Alemanha opõe-se ao envio de bombas de fragmentação para a Ucrânia

Várias organizações de direitos humanos opuseram-se ao fornecimento desse tipo de armas, que os EUA pretendem enviar para Kiev.
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A Alemanha opôs-se ao envio de munições de fragmentação para a Ucrânia, anunciou esta sexta-feira a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, um dia depois de as autoridades norte-americanos terem afirmado que estavam a planear fornecer a Kiev esse tipo de armas, amplamente denunciadas por matar e mutilar civis.

Várias organizações de direitos humanos opuseram-se ao fornecimento desse tipo de armas. A ministra germânica Annalena Baerbock frisou que a Alemanha, sendo um dos 111 estados que fazem parte da Convenção sobre Munições Cluster [ou de Fragmentação] (CCM), também o fez. Os Estados Unidos não fazem parte da convenção.

"Acompanho o que a comunicação social veicula. Para nós, que somos um estado-membro [da CCM], aplica-se o acordo de Oslo", afirmou aos jornalistas, citada pela Reuters, durante uma conferência sobre o clima em Viena.

O acordo de Oslo, assinado na capital norueguesa em 2008, proíbe a utilização, o armazenamento, a produção e a transferência de munições de fragmentação.

A Casa Branca disse que o envio destas munições para a Ucrânia está a ser considerado, mas que não tinha ainda qualquer anúncio oficial para fazer. O presidente Joe Biden deverá participar numa cimeira da NATO na próxima semana, na Lituânia, que deverá ser dominada pela guerra na Ucrânia.

A Human Rights Watch pediu à Rússia e à Ucrânia que parem de utilizar munições de fragmentação e instou os EUA a não as fornecer.

Estas munições geralmente libertam um grande número de pequenas bombas que podem matar indiscriminadamente numa ampla área, o que ameaça a vida de civis. As bombas que não explodem representam perigo mesmo vários anas após o fim dos conflitos.

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