21 companhias aéreas russas proíbidas de voar no espaço europeu

O executivo comunitário aponta que esta decisão se deve a "graves preocupações de segurança devido ao novo registo forçado de aeronaves de propriedade estrangeira na Rússia, permitindo conscientemente a sua operação sem certificados válidos de aeronavegabilidade"

A Comissão Europeia incluiu esta segunda-feira 21 companhias áreas certificadas na Rússia na lista de transportadoras proibidas de operar na União Europeia por não cumprirem as normas internacionais, sublinhando que não se trata de nova sanção pela guerra na Ucrânia.

Em comunicado, o executivo comunitário aponta que esta decisão se deve a "graves preocupações de segurança devido ao novo registo forçado de aeronaves de propriedade estrangeira na Rússia, permitindo conscientemente a sua operação sem certificados válidos de aeronavegabilidade", o que "constitui uma violação das normas internacionais de segurança aérea".

"Estamos a viver no contexto da agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Contudo, quero deixar bem claro que esta decisão não é mais uma sanção contra a Rússia: foi tomada unicamente com base em motivos técnicos e de segurança. Não misturamos segurança com política", declarou a comissária europeia dos Transportes.

A comissária Adina Valean precisou que "a Agência Federal Russa de Transportes Aéreos permitiu às companhias aéreas russas operar centenas de aeronaves de propriedade estrangeira sem um certificado de navegabilidade aérea válido".

"As companhias aéreas russas em questão fizeram-no conscientemente, em violação das normas de segurança internacionais relevantes. Isto não só constitui uma clara violação da Convenção sobre Aviação Civil Internacional (a Convenção de Chicago), como também representa uma ameaça imediata à segurança", justificou.

A lista de companhias áreas banidas da UE passa então agora a contar com 117 transportadoras, 21 das quais certificadas na Rússia.

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