Depois de um candidato agredir outro à cadeirada na semana passada, desta vez um debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo acabou com um diretor de campanha no hospital com a cara ensanguentada após um murro de um assessor de um rival que foi parar à esquadra de polícia..Para prevenir incidentes, o debate organizado pelo podcast do Grupo Flow em parceria com o Grupo Nexo, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, realizado na madrugada, na hora de Lisboa, desta terça-feira, dia 24, era mais rigoroso do que os demais, nomeadamente aquele em que o candidato José Luiz Datena, um apresentador de programas policiais, atirou uma cadeira à cara de Pablo Marçal, um coach recém entrado na política..Estavam vetados insultos, ofensas e o uso de alcunhas pejorativas, comuns nos outros encontros entre os concorrentes ao cargo de prefeito da maior cidade brasileira, com mais de 9,3 milhões de eleitores registados, porém, Marçal acabaria expulso após três advertências na reta final por dizer que, caso eleito, mandaria prender Ricardo Nunes, atual prefeito. Nos bastidores, Nahuel Medina, operador de vídeo da campanha de Marçal, deu um soco em Duda Lima, o “marqueteiro” de Nunes que se tinha rido na sequência da expulsão..Lima, com o rosto ensanguentado, foi parar ao hospital, e Medina à esquadra de polícia mais próxima, onde Nunes e o seu “marqueteiro” apresentaram queixa formal..As eleições municipais no Brasil estão marcadas para os dias 6 e 27, caso seja necessário segunda volta, o que parece ser o caso, segundo as sondagens, de São Paulo. Nunes, apoiado por Jair Bolsonaro, e o deputado federal Guilherme Boulos, o candidato de Lula da Silva, lideram as sondagens, seguidos por Marçal, de extrema-direita, e mais atrás por Datena, de centro-direita, e por Tabata Amaral, deputada federal de centro-esquerda.