Alemanha e Dinamarca defendem rápido alargamento da NATO

A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, manifestou em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo dinamarquês, Jeppe Kofod, a convicção de que o processo será rápido, pelo facto de todos os membros da Aliança estarem conscientes de que se trata de um "momento histórico".

A Alemanha e a Dinamarca reiteraram esta terça-feira a necessidade de um "rápido acesso" da Finlândia e Suécia à NATO, devido à situação de segurança relacionada com a guerra na Ucrânia e que consideraram "dramática".

A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, manifestou em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo dinamarquês, Jeppe Kofod, a convicção de que o processo será rápido, pelo facto de todos os membros da Aliança estarem conscientes de que se trata de um "momento histórico".

Baerbock reconheceu que "de parte da Turquia ainda existem alguns obstáculos", após o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan ter voltado a sublinhar na segunda-feira a sua oposição ao ingresso da Suécia e Finlândia, mas ter dado a entender que espera uma rápida resolução da situação.

"Foram empurrados para entrar, eles que não queriam entrar na NATO", afirmou Baerbock, apelando à rápida ratificação do seu acesso para evitar uma "fase intermédia" ou "zona cinzenta" em que os candidatos à adesão ficam desprotegidos.

Os dois responsáveis pela política externa sublinharam que em qualquer caso, enquanto se prolongar o processo, a Finlândia e a Suécia receberão as garantias correspondentes.

"Há que garantir a sua segurança, apesar de não terem sido ainda formalmente admitidos", indicou Kofod, adiantando que o seu Governo emitirá uma declaração sobre o assunto e que deverá ser referendada no Parlamento dinamarquês.

O ministro qualificou de "prioridade chave" a ampliação da Aliança e indicou que pela primeira vez em 70 anos os países nórdicos vão integrar uma organização de segurança coletiva.

Kofod também considerou que o seu país deve abandonar a cláusula de exceção que lhe permite manter-se à margem da política europeia de Defesa, uma questão sobre a qual será celebrado um referendo em 01 de junho.

"Queremos cooperar com a Europa em toda a extensão possível, é a nossa responsabilidade", argumentou o ministro, ao assinalar que, após a invasão russa da Ucrânia, a situação de segurança "alterou-se por completo".

Os dois ministros também sublinharam a necessidade de a União Europeia se tornar totalmente independente da Rússia em termos energéticos, apesar de reconhecer que "o ponto de partida" é diferente em cada Estado-membro, não existindo uma solução idêntica para todos.

"Não devemos cair na armadilha e deixar-nos dividir", indicou Baerbock, que considerou ser indispensável a curto prazo procurar alternativas às importações vindas da Rússia e, a longo prazo, apostar nas energias renováveis e numa "maior interconectividade".

"Na Europa temos muito sol, vento, energia hidráulica e de biomassa", afirmou, para assinalar ainda que através da criação de uma "união do clima e da energia" será possível "dar o passo de forma conjunta" e converter o continente europeu "no primeiro climaticamente neutral".

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