Alemanha vai entregar mais armas e Rússia faz exercícios com mísseis intercontinentais

Ministério da Defesa russo anunciou estarem a decorrer exercícios com sistemas de mísseis intercontinentais móveis Yars a cerca de 200 quilómetros a nordeste de Moscovo. Manobras que envolvem cerca de 1.000 soldados.

O Governo alemão disse esta quarta-feira que vai fornecer à Ucrânia mísseis antiaéreos modernos e sistemas de radar, no mesmo dia em que o Ministério da Defesa russo divulgou a realização de exercícios, perto de Moscovo, com mísseis intercontinentais.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, informou o parlamento do seu país que o Governo vai intensificar a entrega de armas à Ucrânia, em resposta a críticas de que a Alemanha não estaria a fazer o suficiente para ajudar Kiev perante a invasão russa.

O anúncio acontece um dia depois de o presidente norte-americano, Joe Biden, ter informado que os Estados iriam fornecer à Ucrânia foguetes de última geração, que permitirão a Kiev "atacar alvos-chave com maior precisão".

Estes foguetes podem ser usados para intercetar a artilharia russa e para derrubar posições russas em cidades onde os combates se têm intensificado, como a região de Donbass.

Entretanto, hoje, o Ministério da Defesa russo anunciou estarem a decorrer exercícios com sistemas de mísseis intercontinentais móveis Yars na região de Ivanovo, cerca de 200 quilómetros a nordeste de Moscovo, em manobras que envolvem cerca de 1.000 soldados.

"Os membros das Forças Estratégicas ensaiam a colocação de sistemas de mísseis em posições de campo e deslocações de até 100 quilómetros", acrescentou o ministério.

Os mísseis Yars, dos quais existem versões móveis e de silos, têm alcance de até 12 mil quilómetros e podem transportar até quatro ogivas nucleares.

A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia já matou mais de quatro mil civis e causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas, mais de 6,8 milhões das quais para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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