Bombardeamentos russos em Dnipro fazem 10 mortos e 35 feridos

Um míssil Iskander russo alcançou um campo de tiro do exército, matando várias pessoas, tendo sido registados ainda outros ataques na região de Dnipro.

Os bombardeamentos russos que atingiram nas últimas horas vários alvos na região de Dnipro, no centro da Ucrânia, causaram pelo menos 10 mortos e 35 feridos, avançaram esta sexta-feira fontes militares ucranianas, citadas pela agência local Ukrinform.

De acordo com as mesmas informações, um míssil Iskander russo alcançou um campo de tiro do exército, matando várias pessoas, tendo sido registados ainda outros ataques na região de Dnipro, a quarta cidade mais populosa da Ucrânia, durante a noite passada.

O comandante militar da região, Gennadi Korban, também confirmou uma intensificação dos bombardeamentos em toda a região, para além dos ataques que têm sido feitos ao longo de toda a frente oriental no Donbass.

Segundo o Alto Comando do exército ucraniano, que divulgou hoje um relatório, as forças russas voltaram a atacar a cidade de Solviansk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, onde continuam a disparar contra as unidades ucranianas, a lançar mísseis e a reagrupar tropas.

Na direção nordeste, o exército russo continua a fazer pressão na cobertura da fronteira entre a Ucrânia a Rússia, nas regiões de Briansk e Kursk, tendo sido destacados dois grupos táticos do batalhão das forças aéreas russas, de acordo com os militares.

Ainda segundo o lado ucraniano, as forças russas continuam manobras para manter o controlo sobre a região de Kherson, aumentando o número de ataques às unidades ucranianas, realizando reconhecimentos aéreos, fortificando posições e reforçando as tropas através de transferências de unidades de reserva.

A Rússia lançou, em 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito superior.

A ofensiva militar causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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