Boris Johnson "horrorizado" com morte de manifestantes em Myanmar

O primeiro-ministro britânico expressou apoio ao povo da antiga Birmânia, numa altura em que já morreram pelo menos 54 pessoas por polícias e militares desde o golpe militar de 1 de fevereiro.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson afirmou esta quinta-feira ter ficado "horrorizado" com a morte de dezenas de manifestantes pelas forças de segurança em Myanmar (antiga Birmânia), pedindo à junta militar que acabe com a repressão.

"Estou horrorizado com a escalada da violência na Birmânia e as mortes de manifestantes pró-democracia", escreveu o líder britânico na rede social Twitter, acrescentando: "Apoiamos o povo de Myanmar no apelo ao fim da repressão militar, a libertação de Aung San Suu Kyi [afastada do poder e detida pelos militares] e outros, e o restabelecimento da democracia."

O Alto Comissariado das Nações Unidas afirma ter corroborado informações de que pelo menos 54 pessoas foram mortas por polícias e militares desde o golpe militar de 1 de fevereiro, das quais pelo menos 30 na quarta-feira, mas alertou que o número real de mortos pode ser muito maior.

Por outro lado, mais de 1700 pessoas foram detidas arbitrariamente, incluindo pelo menos 700 na quarta-feira, devido à sua participação em manifestações ou pelo seu envolvimento em atividades políticas, referiu a ONU.

O golpe militar, no dia 1 de fevereiro, atingiu a frágil democracia de Myanmar depois da vitória do partido de Aung Sang Suu Kyi nas eleições de novembro de 2020.

Os militares tomaram o poder alegando irregularidades durante o processo eleitoral do ano passado, apesar de as autoridades eleitorais terem negado a existência de fraudes.

Desde então, milhares de pessoas têm-se manifestado contra o golpe militar, sobretudo na capital económica, Rangum, e em Mandalay, a segunda maior cidade do país, e pelo menos seis pessoas já morreram nos protestos.

Nas últimas três semanas, os generais birmaneses têm intensificado o recurso à força para enfraquecer a mobilização a favor do regresso do Governo civil, com milhares de pessoas a descerem às ruas em desfiles diários.

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