Secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, apontou o dedo à Rússia pela tentativa de perturbar as eleições naquele estado.
Secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, apontou o dedo à Rússia pela tentativa de perturbar as eleições naquele estado.EPA/ERIK S. LESSER

Ameaças de bomba russas e esforço democrata de última hora

FBI esclareceu que as ameaças às assembleias de voto - para onde Harris e Walz tentaram encaminhar eleitores em entrevistas em várias rádios - não eram credíveis.
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Ameaças de bomba em assembleias de voto de alguns Estados, entrevistas e um encontro com eleitores de última hora por parte da dupla democrata marcaram o dia de voto das eleições gerais dos EUA quando 81,9 milhões de pessoas já o haviam feito de forma antecipada.

O FBI esclareceu que se registaram ameaças de bomba em “vários Estados” provenientes de domínios de correio eletrónico russos, mas foram consideradas não-credíveis. O secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, disse terem recebido ameaças de bomba da Rússia. As autoridades do Condado de Fulton, na Geórgia, disseram ter recebido “várias chamadas” e que as ameaças obrigaram a um breve encerramento de dois locais de voto. Na véspera, três agências federais alertaram para a tentativa de interferência de Moscovo e de Teerão.

Na pequena localidade de Dixville Notch, no Estado de New Hampshire, a tradição de seis décadas de abrir as urnas à meia-noite foi preservada, quando outras duas que o faziam decidiram voltar a horários diurnos. Ao fim de dez minutos, os seis eleitores votaram e contaram os resultados: três votos para cada candidato. Em 2020, então com cinco eleitores, todos votaram Joe Biden.

Ciente da divisão que a média das sondagens sugere, o candidato a vice-presidente democrata reconheceu junto de apoiantes que “isto está muito renhido” e que a vitória “vai passar mesmo por aqui”. Tim Walz estava em Harrisburg, Pensilvânia, e sugeriu que a corrida poderia ser decidida por um ou dois votos por circunscrição. Mais tarde, antes de entrar no avião para a capital, disse ao jornal The Washington Post que se está perante um país dividido. “É assim que estamos.” Além de ter comparecido numa ação de campanha, Walz, tal como Kamala Harris, concedeu várias entrevistas a rádios dos Estados decisivos para tentar convencer eleitores.

Harris, eleitora na Califórnia, enviou o boletim por correio, e no domingo recusou responder sobre como votou na iniciativa estadual que visa aumentar certas penas de crimes relacionados com droga e roubo.

Também Donald Trump, depois de exercer o direito de voto em Palm Beach, escusou referir-se à forma como votou na iniciativa de instituir o direito constitucional ao aborto, antes da viabilidade fetal, na Florida. “Pare de falar sobre isso”, disse Trump, de chapéu Make America Great Again na cabeça. A Florida é um dos 29 Estados onde é permitido votar com adereços da campanha eleitoral.

Supervisão rejeitada

Três estados republicanos - Florida, Missouri e Texas - insurgiram-se contra a supervisão das eleições pelo Departamento de Justiça, que há 60 anos envia observadores para as assembleias de voto. Desta vez foram destacados para 86 círculos eleitorais em 27 estados.

O condado de Portage, no estado do Ohio, é um dos que estão sob supervisão de funcionários do Departamento de Justiça depois de o xerife Bruce Zuchowski, que concorre à reeleição, ter dito que as pessoas com cartazes de Harris nos quintais deveriam receber imigrantes em casa.

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