Os credores da Rioforte e da Espírito Santo Internacional, duas sociedades do Grupo Espírito Santo com sede no Luxemburgo que entraram em incumprimento com a implosão do grupo, reclamam quase oito mil milhões de euros..A informação consta do relatório de curadores do Luxemburgo, de 31 de agosto, publicado no site dedicado às empresas insolventes do GES - Rioforte, ESI, Espírito Santo Control, Espírito Santo Financial Group e Espírito Santo Financiere..Segundo o relatório de curadores, no caso da ESI existem 1.180 reclamações de créditos que chegam aos 4,77 milhões de euros. O valor compara com as 1.100 reclamações de créditos registadas no final de abril, que chegam aos 4,3 mil milhões de euros..Já na Rioforte as reclamações atingem 1.390 credores e 3,16 mil milhões de euros, que comparam com 1.300 credores em abril e três mil milhões de euros..Feitas as contas as reclamações à Rioforte e à ESI chegam aos 7,93 mil milhões de euros, mais 630 milhões de euros que em abril..O prazo para reclamação de créditos mantém-se, para já, em 31 de outubro e qualquer alteração terá se ser comunicada num relatório separado. O prazo tem vindo a ser consecutivamente adiado para dar tempo a que os lesados se possam constituir credores..Entre os credores da Rioforte está a Pharol, ex-PT, que reclama um default de 897 milhões de euros de papel comercial que a entidade não foi capaz de pagar. O default levou ao fim da fusão entre a PT e a Oi, que culminou na venda da PT Portugal, já nas mãos dos brasileiros, aos franceses da Altice..A expectativa conservadora da Pharol é de conseguir recuperar cercca de 15% do valor em default..Segundo os curadores, a venda da sociedade agrícola do Paraguai vai ser lançada no próximo mês.