Exclusivo "Bolsonaro jogou a população na miséria", diz ex-ministra de Dilma

Tereza Campello, que em 2014 ajudou a reduzir a insegurança alimentar no Brasil a mínimos históricos, aponta o dedo à política "genocida" do presidente, num momento em que o país está a ser empurrado, novamente, para o mapa da fome da ONU.

Ministra do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome nos governos de Dilma Rousseff e hoje professora visitante da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Tereza Helena Gabrielli Barreto Campell, nascida há 58 anos, em Descalvado, 250 km a norte de São Paulo, fala de fome no Brasil com a autoridade de quem baixou a taxa de insegurança alimentar no país aos números mais baixos de sempre: a meio do seu mandato, o país saiu, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, do Mapa da Fome, para onde, segundo as últimos dados, pode regressar agora.

O principal culpado, acusa, é, mais do que a pandemia, a gestão do combate à doença do governo de Jair Bolsonaro: por se recusar a comprar vacinas, por atrasar medidas de apoio a micro e pequenas empresas e por confundir medidas de saúde pública, como o auxílio emergencial concedido aos mais carenciados, com incentivo a sair de casa, propagando o covid-19.

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