"Amerigo Vespucci" em Lisboa

O veleiro italiano que ostenta o nome do navegador que primeiro percebeu que as terras descobertas por Colombo e Álvares Cabral não eram a Ásia (e por isso o novo continente se chama América) está no Tejo e aberto ao público dois dias.

Pode ser visitado esta sexta-feira (das 12.00 às 22.00) e sábado (das 12.00 às 18.00), no cais Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, o navio-escola italiano Amerigo Vespucci, cujo nome homenageia o grande navegador do século XVI que foi o primeiro a perceber que as terras encontradas por Cristóvão Colombo (também italiano) e Pedro Álvares Cabral não eram parte da Ásia, mas sim um novo continente. E por isso se chama América.

Os marinheiros a bordo conhecem bem a história do compatriota que navegou ao serviço das coroas de Espanha e de Portugal e que por cá é conhecido como Américo Vespúcio. Com uma tripulação de 264 militares, o Amerigo Vespucci tem no verão 400 homens e mulheres a bordo, pois chegam os cadetes e o pessoal da academia naval para formação. Construído há quase um século, é um navio à vela com motor de admirável estética e o topo do seu mastro principal está 54 metros acima da linha de água.

Quando zarpar de Portugal, saindo pela foz do Tejo, o navio da Marinha de Guerra italiana, seguirá para Marrocos, tendo chegada prevista a Casablanca a 6 de agosto. Antes de ancorar em Lisboa, que visitou pela última vez há três anos, o Amerigo Vespucci fez escalas em Tunes e Argel, para depois sair do mar Mediterrâneo e entrar no oceano Atlântico.

Uma visita ao navio servirá também para relembrar a grande tradição marítima italiana, sobretudo de venezianos e genoveses (unidade italiana só aconteceu na segunda metade do século XIX). Vespúcio, curiosamente, era florentino. Portugal contou com inúmeros italianos nas suas Descobertas nos séculos XV e XVI e a própria Marinha portuguesa foi fundada no século XIV, durante o reinado de D. Dinis, por Manuel Pessanha, um genovês cujo nome de batismo deverá ter sido Emanuele Passagno.

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