Putin promove armas testadas em combate junto de países aliados

A Rússia é o segundo maior exportador de armas do mundo depois dos Estados Unidos.

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© EPA/MAXIM SHIPENKOV

O presidente Vladimir Putin promoveu na segunda-feira armas russas aos seus aliados estrangeiros, dizendo que todas foram testadas no campo de batalha.

"Estamos prontos para oferecer aos aliados e parceiros os mais modernos tipos de armas - de armas pequenas a veículos blindados e artilharia, aeronaves de combate e veículos aéreos não tripulados", disse o presidente russo na abertura de um fórum militar nos arredores de Moscovo.

O governante disse que as armas russas são valorizadas por profissionais militares pela sua "confiabilidade, qualidade e, mais importante, alta eficiência". "Quase todos elas foram usados em operações de combate reais mais do que uma vez", acrescentou.

Putin também elogiou os "muitos" aliados da Rússia, já que o país se encontra cada vez mais isolado desde o início da intervenção militar na vizinha Ucrânia. Washington e Bruxelas atingiram Moscovo com múltiplas sanções, levando o presidente russo a procurar novos mercados e fortalecer os laços com nações de África e Ásia.

"Apreciamos muito que nosso país tenha muitos aliados, parceiros e pessoas com ideias semelhantes em diferentes continentes. São Estados que não se dobram diante da chamada hegemonia", disse Putin, acrescentando que a Rússia "preza laços historicamente fortes, amigáveis e de confiança" com países da América Latina, Ásia e África.

A Rússia é o segundo maior exportador de armas do mundo depois dos Estados Unidos, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SPIRI), mas nos últimos anos seus números de exportação têm vindo a decrescer.

No entanto, o líder do conglomerado de Defesa estatal Rostec, Sergei Chemezov, disse na segunda-feira que as ações militares na Ucrânia não afetaram as exportações de armas. "Este ano já assinamos contratos com clientes estrangeiros no valor de mais de um bilião de rublos (15,7 mil milhões de euros). Esse número supera alguns números anuais dos últimos 10 anos", disse Chemezov no fórum, citado por agências de notícias russas.