Feriado em campanha: Picardias e respostas ao alerta de Marcelo
RUI MANUEL FARINHA/LUSA

Feriado em campanha: Picardias e respostas ao alerta de Marcelo

O quarto dia de campanha preenchido com comícios e contactos mais próximos com os eleitores, como debates e arruadas, em distritos no sul e norte do país.
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Troca de acusações entre AD e PS, a vinda de Von der Leyen a Portugal e respostas ao alerta do Presidente da República para a viabilização do Orçamento marcaram o quinto dia de campanha para as europeias.

A cabeça de lista socialista, Marta Temido, começou o dia de campanha em Aljustrel a apontar aos adversários, afirmando que a oposição "não precisa de ajuda" para ser detonada. Porém, garantiu não querer alimentar picardias com os restantes partidos por lhe interessar mais falar sobre a Europa e os seus projetos políticos.

Sebastião Bugalho, candidato da Aliança Democrática (AD), deixou críticas aos socialistas de vários países da Europa, nos quais incluiu o Governo português do PS que, diz, "deixou 1,7 milhões de portugueses sem médico de família".

As provocações entre os partidos estenderam-se também aos mais pequenos, como a Iniciativa Liberal e o Bloco de Esquerda. Os dois partidos têm trocado acusações, mas esta tarde, João Cotrim Figueiredo, cabeça de lista dos liberais, quis colocar "um ponto final" nas picardias dos últimos dias por considerar que isso distrai das propostas do seu partido.

Desde o arranque da campanha os dois partidos têm protagonizado uma troca de argumentos com a IL a considerar aquele partido "eurosonso" e o BE a acusar os liberais de mentirem sobre a posição bloquista sobre o conflito na Ucrânia.

A CDU apontou na direção dos liberais acusando-os de defender "uma forma esquisita" de liberdade em matéria de políticas migratórias. Os comunistas criticaram ainda as "guerras de alecrim e manjerona" entre PS e AD, acusando-os de contribuir para um aumento da abstenção.

Os partidos voltaram-se também para a política interna e aproveitaram para reagir ao alerta do Presidente da República sobre a importância de garantir a viabilização do próximo Orçamento do Estado para manter o equilíbrio das contas públicas.

A AD disse partilhar das preocupações de Marcelo Rebelo de Sousa em relação à estabilidade política, com Sebastião Bugalho a sublinhar que essa "tem sido uma preocupação constante desde o início do seu mandato".

A IL, pelo líder, Rui Rocha, que acompanhava a comitiva, garantiu não ceder a pressões do Presidente da República, apesar de "valorizar sempre" as suas palavras e o PAN, por Inês Sousa Real, que foi até à Maia com o candidato Pedro Fidalgo Marques, considerou que "o país não pode estar a mando dos caprichos de Marcelo Rebelo de Sousa" em matéria orçamental.

Hoje ficou a saber-se também que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, estará em Portugal, no Porto, para uma ação de campanha da AD a 06 de junho.

O nome da líder da Comissão Europeia, e também candidata pelo Partido Popular Europeu para um segundo mandato, esteve presente na campanha do Chega, com o cabeça de lista, António Tânger Correia, a recusar hoje apoiar a candidatura da belga para mais quatro anos à frente do executivo europeu, criticando a sua ligação a "casos de corrupção".

E, pela IL, Cotrim de Figueiredo duvidou que a presença de de Von der Leyen na campanha da AD seja "um trunfo eleitoral".

O Bloco de Esquerda contou hoje com a presença do historiador e fundador do partido Fernando Rosas que guiou a cabeça de lista, Catarina Martins, a uma visita ao Forte de Peniche, onde esteve preso no início da década de 70.

O cabeça de lista do Livre, Francisco Paupério, esteve em Coimbra e falou pela primeira vez sobre Rui Tavares para assegurar que, apesar da sua ausência ao longo da campanha, não se sente abandonado e que vai ser possível testemunhar a união dos dois no próximo sábado.

O candidato dos Socialistas Europeus a presidente da Comissão Europeia vai estar sábado na campanha do PS, anunciou Marta Temido, considerando que quando Von der Leyen "esteve melhor foi quando foi teve os socialistas a conduzirem-na".

Com o líder do partido, Pedro Nuno Santos, ao seu lado, Marta Temido foi questionada pelos jornalistas durante uma ação de campanha em Évora sobre a notícia divulgada hoje pela Lusa que dava conta que a presidente da Comissão Europeia e candidata do Partido Popular Europeu a um segundo mandato estará em Portugal em 06 de junho para uma ação de campanha da AD.

"Nós vamos ter connosco o nosso candidato, Nicolas Schmit, no Porto, no sábado. Parece-nos que é a antecipação da resposta a essa visita e claramente o sublinhado de uma agenda que é uma agenda de direitos sociais", apontou a socialista.

Recordando que o atual comissário europeu do emprego e assuntos sociais e candidato dos Socialistas Europeus para presidir à Comissão Europeia já tinha estado em Lisboa com o PS no desfile dos 50 anos do 25 de Abril, Marta Temido antecipou que o evento de sábado será dedicado "às conquistas do compromisso social do Porto" e à "agenda do candidato e dos Socialistas Europeus".

"Não considero que fique nada em desvantagem. É evidente que nós conhecemos Ursula von der Leyen, mas também conhecemos as suas posições e sabemos que quando ela esteve melhor foi quando foi teve os socialistas a apoiarem-na e no fundo a conduzirem-na. Se calhar podemos ter uma conversa com ela", respondeu aos jornalistas.

Fonte do PS adiantou à Lusa que no mesmo evento do Porto estará também o secretário-geral do Partido Socialista Europeu, Giacomo Filibeck.

Já Pedro Nuno Santos apontou que "muito mais importante do que ter a presidente da Comissão Europeia" é saber-se "o que é que significa o PPE e os Socialistas Europeus".

"São duas visões diferentes da Europa, do estado social, de como é que nos devemos relacionar com os direitos dos outros, nomeadamente das mulheres, essa é uma diferença muito grande e ela não é esbatida pela presidente da Comissão Europeia, antes pelo contrário", enfatizou.

Para o líder do PS, Von der Leyen "representa a politica do PPE", recuperando a ideia de Marta Temido.

"Quando nós conseguimos reequilibrar, quando nós conseguimos melhores respostas por parte da União Europeia foi quando os socialistas se conseguiram impor e por isso é que é tão importante nós forçarmos a presença dos socialistas no PE. Têm uma visão muito mais humanista, da vida, da sociedade, muito diferente do partido da presidente da Comissão Europeia", concordou.

Sobre a presença do antigo primeiro-ministro e ex-líder do PS António Costa na campanha, Pedro Nuno Santos disse apenas que "a seu tempo saberão".

A presidente da Comissão Europeia e candidata do Partido Popular Europeu a um segundo mandato estará em Portugal a 06 de junho para uma ação de campanha da Aliança Democrática (AD), avançou hoje à Lusa fonte partidária europeia.

Fonte do Partido Popular Europeu (PPE) disse à Lusa que, após convite feito pela AD - a coligação eleitoral formada pelo PPD/PSD, CDS e PPM -, Von der Leyen estará numa ação de campanha no Porto no dia em que arranca na União Europeia a votação para as eleições europeias e três dias antes do sufrágio no país.

A visita surge após Ursula von der Leyen se ter deslocado em campanha a países como Grécia, Alemanha, Polónia, Croácia e Dinamarca.

A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, acusou hoje o PS e Marta Temido de terem cometido erros crassos na saúde aproveitados agora pelo Governo PSD/CDS-PP para "destruir o Serviço Nacional de Saúde de forma cobarde".

"Nenhum governante tem a coragem de dizer que quer acabar com o SNS. Mas é precisamente isso que o Governo está a fazer de forma cobarde. O que o Governo do PSD [e CDS-PP] está a fazer de forma cobarde é acabar com o SNS. Aproveitando um erro crasso da maioria absoluta do PS", considerou Mariana Mortágua, que intervinha numa ação de campanha do BE para as eleições europeias, em Coimbra.

A coordenadora bloquista afirmou que o BE "não perdoa" ao PS e a Marta Temido -- cabeça de lista do PS às eleições europeias do dia 09 de junho e ex-ministra da Saúde -- ter "criado uma guerra contra os profissionais" deste setor.

Lembrando que os anteriores governos socialistas deixaram "1,7 milhões de utentes sem médico de família", Mortágua recorreu às figuras do fundador do PS António Arnaut e o bloquista João Semedo para atacar os socialistas.

"Não abandonamos a generosidade da resposta e de Arnaut e Semedo ao contrário do que fez o PS. A verdade é que o PS recusou esse legado que Arnaut nos deixou, desprezou esse testamento. Esse erro é o que se torna a oportunidade da direita", argumentou.

Um dia depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter apresentado o programa de emergência para a saúde, Mariana Mortágua fez vários ataques ao governo minoritário, considerando que viu "muito 'powerpoint', poucos compromissos e nenhuma conta".

"Ao melhor estilo da consultoria privada, o 'powerpoint' é na verdade um plano de negócios para o setor da saúde privada em Portugal. Um roteiro de promessas e benesses clientelares, uma distribuição de verbas para empresas dos apoiantes da direita, uma promoção da cartilha liberal e mais uma demonstração do profundo desprezo que a direita tem por quem aguenta os hospitais, quem trabalha no SNS", acusou.

Sobre o Orçamento do Estado para 2025, sobre o qual o Presidente da República já deixou vários alertas para a sua viabilização, Mariana Mortágua afirmou que "só há uma coisa que sabe" sobre o documento.

"Primeiro, vai entregar milhões de dinheiro dos contribuintes para os cofres dos grupos privados de saúde para logo a seguir cortar nos impostos sob os lucros esses grupos privados de saúde. A direita só sabe governar quando tira o que é de todos para dar a alguns", defendeu.

O cabeça de lista da CDU às europeias acusou hoje Chega e IL de não terem "uma palavra" nos seus compromissos eleitorais sobre salários e considerou que a UE da Saúde entrega os destinos do SNS à Comissão Europeia.

Num comício no Jardim Público de Beja, João Oliveira defendeu que, nas últimas eleições legislativas, os partidos começaram a falar de salários porque a CDU colocou a questão do seu aumento geral "como prioridade na discussão".

"Também nestas eleições para o Parlamento Europeu, mesmo aqueles que não têm sequer nos seus compromissos eleitorais escrita uma vez a palavra salários, como é o caso do Chega e da Iniciativa Liberal (IL) já foram obrigados a ter de se posicionar perante isso", defendeu.

Esta ideia foi também defendida pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que, depois de João Oliveira, acusou os restantes partidos de quererem "desviar as atenções" das suas responsabilidades e perder tempo "com picardias, arrufos, nomes para aqui e para ali" e "terminologias muito elaboradas".

"Pois podem tentar fazer o que quiserem: aqui está o João, aqui estão os candidatos e ativistas da CDU, que vão obrigar, é que vão mesmo obrigar: eles vão ter de falar de saúde, de salários, de direitos, de reformas, da natureza da água. E vão ter de falar de paz, vão ter de falar, nem que seja uma vez, de paz!", exclamou.

Durante este comício que, apesar dos 30 graus, foi seguido por mais de uma centena de simpatizantes da CDU, o antigo deputado do PCP João Dias, que é também enfermeiro, anunciou que 183 profissionais de saúde assinaram um apelo ao voto na CDU, salientando que a "ameaça da perda do SNS e entrega aos grupos económicos que fazem negócio com a doença é uma ameaça real".

"É importante ter no Parlamento Europeu quem defenda o SNS em Portugal. A CDU e o João Oliveira podem contar com os profissionais de saúde e nós contamos com a CDU sempre ao nosso lado", disse.

João Oliveira considerou que este manifesto de 183 profissionais de saúde é um "elemento significativo", porque "ninguém como eles tem noção do caminho para o qual Portugal tem sido empurrado, quer por ação dos governos do PS, PSD e CDS, quer pela subalternização e pela submissão da política desses governos em relação às imposições da União Europeia".

"O caminho para que Portugal tem sido empurrado é um caminho de transformação dos direitos em áreas de negócio, de destruição dos serviços públicos para que se abra campo ao negócio que se faz da doença", criticou.

O cabeça de lista da CDU considerou que, também na área da saúde, se está a assistir a uma perda de soberania ao nível europeu, apelando a que se "rejeito por completo a chamada União Europeia da Saúde".

Para João Oliveira, esse programa europeu para a saúde "mais não é do que entregar à Comissão Europeia o comando sobre os destinos do SNS".

É "entregar à Comissão Europeia e às instituições europeias a capacidade de decidirem da fragilização ainda maior da resposta pública às necessidades de saúde do nosso povo, para alargar o campo de negócio, o campo desse negócio milionário com que se acumulam milhões à custa da doença dos povos", criticou.

Para João Oliveira, "essas decisões afastam do controlo democrático das populações a exigência de uma política de saúde que dê resposta às suas necessidades, naturalmente abrindo caminho ao avanço dos interesses do capital multinacional na área da saúde".

O cabeça de lista da Iniciativa Liberal ao Parlamento Europeu defendeu hoje que o reconhecimento do Estado Palestiniano só deverá acontecer após o cessar-fogo imediato e a exclusão do Hamas das negociações.

"O primeiro passo é o cessar-fogo imediato, a cessação de hostilidades por parte de Israel e devolução dos reféns por parte do Hamas e, depois, sentar as partes diplomaticamente relevantes para este efeito e definir a metodologia do reconhecimento", afirmou João Cotrim de Figueiredo no final de um jogo de voleibol na praia de Matosinhos, no distrito do Porto.

Depois da Ucrânia ter entrado na campanha das eleições europeias foi, agora a vez da Palestina, depois do governo da Eslovénia ter aprovado hoje uma moção de reconhecimento do Estado Palestiniano e pedido ao parlamento que faça o mesmo, dois dias após o reconhecimento por parte de Espanha, Noruega e Irlanda.

Na visão do candidato liberal, o principal interlocutor nas negociações deverá ser por parte da Palestina a autoridade palestiniana, excluindo as organizações terroristas como o Hamas.

Se se conseguir isto "o mais cedo possível" haverá, de seguida, condições para se proceder ao reconhecimento do Estado da Palestina com "verdadeiro efeito prático".

"O que se está a discutir é um estado sem autoridade formal e sem fronteiras definidas e, isso, é apenas simbólico", opinou.

E a IL "não gosta de coisas simbólicas", atirou.

O governo da Eslovénia aprovou hoje uma moção de reconhecimento do Estado Palestiniano e pediu ao parlamento que faça o mesmo, dois dias após o reconhecimento por parte de Espanha, Noruega e Irlanda.

A aprovação parlamentar é necessária para que a medida entre em vigor.

Mais de 140 países reconhecem um Estado palestiniano - mais de dois terços das Nações Unidas.

O reconhecimento de um Estado palestiniano fez cair a pique as relações entre a UE e Israel.

Portugal não faz parte do grupo de países que reconhecem a Palestina como Estado.

A presidente da Comissão Europeia e candidata do Partido Popular Europeu a um segundo mandato estará em Portugal a 06 de junho para uma ação de campanha da Aliança Democrática (AD), avançou hoje à Lusa fonte partidária europeia.

Fonte do Partido Popular Europeu (PPE) disse à Lusa que, após convite feito pela AD - a coligação eleitoral formada pelo PPD/PSD, CDS e PPM -, Von der Leyen estará numa ação de campanha no Porto no dia em que arranca na União Europeia a votação para as eleições europeias e três dias antes do sufrágio no país.

A visita surge após Ursula von der Leyen se ter deslocado em campanha a países como Grécia, Alemanha, Polónia, Croácia e Dinamarca.

Nas duas próximas semanas até às eleições europeias, marcadas para 6 a 9 de junho, a agenda da candidata deverá intensificar-se, dado também o fim dos debates com outros candidatos principais, num total de três, realizados entre final de abril e esta semana.

Além de críticas à sua posição pró-Israel no conflito do Médio Oriente e à sua recente abertura a dialogar com os conservadores, a campanha de Von der Leyen tem sido também marcada por ciberataques à sua página na internet, o que levou a um reforço da segurança das suas contas, isto quando as suas equipas preveem maior desinformação e interferência russa com o aproximar do sufrágio.

Aos 65 anos, a antiga ministra alemã da Defesa é a cabeça de lista ('spitzenkandidat') do PPE à liderança do executivo comunitário, após ter vindo a presidir à instituição desde 2019, num mandato pautado pela saída do Reino Unido da União Europeia, pelo combate à pandemia de covid-19, pelo apoio à Ucrânia face à invasão russa e, mais recentemente, pelo acentuar das tensões geopolíticas no Médio Oriente dado o conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas.

O cabeça de lista da CDU às europeias acusou esta quinta-feira a IL de defender a recolha de dados biométricos de imigrantes, permitindo saber "onde é que estão em cada momento", considerando ser "uma forma esquisita de defender liberdades".

Francisco Paupério, cabeça de lista do Livre às eleições europeias, assegurou hoje que o partido está unido, apesar da ausência de Rui Tavares, que deverá juntar-se à campanha no sábado, durante uma ação no Porto.

"Não me sinto abandonado, tenho aqui muita gente e estarei com muita gente na campanha, com todos do Livre. Estamos unidos e, certamente, vão ver isso no sábado", disse o "número um" às europeias de 09 de junho, que esteve hoje em Coimbra.

À margem de uma mesa redonda sobre diversidade cultural na União Europeia, Francisco Paupério foi questionado sobre a ausência de Rui Tavares, porta-voz e o rosto mais conhecido do partido, que ainda não se juntou ao cabeça de lista na campanha, depois de ter participado no evento de abertura, que se realizou na sexta-feira, antes do arranque oficial.  

"O Rui Tavares é uma inspiração para o Livre. É um dos fundadores principais, é uma das caras do Livre e temos muita honra em tê-lo como representante do Livre. Vai aparecer na campanha e vai dar essa força", sublinhou o candidato.

Na primeira vez que falou sobre o assunto desde o arranque da campanha, na segunda-feira, Francisco Paupério disse ainda que toda a equipa sabe que o dirigente do partido "é um ativo muito importante e as pessoas reconhecem-lhe muito valor" e insistiu: "Estamos muito contentes em contar com ele na campanha."

O "número um" do Livre para as eleições europeias, que já tinha sido terceiro no círculo do Porto nas legislativas de março, venceu as primárias internas em 20 de abril, numa votação que gerou polémica e discórdias internas.

Durante o processo, a Comissão Eleitoral decidiu restringir o voto a apenas membros e apoiantes (ou seja, militantes), por considerar que existiram "fortes indícios de viciação" por cidadãos que não integram o partido, decisão que acabou por ser revertida.

Segundo a Comissão Eleitoral, em causa estava o facto de ter surgido um candidato - Francisco Paupério, que ficou em primeiro lugar na primeira volta - "com um número excessivo de votos únicos", considerando este número "excessivo em comparação com outras primárias e em comparação com os restantes candidatos desta eleição".

Na sequência deste processo, e depois de Rui Tavares também não ter acompanhado Paupério ao Tribunal Constitucional quando entregou a lista de candidatos às eleições europeias, a ausência do porta-voz na campanha tem intensificado as dúvidas sobre o apoio da direção do partido.

Essas dúvidas, garante Francisco Paupério, não se justificam.

"A seguir às primárias, quando aprovámos a lista, unimo-nos em torno dessa lista e fomos para a campanha. Foi normal o que aconteceu e vai ser normal esta campanha em que vai estar toda a gente empenhada em dar a representação ao Livre que merece no Parlamento Europeu", afirmou.

No sábado, o partido organiza um evento, no Porto, dedicado ao feminismo em que, além de Tavares e Paupério, deverão estar também presentes Jorge Pinto, eleito nas legislativas pelo círculo do Porto, Filipa Pinto, "número dois" às europeias" e a co-presidente do Partido Verde Europeu Mélanie Vogel.

 O cabeça de lista da AD às europeias afirmou hoje que a coligação faz "campanha sem medo dos temas difíceis" e apontou a governos socialistas europeus em matérias como aborto ou imigração.

Num almoço comício em Coimbra, que juntou algumas centenas de pessoas, Sebastião Bugalho começou por referir que a AD (coligação que junta PSD, CDS-PP e PPM) não tem medo de debater com os seus adversários e "não tem medo dos temas difíceis".

"Falamos de migração sem populismos, falamos de habitação sem populismos, porque é nos temas difíceis que os democratas se mostram porque resolvem os problemas a quem tem de acreditar na democracia", defendeu.

No entanto, o candidato admitiu que a AD é "uma campanha que não abdica de se defender", numa resposta implícita a ataques dos seus adversários.

"É em Malta com um governo socialista onde o aborto é crime, não é em Portugal com a AD. É na Dinamarca com um Governo socialista que se defende a politica do Ruanda de deportação de imigrantes, não é em Portugal com Governo da AD. É em Espanha com um governo socialista que há muros físicos nas fronteiras, não é em Portugal com um Governo da AD", afirmou. 

Por outro lado, acrescentou, foi "um governo socialista que deixou 1,7 milhões de portugueses sem médico de família, não foi um Governo da AD".

"Connosco, Portugal em muito pouco tempo já é hoje muito diferente. Quando terminar esta legislatura, será não só diferente, como melhor, mais igual, mais justo e mais livre", defendeu.

Os eurodeputados eleitos pelo Chega vão propor que o Parlamento Europeu fiscalize a aplicação de fundos na coesão territorial, indicou o presidente, que desafiou o Governo a divulgar a nacionalidade e etnia dos suspeito nos relatórios sobre criminalidade.

"Temos tido fundos de coesão que são muito mal executados em Portugal, e esse é um problema dos governos", afirmou André Ventura, referindo que "uma das primeiras medidas" dos eurodeputados do Chega será propor que "o Parlamento Europeu fiscalize aqueles países que não estão a executar os fundos na área da coesão".

O líder do Chega indicou que essa fiscalização pode ser feita "através de uma comissão parlamentar eventual ou de uma comissão permanente".

"Eu penso que o Parlamento Europeu tem hoje mecanismos de fiscalização, mas que são fracos", afirmou. 

O líder do Chega aproveitou a presença de muito poucas pessoas na rua à hora de almoço para falar de desertificação e salientar que se estão a criar "grandes metrópoles urbanas na Europa, onde praticamente se condensa a população toda, e o resto do país esquecido".

"Portugal parece que esqueceu o interior do país", criticou, referindo que uma das funções dos eleitos ao Parlamento Europeu "é chamar a atenção que os fundos de coesão não estão a ser aplicados e não estão a ser bem executados".

Apontando que "os últimos governos de PS e PSD não executaram uma grande parte dos fundos", Ventura salientou que "o dinheiro que vai para os países tem de ser efetivamente para os países e não para os governos, tem de ser efetivamente para os governos se comprometerem com os países".

O presidente do Chega considerou também que Portugal é um país "a duas velocidades ou a três", que "foi priorizando sempre o litoral em detrimento do interior, cada vez mais abandonado".

E aproveitou também criticar o secretário-geral do PS: "Pedro Nuno Santos gosta muito de usar o lema de Portugal inteiro, devia vir aqui ao interior do país para ver que Portugal interior é um Portugal esquecido, abandonado, e era isso que eu gostava que ele fizesse, em vez de andar só em espetáculos políticos com a doutora Marta Temido."

Na ocasião, André Ventura acusou também o Governo de "esconder os dados" sobre os crimes cometidos em Portugal e deixou um apelo: "se tem tanta coragem e certeza de que os estrangeiros não estão a cometer mais crimes faça um favor, abra os dados e deixe que as polícias registem a nacionalidade e a etnia dos criminosos".

"Abra os dados, deixe-nos ver e deixe o país consultar qual é a nacionalidade dos criminosos que estão a atuar em Portugal. É um desafio simples, pela transparência de um Governo que diz que quer a transparência", desafiou.

O historiador Fernando Rosas guiou esta quinta-feira  a cabeça de lista do BE às eleições europeias numa visita ao forte de Peniche, onde esteve preso, para ajudar Catarina Martins a realçar a importância da memória, com a extrema-direita na mira.

Numa manhã nublada e ventosa, o historiador e fundador do Bloco de Esquerda Fernando Rosas fez uma visita guiada ao Museu Nacional Resistência e Liberdade, situado no forte de Peniche, em Leiria, local onde esteve preso no início da década de 70.

"Era um regime que se destinava a acabar com as pessoas, as pessoas vinham para Peniche cumprir longas penas e eram punidas por isso, sem saber quando saíam", considerou Fernando Rosas, com Catarina Martins a acrescentar: "a ideia era quebrá-las".

Catarina Martins lembrou que "houve quem quisesse transformar o forte de Peniche num hotel", que agora é museu, para mostrar "o que foi o fascismo, o que foi a coragem da luta antifascista, o que foi a revolução".

"E esta memória é extraordinariamente importante para fazermos escolhas sobre a Europa e sobre o mundo", salientou.

A candidata ao Parlamento Europeu voltou a lançar críticas à extrema-direita "financiada por Vladimir Putin".

Em declarações aos jornalistas na Associação Africana do Barreiro, em Setúbal, onde organizou um encontro com imigrantes, João Oliveira considerou que o Pacto para as Migrações e Asilo é um" exemplo flagrante das conceções desumanizadoras e utilitaristas da vida humana que neste momento orientam a União Europeia (UE) em matéria de migrações".

Em declarações aos jornalistas na Associação Africana do Barreiro, em Setúbal, onde organizou um encontro com imigrantes, João Oliveira considerou que o Pacto para as Migrações e Asilo é um" exemplo flagrante das conceções desumanizadoras e utilitaristas da vida humana que neste momento orientam a União Europeia (UE) em matéria de migrações".

 A cabeça de lista do PS às eleições europeias, Marta Temido, mostrou-se hoje surpreendida e muito preocupada com as buscas no Parlamento Europeu (PE) por suspeita de interferência russa e corrupção.

"É muito preocupante, penso que todos ficámos um pouco estupefactos com as buscas realizadas ontem [quarta-feira] e que envolveram alguns funcionários das instituições europeias, do Parlamento Europeu", referiu.

Aos jornalistas, a candidata a eurodeputada, que realiza esta manhã ações de campanha em Aljustrel, no distrito de Beja, disse ter ficado alarmada com a alegada tentativa de intromissão nas agendas e nas votações dos eurodeputados, por países terceiros.

"Sobretudo com o intuito muito especifico de destruição daquilo que é um projeto de democracia e estabilidade. Preocupação por perceber que as coisas já estão com este nível de intrusão e não é um filme", concluiu.

O Ministério Público Federal belga anunciou que as autoridades realizaram, na quarta-feira de manhã, buscas nos gabinetes de um colaborador do Parlamento Europeu em Bruxelas e Estrasburgo, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de ingerência russa e corrupção.  

Segundo uma fonte próxima do caso, trata-se de um antigo assistente parlamentar do eurodeputado alemão Maximilian Krah, do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

De acordo com o Ministério Público belga, as buscas também decorriam na casa deste suspeito, Guillaume Pradoura, em Bruxelas.

Krah é atualmente assistente parlamentar do eurodeputado neerlandês Marcel de Graaff, membro do Fórum para a Democracia, um partido eurocético e conservador holandês.

O cabeça de lista do PAN às eleições europeias, Pedro Fidalgo Marques, quer acabar com a discriminação no acesso à habitação para quem tem animais domésticos, pretendendo alterar a lei nesse sentido, incluindo a nível europeu.

"Não faz sentido as famílias, quando têm de mudar de casa, terem que deixar o seu animal de companhia porque o novo senhorio não o permite. Por isso, a lei tem que ser alterada e tem que se terminar já com esta discriminação para que os animais, que fazem parte da família, possam acompanhar as famílias", disse hoje o candidato ao Parlamento Europeu aos jornalistas na Maia, distrito do Porto.

Pedro Fidalgo Marques falava após visitas ao CRIDO - Centro de Recuperação e Interpretação do Ouriço e ao Cantinho do Tareco, dedicado a gatos, muitos deles colocados na associação após não poderem acompanhar os seus donos em mudanças de casa.

"Têm sido devolvidos vários gatos à associação que visitámos hoje de manhã porque as pessoas não podem mudar de casa com o seu gato. Isso não faz sentido. Os animais de companhia fazem parte da família, devem acompanhar a família", vincou. 

O candidato garantiu que "o PAN é o único partido que tem defendido a proteção animal" e é o único "que vai levar este tema ao Parlamento Europeu".

Para Pedro Fidalgo Marques, "a habitação deve ser um direito fundamental" também a nível europeu, pretendendo que haja fundos europeus para construção de habitação pública condicionados à não discriminação de qualquer tipo.

"Uma medida poderá ser que quando houver fundos da União Europeia, garantirmos que esses fundos, para serem aplicados", assegurem a não discriminação "relativamente a pessoas racializadas, a pessoas LGBTI [lésbicas, 'gays', bissexuais, transsexuais e intersexo], ao país de origem das pessoas" e também para quem tenha animais domésticos.

Quanto aos ouriços, Pedro Fidalgo Marques disse que irá bater-se pelo aumento "do nível de vulnerabilidade" da espécie, garantindo-lhe mais proteção, que "neste momento é considerado como sendo sem ser vulnerável".

O aumento do nível de proteção poderia assegurar, nas palavras do candidato do PAN, "mais apoios para salvaguardar a espécie tão característica" de Portugal, já que é "um elemento fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas".

Na ação de campanha de hoje, Pedro Fidalgo Marques esteve acompanhado pela porta-voz do PAN e deputada única do partido à Assembleia da República, Inês de Sousa Real, bem como de vários dirigentes nacionais e regionais. 

A porta-voz do partido afirmou que caso seja eleito, Pedro Fidalgo Marques terá "ligação com a direção", com uma "esfera de influência" próxima do trabalho do partido em Portugal, pelo que "vai impactar diretamente na vida dos portugueses".

O candidato da Iniciativa Liberal às eleições europeias colocou hoje "um ponto final nas picardias" que, nos últimos dias, têm marcado a campanha, nomeadamente entre a IL e o BE, porque "os portugueses já sabem quem falou verdade".

"Eu vou pôr um ponto final e não vou voltar a falar de picardias", garantiu João Cotrim de Figueiredo aos jornalistas, no final de uma arruada em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, onde distribuiu beijos, abraços e muitos panfletos.

Acompanhado do presidente da IL, Rui Rocha, que também ajudou nos beijos e abraços, o cabeça de lista ao Parlamento Europeu disse que "quer deixar as picardias de lado, algumas das quais até envolvendo a IL" porque "os portugueses já sabem quem é que falou a verdade".

"Os portugueses já sabem quem é que falou a verdade e quem é que não falou a verdade. Não vou voltar às picardias exatamente porque isso distrai daquilo que são as mensagens principais e as propostas da Iniciativa Liberal para reformar a Europa e para voltar a colocar a Europa no caminho da paz, prosperidade e liberdade", atirou Cotrim de Figueiredo.

Questionado sobre se os temas da política nacional não têm estado demasiado presentes nesta campanha às europeias, em 09 de junho, o primeiro da lista da IL considerou natural que isso aconteça porque "há assuntos da agenda nacional que simplesmente não desaparecem".

Sendo, contudo importante, que os candidatos não deixem que esses temas nacionais "infetem toda a campanha eleitoral às europeias".

Partilhando da mesma opinião, Rui Rocha, considerou que a "troca de galhardetes" a que se tem assistido nesta campanha eleitoral "contribui muito pouco para o esclarecimento dos portugueses" sobre o projeto europeu.

"Esta troca de galhardetes, nomeadamente sobre quem é imaturo e quem é que precisa da defesa do presidente do partido contribui muito pouco para o esclarecimento dos portugueses e não traz grande vantagem para o esclarecimento das propostas", entendeu.

Por isso, o liberal vincou que, até ao final das eleições, é preciso que todos se concentrem nas suas propostas europeias, propostas essas que no caso da IL são "bastante diferenciadoras",

A IL acredita no projeto europeu e nas liberdades individuais, económicas e políticas, salientou.

"Da nossa parte temos muito para apresentar aos portugueses nesta campanha, os outros parecem ter pouco e, por isso, estão a perder tempo nestas trocas de galhardetes que eu confesso que não ter grande interesse", atirou à oposição.

O candidato da Iniciativa Liberal às eleições europeias pediu esta quinta-feira aos portugueses que não podem votar no dia 9 de junho para se inscreverem até ao final do dia no voto antecipado porque "o projeto europeu vale a pena".

No quarto dia de campanha, e depois de uma ação na quarta-feira que se prolongou noite dentro no Porto, João Cotrim de Figueiredo rumou ao Minho, mais concretamente a Caminha, para insistir no voto antecipado, relembrando que as inscrições terminam hoje.

Rodeado de cartazes onde se lia "Voto Antecipado. Último dia para te inscreveres em votoantecipado.pt", o primeiro da lista da IL dirigiu-se diretamente aos eleitores para reforçar a mensagem de que todos aqueles que estejam impossibilitados de votar no dia oficial, dia 09 de junho, devem escolher esta opção de voto antecipado.

Reafirmando que a abstenção é o "grande adversário" da IL, o cabeça de lista às europeias apelou aos eleitores "eventualmente desmotivados" para não desperdiçarem a oportunidade de contribuir para o projeto europeu.

"O projeto europeu vale a pena, vale a pena votar, vale a pena o esforço de inscrição", reforçou João Cotrim de Figueiredo.

O candidato liberal assumiu não querer estar a discutir durante "três ou quatro horas" no dia 09 de junho o nível de abstenção.

O presidente da IL, Rui Rocha, que acompanhava o candidato às europeias, aproveitou o apelo para revelar que vai votar de forma antecipada no dia 02 de junho em Setúbal, distrito onde o partido vai estar nesse dia em campanha.

O cabeça de lista da CDU às eleições para o Parlamento Europeu avisou esta quinta-feira o PS e a AD que "insistirem em guerras de alecrim e manjerona é o melhor contributo que podem dar" para a abstenção.

Em declarações aos jornalistas na Associação Africana, no Seixal, onde teve hoje um encontro com imigrantes em Portugal, João Oliveira foi questionado sobre as trocas de acusações entre os cabeças de lista do PS e da AD sobre imaturidade e irresponsabilidade.

"Se tiverem verdadeiramente apostados em que haja uma grande taxa de abstenção, que as pessoas se desinteressem das eleições, de facto insistirem nessas guerras de alecrim e manjerona é o melhor contributo que podem dar", respondeu João Oliveira.

O candidato da CDU garantiu que a coligação vai fazer o contrário e "procurará contrariar a abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu discutindo o que está em causa, os aspetos concretos da vida das pessoas".

"Portanto, não entraremos nessas guerras de alecrim e manjerona em que o PS e a AD estão entretidos", garantiu.

João Oliveira disse ainda não ficar espantado com estas trocas de acusações entre PS e AD.

"Têm responsabilidades tão pesadas às suas costas, pelas decisões que têm tomado no Parlamento Europeu contra os interesses do povo e do país, que não me espanta que queiram desviar a campanha eleitoral para questões secundárias", afirmou.

 candidato da AD às eleições europeias, Sebastião Bugalho, defendeu hoje que um voto na lista que encabeça, no próximo dia 09, contribuirá para a estabilidade política do país.

"O voto na estabilidade é o voto na Aliança Democrática (AD), não é o voto nos ataques e nas insinuações", afirmou Sebastião Bugalho, durante uma ação de campanha na praia da Cova Gala, na Figueira da Foz.

O candidato da AD comentava aos jornalistas a preocupação manifestada quarta-feira, em Santa Maria da Feira, pelo Presidente da Republica, que alertou para a importância de garantir a viabilização do próximo Orçamento do Estado para manter o equilíbrio das contas públicas e apelou ao diálogo entre o Governo e a oposição.

"Partilho das preocupações do senhor Presidente da República em relação à estabilidade política, mas isso tem sido uma preocupação constante desde o início do seu mandato", acrescentou Sebastião Bugalho.

Segundo o candidato às europeias, "o povo português é convidado a sinalizar esse voto na estabilidade política, esse voto em não voltar para trás", nas eleições do próximo dia 09.

O cabeça de lista do Livre às eleições europeias tirou a manhã do quarto dia de campanha para ouvir estudantes do ensino superior e quer que os jovens tenham também uma maior participação no Parlamento Europeu.

"Se olharmos para o Parlamento Europeu, a média de idades está perto dos 50 anos, que não é representativo", sublinhou Francisco Paupério, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com representantes da Associação Académica de Coimbra (AAC).

O cabeça de lista do Livre às eleições europeias de 09 de junho é um dos candidatos portugueses mais novos e quer ver mais jovens nas instituições europeias e no Parlamento Europeu.

A proposta da AAC, que consta da moção estratégica para as eleições europeias, apresentada hoje ao Livre, prevê a criação de um Comité de Juventude Europeu.

Francisco Paupério admite que a implementação não será fácil, mas explicou que também o Livre tem uma proposta para melhorar a representação dos jovens na União Europeia, através da introdução de quotas. 

Por outro lado, estudantes e Livre concordaram também na necessidade de uma resposta europeia ao problema da habitação e da falta de alojamento estudantil e enquanto a AAC defendeu um programa europeu de alojamento universitário, Francisco Paupério explicou que o reforço do investimento na reabilitação de casas servirá igualmente os estudantes.

"Já temos feito esse trabalho em Portugal e queremos expandir para o parlamento europeu", afirmou o candidato.

Durante a reunião com os representantes dos estudantes de Coimbra, falou-se também sobre a criação de uma rede europeia de apoio psicológico, do estatuto europeu de estudante do ensino superior e do financiamento para a ciência e ensino.

"A nível europeu, podemos aumentar o financiamento para a ciência, o financiamento para a educação e ensino superior. É uma dotação ainda pobre para o orçamento europeu e consideramos que poderá beneficiar bastante com esta padronização do ensino superior", defendeu.

Pelos estudantes, o presidente da AAC insistiu na participação dos jovens no espaço político.

"Em matéria de saúde mental e de habitação, por exemplo, precisamos de ser chamados à discussão e se queremos ter este sentimento de pertença à Europa, temos de ser chamados para discutir estes problemas", defendeu Renato Daniel.

A cabeça de lista do PS às eleições europeias, Marta Temido, considerou esta quinta-feira que a oposição não precisa de ajuda para ser detonada e escusou-se a responder aos seus opositores "porque o foco é a Europa".

Ao quarto dia de campanha, a antiga ministra da saúde visitou o Parque Mineiro de Aljustrel e, a cerca de 30 metros de profundidade, simulou uma detonação.

"Detonar a oposição? Eu quase diria que não precisa de ajuda, isso parece-me bastante evidente. Relativamente a abrir caminho, é preciso abrir caminho para Bruxelas, mas com sentido: o sentido de afirmar Portugal, de fazer um caminho difícil que tem de ser feito e que ninguém vai fazer por nós", afirmou.

Depois de questionada por jornalistas, garantiu não simbolizar uma resposta aos ataques da oposição.

"Não respondo, por duas razões: primeiro porque o que nos interessa é falar da Europa e dos nossos projetos políticos. Tenho a certeza que o candidato desse partido da oposição, da AD, mas também os outros candidatos concordam comigo, e é disso que vamos falar", justificou.

No seu entender, é aos eleitores que deve responder, deixando a garantia de que não contarão consigo para "continuar nessa linha".

"Não me interessa discutir candidatos, nem me interessa discutir outra coisa que não seja a Europa, que não sejam as nossas diferentes perspetivas sobre a Europa. Podemos falar de direitos fundamentais, que é um tema de clara divisão, ninguém ignora isso, mas há outros temas igualmente importantes", sustentou.

Entre eles destacou os temas sociais, trabalho, ambiente, indústria e desenvolvimento.

As Minas de Aljustrel, também conhecidas como Complexo Mineiro de Aljustrel, consistem num conjunto de explorações mineiras, que contam com mais de 1.200 postos de trabalho diretos.

A parte que Marta Temida visitou durante a manhã encontra-se desativada e preparada para ser visitada, recriando o fundo de mina.

A futura presidência da Comissão Europeia divide as candidaturas portuguesas às eleições europeias, mas a IL admite vir a juntar-se à AD no apoio a Ursula von der Leyen, enquanto o PS está com Nicolas Schmit.

Nesta matéria, o Chega argumenta que "não há ainda candidatos oficiais" e a CDU declara não se rever em nenhum. As restantes candidaturas portuguesas alinham com as escolhas feitas pelos respetivos partidos europeus.

"Qual dos atuais candidatos gostaria de ver assumir a presidência da Comissão Europeia?", foi uma das perguntas incluídas num questionário enviado pela agência Lusa aos cabeças de lista às eleições de 09 de junho para o Parlamento Europeu.

O cabeça de lista da AD (PSD/CDS-PP/PPM), Sebastião Bugalho, disse que a atual presidente da Comissão Europeia, candidata do Partido Popular Europeu (PPE), será "naturalmente apoiada pela AD", e questionou a posição do PS neste processo: "Não assumem o seu voto à recandidatura da nossa candidata. Porquê?"

Sebastião Bugalho alegou que o PS tem feito uma campanha "em torno de elogios às políticas de von der Leyen" em matéria de recuperação económica e aquisição de vacinas.

Pela AD, considerou que a dirigente política alemã, filiada na União Democrata-Cristã (CDU), tem presidido à Comissão Europeia com um "alto desempenho" e "clareza de linhas vermelhas quanto a diálogos" à esquerda e à direita.

"Apoiamos a candidata alemã do ALDE (Aliança dos Democratas e Liberais para a Europa) à presidência da Comissão Europeia, Marie-Agnes Strack-Zimmermann", respondeu o cabeça de lista da IL.

João Cotrim Figueiredo adiantou o que fará a IL se Strack-Zimmermann, filiada no Partido Democrático Liberal alemão, for preterida: "Apoiaremos Ursula von der Leyen, uma decisão que dependerá da sua aliança com o ECR (Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus)".

A cabeça de lista do PS, Marta Temido, apoia o candidato do Partido Socialista Europeu (PSE), Nicolas Schmit, do Partido Operário Socialista do Luxemburgo, que defendeu ser o "mais adequado" para as funções de presidente da Comissão Europeia.

Marta Temido elogiou o modo como Schmit, enquanto comissário europeu para o Emprego e Direitos Sociais, "liderou a resposta à crise económica e social necessária para fazer face aos impactos socioeconómicos da pandemia covid-19".

Pelo BE, Catarina Martins manifestou apoio ao candidato do Partido da Esquerda Europeia, Walter Baier, que é também o presidente desta força partidária europeia e é filiado no Partido Comunista da Áustria.

A cabeça de lista do BE descreveu Walter Baier como alguém que "tem juntado a sua voz à de quem quer uma Europa de paz, com um projeto social de redistribuição e de igualdade e com a coragem para uma transição justa que responda à emergência climática".

Francisco Paupério, que lidera a candidatura do Livre, mencionou que o seu partido participou na eleição dos candidatos dos Verdes Europeus, que foi ganha por Terry Reintke, da Aliança 90/Os Verdes da Alemanha, e Bas Eickhout, da Esquerda Verde dos Países Baixos.

Para o Livre, esta escolha prévia de candidatos que também "são cabeça de lista pelos seus partidos nacionais" e "fazem campanha a nível europeu" é uma demonstração de "transparência e disponibilidade para o escrutínio político".

O PAN, que também integra os Verdes Europeus, expressou preferência por Terry Reintke. É "a candidata que representa os valores que formam o nosso ideário", justificou o cabeça de lista, Pedro Fidalgo Marques.

O cabeça de lista da CDU (PCP/PEV), João Oliveira, declarou que "nenhum dos anunciados 'candidatos' representa uma efetiva mudança face ao rumo neoliberal, federalista e militarista em curso na União Europeia".

António Tânger Corrêa, cabeça de lista do Chega -- força política que no plano europeu integra o Partido Identidade e Democracia -- recusou apontar um favorito segundo este sistema de 'spitzenkandidaten': "Não há ainda candidatos oficiais, só depois disso o Chega irá tomar uma posição".

O sistema de 'spitzenkandidaten', termo alemão para candidatos principais, apresentados previamente por partidos europeus, não é vinculativo. Ursula von der Leyen foi eleita presidente da Comissão Europeia em 2019 sem que tivesse sido 'spitzenkandidaten'.

Formalmente, compete ao Conselho Europeu propor o candidato a presidente da Comissão Europeia, para um mandato de cinco anos, que tem depois de ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

O antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes defendeu hoje que "não há razões para castigar" a AD nas próximas eleições europeias e elogiou a campanha de Sebastião Bugalho, dizendo que o futuro político dele "está escrito".

Numa visita à Praia da Cova Gala, na Figueira da Foz, o cabeça de lista da Aliança Democrática (coligação PSD, CDS-PP e PPM) recebeu o apoio público e um grande abraço do presidente da Câmara e antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes.

"Estou aqui por todos, mas especialmente por ti, faz-me lembrar a minha campanha, tinha 31 anos quando fiz campanha para o Parlamento Europeu", disse, recordando que foi cabeça de lista pelo PSD às primeiras europeias realizadas em Portugal, em 1987, que venceu.

Questionado se será mais difícil à AD as europeias de 9 de junho, Santana Lopes admitiu que "deveria ser", uma vez que os eleitores tendem a penalizar os partidos de Governo nestes sufrágios.

"Mas aqui acho que não há razões para castigar e a diferença está na campanha que o Sebastião Bugalho está a fazer, pela solidez, pela correção da postura. O salto de comentador para ator político não era fácil", acrescentou. 

O antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes defendeu hoje que "não há razões para castigar" a AD nas próximas eleições europeias e elogiou a campanha de Sebastião Bugalho, dizendo que o futuro político dele "está escrito".

Questionado se será mais difícil à AD as europeias de 9 de junho, Santana Lopes admitiu que "deveria ser", uma vez que os eleitores tendem a penalizar os partidos de Governo nestes sufrágios.

"Mas aqui acho que não há razões para castigar e a diferença está na campanha que o Sebastião Bugalho está a fazer, pela solidez, pela correção da postura. O salto de comentador para ator político não era fácil", acrescentou. 

"Eu como independente também sinto particular alegria de ver um independente presidente de Câmara, que foi primeiro-ministro e eurodeputado a dar apoio", afirmou.

Os partidos sem representação parlamentar, concorrentes às eleições europeias de 09 de junho, ganham hoje, ao quarto dia de campanha, visibilidade acrescida com o debate organizado pela RTP.

O cabeça de lista da AD, Sebastião Bugalho, tem agendadas ações de campanha nos distritos de Coimbra, Castelo Branco e Guarda.

Durante a manhã, Bugalho visita a praia da Cova Gala, na Figueira da Foz, e o INOVA, em Cantanhede, e ao almoço participa num comício.

Depois, já no distrito de Castelo Branco, visita o Centro para as Migrações do Fundão e, à noite participa, na Guarda, num encontro com a população.

A candidata do PS Marta Temido visita, em Aljustrel, distrito de Beja, o Parque Mineiro, contacta a população e participa num encontro sobre "A importância da igualdade na construção europeia".

À tarde, já em Évora, a "número um" do PS volta a participar num encontro, agora sobre os "impactos da Europa no território e os novos desafios" e manterá contactos com a população.

O cabeça de lista do Chega, António Tânger Corrêa, também estará no quarto dia de campanha no Alentejo, participando em duas arruadas.

A primeira em Évora, ao fim da manhã, e a segunda em Portalegre, ao fim da tarde.

João Cotrim de Figueiredo, que lidera a lista da IL, estará acompanhado do líder do partido, Rui Rocha, em contactos com a população em Caminha, distrito de Viana do Castelo e, da parte da tarde, já no distrito do Porto, noutra ação de campanha na praia de Matosinhos.

A cabeça de lista do BE, Catarina Martins, tem marcadas ações de campanha em três distritos

De manhã, numa visita guiada pelo historiador Fernando Rosas, Catarina Martins percorrerá o forte de Peniche, onde está o Museu Nacional Resistência e Liberdade.

Depois, já no distrito de Santarém, intervém num almoço a realizar no Entroncamento e, ao fim da tarde participa num comício no parque da Cidade, em Coimbra, onde estará acompanhada pela coordenadora bloquista Mariana Mortágua.

O cabeça de lista da CDU, João Oliveira, inicia o quarto dia de campanha no distrito de Setúbal, com um convívio "Pelos Direitos dos Imigrantes", na Associação Africana, no Alto do Seixalinho.

Segue depois para Beja, para um comício no Jardim Público Municipal, em que estará também presente o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.

À noite regressa ao distrito de Setúbal, para um jantar-comício em Melides, novamente acompanhado de Paulo Raimundo.

O "número um" do Livre, Francisco Paupério vai estar em Coimbra e reúne-se de manhã com a Associação Académica de Coimbra e participa ao início da tarde numa mesa redonda sobre a "Diversidade Cultural na União Europeia".

O candidato do PAN, Paulo Fidalgo Marques assinala durante a manhã na Maia, distrito do Porto, a importância do resgate e apoio a animais de rua, com visitas ao Cantinho do Tareco e à Associação Amigos Picudos.

Ao início da tarde, Fidalgo Marques visita a Reserva Natural do Estuário do Douro, em Vila Nova da Gaia.

Cerca de 373 milhões de eleitores europeus são chamados a votar para o Parlamento Europeu entre 06 e 09 de junho. Em Portugal, a votação é no dia 09.

Serão escolhidos 720 eurodeputados, 21 dos quais portugueses.

Concorrem às eleições um total de 17 partidos e coligações: a AD, PS, Chega, IL, BE, CDU, Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP.

Chega e CDU rejeitam o fim da regra da unanimidade na UE e até querem alargá-la, enquanto PS, IL e Livre defendem mudanças para maioria qualificada nalguns domínios, e o BE também admite mais exceções.

"Concorda com o fim da regra da unanimidade nas decisões da União Europeia (UE)?", foi uma das perguntas incluídas num questionário enviado pela agência Lusa aos cabeças de lista às eleições de 09 de junho para o Parlamento Europeu.

Pela AD (PSD/CDS-PP/PPM), o cabeça de lista, Sebastião Bugalho, não propôs mudanças, mas considerou que "há matérias em que a União necessita de um processo de decisão mais ágil", sem referir nenhum domínio em concreto.

"E há outras em que, por implicarem decisões que tocam na soberania dos Estados-membros -- como a política externa, a defesa e matérias fiscais -- não podem prescindir de uma unanimidade que proteja países como Portugal. É esse direito de veto que também nos ajuda a afirmar a nossa voz na Europa", sustentou.

A cabeça de lista do PS, Marta Temido, argumentou que alguns estados-membros, como a Hungria, têm utilizado a regra da unanimidade para "impedir a tomada de decisões fundamentais" e para "estratégias políticas de vetos cruzados, abusando, na sua aplicação, dos fundamentos do direito de veto, a fim de obter ganhos noutros dossiês".

"Por isso, defendemos uma transição progressiva para regras de maioria qualificada em diversos domínios que tradicionalmente requerem o voto por unanimidade, privilegiando aqueles que impactam diretamente o mercado único e que, por isso, exigem uma maior harmonização de políticas para garantir a sua aplicação de forma justa e eficaz, nomeadamente em matérias de energia e fiscalidade", afirmou.

A IL defende que "em matérias como a adesão de novos países ou matérias fiscais se deve manter a necessidade de unanimidade entre estados-membros para a tomada de decisões", respondeu João Cotrim Figueiredo.

"Em matérias de política externa e segurança, entendemos que se deve passar a maioria qualificada", acrescentou o cabeça de lista da IL.

Em nome do BE, Catarina Martins recusou "o fim da regra da unanimidade em geral" e "muito menos para funções soberanas essenciais como a defesa", considerando que "deve manter-se para os casos previstos de política externa e segurança comum, adesão de novos membros, cooperação policial e alteração de tratados".

"Paralelamente, pensamos que devem ser ativadas exceções em matérias específicas que exigem articulação internacional. O exemplo mais evidente é o das políticas de combate à evasão e 'dumping' fiscal", completou a cabeça de lista do BE.

Francisco Paupério, primeiro candidato do Livre, disse que o seu partido quer "a reforma do art.º 7 do Tratado da UE", que trata de situações de violação grave e reiterada de valores da União por parte de Estados-membros.

"A Hungria e Polónia protegeram-se sucessivamente, impedindo um escrutínio justo, baseado nos factos e que garantisse o respeito pelos valores fundadores da UE. Por esta razão, defendemos a revogação da unanimidade no voto do Conselho, passando a ser necessário um voto maioritário", justificou.

Pelo contrário, António Tânger Corrêa, cabeça de lista do Chega, rejeitou alterações à regra da unanimidade: "Não. Nunca".

Para o Chega, "a regra nas decisões da UE deve ser a unanimidade" e até "será desejável que as áreas e matérias em que as decisões são já tomadas por maioria qualificada sejam objeto de análise e de reponderação".

Também o cabeça de lista da CDU (PCP/PEV), João Oliveira, deu resposta negativa a esta questão: "Não. O princípio da unanimidade é um instrumento fundamental para defender os interesses de países como Portugal".

"As decisões no Conselho podem ser tomadas por maioria simples, maioria qualificada ou unanimidade. Apenas neste último caso os países são todos colocados em pé de igualdade. O que é preciso é alargar a aplicação do princípio da unanimidade", advogou.

Na opinião do cabeça de lista do PAN, Pedro Fidalgo Marques, "a unanimidade pode afigurar-se como um mecanismo mais justo e de salvaguarda, sobretudo em matérias que impactam diretamente na qualidade de vida dos cidadãos de cada Estado-membro ou em situações em que seja necessário salvaguardar as particularidades do contexto socioeconómico de cada país".

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