Jorge Rebelo de Almeida, fundador do grupo Vila Galé.
Jorge Rebelo de Almeida, fundador do grupo Vila Galé.Leonardo Negrão / Global Imagens

Expandindo no Brasil, dono do Vila Galé diz que "se não fossem os imigrantes" o PIB português "caia em flecha"

Jorge Rebelo de Almeida condena "vozes disparatadas" que consideram a imigração um problema em Portugal: "é uma necessidade" para a economia. Grupo tem seis novos projetos em andamento no Brasil.
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A imigração "é uma necessidade" para a economia portuguesa, afirmou o fundador e presidente do conselho de administração do grupo hoteleiro Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, durante a apresentação dos resultados de 2025 da empresa, num encontro com jornalistas. "A verdade é esta. Ao contrário de algumas vozes disparatadas que a gente tem no país, a dizer que a imigração é um tormento. Não é um tormento, é uma necessidade", defendeu o empresário.

O grupo fechou 2025 com um aumento de 15% na faturação em comparação com o ano anterior, num saldo total de 321 milhões de euros somando-se os 52 hotéis da rede. "Eu acho que todos nós aqui nesta mesa temos consciência que hoje, se não tivéssemos imigrantes, o PIB caía em flecha. Ninguém o apanhava. Não tínhamos condições para funcionar se não fossem os imigrantes", reconheceu Jorge Rebelo de Almeida, admitindo que é preciso "resolver um problema gravíssimo" atualmente para toda a população em Portugal, que são as condições de habitação.

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No caso dos estrangeiros, as dificuldades para o acesso a uma moradia digna resultam, na análise do empresário, na perda de mão de obra fundamental para a economia, já que muitos acabam por deixar Portugal. "Se nós não tomarmos medidas urgentes para resolver este problema da habitação para os imigrantes, seguem em frente e vão para outros países da Europa".

Crescimento no Brasil

Os números de 2025 do Vila Galé destacam o crescimento do mercado brasileiro, que, pela primeira vez, ficou à frente do ibérico. Enquanto a faturação das unidades em Portugal e Espanha registrou um aumento de 8% em comparação com 2024, no Brasil o crescimento foi de 23% no mesmo período. "No caso do Brasil, são 23% de crescimento na receita, mas são de 12% de crescimento nas taxas de operação. Portanto, o Brasil cresceu nos dois principais indicadores, Portugal cresceu no indicador da receita", afirmou o CEO do grupo e filho do fundador, Gonçalo Rebelo de Almeida.

Com 34 empreendimentos em Portugal, 13 no Brasil, quatro em Cuba e um na Espanha, a rede tem, neste momento, 12 projetos em andamento, seis em Portugal e seis no Brasil. Os investimentos somam 210 milhões de euros a para conclusão até 2028.

A previsão mais avançada para 2026 é, inclusive, em solo brasileiro, com a conclusão da primeira fase das duas unidades em construção no estado do Maranhão, estimada para novembro.

Os outros projetos da expansão no Brasil são na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, na praia de Jurerê Internacional, em Santa Catarina. Outros dois hotéis serão construídos na praia de Coruripe, em Alagoas, sendo um deles o primeiro resort da rede totalmente dedicado às crianças fora de Portugal.

caroline.ribeiro@dn.pt

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