo

A Rússia, que em 2018 sediou o Mundial de futebol, tem em mãos a organização da final da presente edição da Liga dos Campeões, na cidade de São Petersburgo, agendada para 28 de maio.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, opôs-se esta terça-feira à realização final da Liga dos Campeões de futebol 2021/22 em São Petersburgo, depois do Presidente russo ter reconhecido a independência das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk.

"Não há hipótese de realizar torneios de futebol numa Rússia que está a invadir países soberanos", defendeu Boris Johnson, desejando que o presidente russo, Vladimir Putin, "recue do precipício" e não realize uma "invasão total" à Ucrânia, onde reconheceu as duas regiões separatistas pró-Rússia na zona leste.

Durante semanas, as potências ocidentais têm-se preparado para uma invasão, com a Rússia a reunir cerca de 150 mil tropas junto à fronteira com a vizinha Ucrânia, uma situação que a UEFA está a "monitorizar de perto".

"É absolutamente vital neste momento crítico que o presidente Putin entenda que o que ele está a fazer será um desastre para a Rússia. Está claro que, dada a resposta do mundo ao que Putin fez em Donbass, a Rússia vai acabar mais pobre por causa das sanções que o mundo vai implementar", referiu o primeiro-ministro britânico.

De acordo com a France-Press, a UEFA admitiu estar "a acompanhar de perto e de forma contínua a situação, sendo que cada decisão será tomada no devido tempo, se necessário".

A tensão na região agravou-se de forma substancial na segunda-feira, com o reconhecimento pela Rússia da independência dos territórios ucranianos separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, na região de Donbass.

Além de ter assinado os decretos relativos ao reconhecimento de Lugansk e de Donetsk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que as forças armadas russas poderão deslocar-se para aqueles territórios ucranianos em missão de "manutenção da paz".

A decisão foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Nesse ano, começou a guerra no Donbass entre separatistas pró-russos, apoiados por Moscovo, e o exército ucraniano, que provocou, desde então, mais de 14.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados, segundo a ONU.

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